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Ídolo em Angola, artilheiro capixaba Tony brilha na África

Esportes

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Ídolo em Angola, artilheiro capixaba Tony brilha na África


 (Foto: Arquivo Pessoal)
(Foto: Arquivo Pessoal)

Antonio Rosa Ribeiro, o Tony, nunca marcou um gol nos gramados capixabas. Deixou Vitória ainda criança, para trilhar os primeiros passos no futebol. Hoje, 15 anos depois de sair do Estado e rodar por vários clubes do Brasil, ganhou o estrelato do outro lado do Oceano Atlântico, com a camisa do Petro de Luanda, um dos maiores clubes de Angola.

O jogador, nascido no Morro dos Alagoanos, em Vitória, é mais um exemplo de capixaba que ganha os gramados do mundo sem nunca ter disputado uma partida sequer como profissional no Estado.

Em três anos na África, Tony já fez 48 gols. Na atual temporada, foram 19, sendo o artilheiro do “Girabola” — como é chamado o Campeonato Angolano — balançando as redes 15 vezes.

Os outros quatro gols foram marcados na Liga dos Campeões Africanos e na Taça e Angola. Uma impressionante média de dois gols a cada três jogos — disputou 30 partidas na temporada.

Números que ilustram a idolatria dos angolanos com o “T19”, conhecido também por outro apelido que tem desde quando chegou aos 12 anos no Atlético/MG: “ImperaTony”, referência ao atacante Adriano Imperador.

“Ídolo é uma palavra forte”, brinca: “Melhor falarmos que são muitos adeptos que gostam do meu futebol aqui”, afirma, já com um “português de Portugal” na ponta da língua, chamando “torcedores” de “adeptos”.

 (Foto: Divulgação / Petro de Luanda)
(Foto: Divulgação / Petro de Luanda)

Antes de atravessar o Atlântico, ele passou por times de Minas Gerais, Goiás e, principalmente, pelo Sul. Em 2017, deu uma virada na carreira ao trocar o Brusque/SC pelo futebol angolano.

O Petro de Luanda é o atual líder do Girabola, com três pontos de vantagem sobre o 1º de Agosto, grande rival nas últimas temporadas e atual tetracampeão da liga.

O time de Tony foi vice-campeão em todas essas temporadas.
“O Petro leva uma média de 10 a 15 mil torcedores por jogo. Já no 'Clássico de Luanda', quando encaramos o 1º de Agosto, o público chega a 45 mil pessoas”, aponta.

O Petro levou vantagem na Taça de Angola de 2017, batendo o rival na final. “A torcida é calorosa, sempre nos cumprimentam nas ruas, querem falar sobre o jogo. Mas quando perdemos tem cobrança”.

Raízes no Morro dos Alagoanos

Jogar longe de casa há cerca de 15 anos não significa que Tony tenha se desconectado da comunidade onde nasceu, foi criado e deu os primeiros chutes na bola de futebol: o Morro dos Alagoanos.

 (Foto: Arquivo pessoal)
(Foto: Arquivo pessoal)

Mesmo morando em Luanda, a capital angolana, com a mulher, Camila, e os filhos Antonio Júnior, de 5 anos — mais conhecido como “Mini Tony” — e a pequena Maria, de apenas quatro meses, nascida em Angola, o atacante sempre ressalta suas origens.

“Eu gosto sempre de ressaltar que sou lá do Morro dos Alagoanos!”, declara o atacante, que ajuda a divulgar a escolinha de futebol onde ele começou a jogar a bola na comunidade, quando ainda era criança.

“Tem um projeto de uma escolinha lá, a Ideal, do professor Júlio, que incentiva a molecada. Comecei ali”, ressalta Tony, que ainda garoto jogou futsal no Náutico e Saldanha da Gama, antes de ir para o Atlético/MG e ficar por sete anos.

“Acho importante ressaltar sempre de onde eu vim para a molecada de lá e de outras comunidades também perseverarem pelos seus sonhos”, defende “ImperaTony”, acompanhado o sonho de outros garotos, mesmo do outro lado do Atlântico.

Artilharia, contato físico e medo de contaminação

Enquanto os grandes campeonatos do mundo estavam sendo interrompidos por conta da pandemia do coronavírus, Tony ainda entrava em campo marcando gols pelo Petro de Luana.

 (Foto: Divulgação / Petro de Luanda)
(Foto: Divulgação / Petro de Luanda)

No último dia 21, na partida contra o Bravos de Maqui, fora de casa, time dele venceu por 3 a 0. O artilheiro deixou sua marca.

Agora, não sabe quando voltará a jogar. Quase um mês após a paralisação do Campeonato Italiano — o primeiro a ser suspenso por conta do vírus — é que algumas partidas do “Girabola” foram disputadas com portões fechados.

Porém, somente depois do último sábado, quando surgiram os dois primeiros casos da doença no país, o campeonato foi paralisado.

“Quando a bola rola, realmente não tem como evitar o contato. Na hora do gol a gente não se controla e acaba todo mundo se abraçando mesmo”, relembra o atacante, que mostra preocupação com a possibilidade de contaminação:

“Tenho uma bebê de quatro meses em casa, então a gente se preocupa sempre. Já tínhamos o costume de usar álcool em gel a todo momento”, conta Tony.

Ele afirma ainda que, nas ruas, as pessoas já tomavam cuidados preventivos contra o vírus. “Tem mercado que tira a temperatura logo na entrada, limpam o carrinho de compras onde colocamos as mãos. É álcool em gel para todo lado”.

Quem é o “ImperaTony”?
Nome:
Antonio Rosa Ribeiro
Idade: 27 anos
Naturalidade: Vitória (ES)
Clubes que defendeu no Brasil: Atlético/MG, Democrata/MG, Morrinhos/GO, Marcílio Dias/SC, Metropolitano/SC, Tombense/MG, Cascavel/PR, Paraná, Brusque/SC
Clube no exterior: Petro de Luanda, de Angola
Principais conquistas: 2ª Divisão do Catarinense (2015); Taça de Angola (2017)


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