Minha Casa, Minha Vida será reforçado em todo o país
Programa fecha 2025 com orçamento recorde, amplia alcance à classe média e mantém expansão prevista para 2026
Minha Casa, Minha Vida será reforçado em 2026 após encerrar 2025 com orçamento próximo de R$ 180 bilhões e desempenho considerado central na política habitacional do governo federal.
Relançado em 2023, o programa acumulou cerca de 1,9 milhão de moradias contratadas desde então e mantém a meta oficial de alcançar 3 milhões de unidades até o fim do próximo ano.
Em 2025, o programa teve peso direto sobre a construção civil. Em grandes centros urbanos, como São Paulo, mais de 60% dos lançamentos e das vendas de imóveis residenciais estiveram vinculados ao Minha Casa, Minha Vida.
O setor também apresentou avanço no emprego formal, com mais de 190 mil novas vagas com carteira assinada até novembro.
O foco permaneceu nas famílias com renda mensal de até
R$ 4.700,00, especialmente nas faixas um e dois. Ao mesmo tempo, o programa passou a atender a classe média com a criação da Faixa quatro, aprovada em abril, destinada a famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil.
Outro ponto relevante foi a revisão dos tetos de valor dos imóveis financiáveis, que em algumas cidades passaram a alcançar R$ 275 mil. A atualização ampliou a viabilidade de novos projetos e trouxe maior previsibilidade às construtoras.
Além da aquisição de imóveis, o governo lançou em outubro o Programa Reforma Casa Brasil, com previsão de R$ 40 bilhões em crédito para reformas, ampliações e melhorias habitacionais. Estudo da Fundação Getulio Vargas estima impacto de R$ 52,9 bilhões no Produto Interno Bruto e quase R$ 20 bilhões em arrecadação tributária.
Para 2026, o reforço envolve manutenção de orçamento elevado, ampliação de subsídios por família, que podem chegar a R$ 65 mil, e fortalecimento da Faixa quatro, além da continuidade do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
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