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Hora de fazer carinho, cafuné e de amar muito a si mesmo
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo

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Hora de fazer carinho, cafuné e de amar muito a si mesmo

Está sentindo falta do contato físico? Vamos aprender a não depender dos outros para isso. Falo de amar a si mesmo – não no sentido de autoestima, mas naquele do apreço por você mesmo/a de verdade.

Chega de priorizar família: você é mais importante. Sabe por quê? Porque, em algum momento da vida, quando quiser sentir o toque de carinho, de proximidade, de afeto desapegado que só os que amam de verdade podem doar, vai ser difícil encontrar algum filho/a, neto ou mesmo amante dedicado que te acuda.

Túnel do tempo – Eu tinha 20 anos e meu namorado, Elcio, mais maduro, aos 36, explicou que, a cada dois sábados, estaria por conta dos avós, que moravam em outra cidade, pois, segundo ele, era importante passar um tempo lá, beijando, massageando as pernas da avó, “tocando” os velhos.

“Já reparou que ninguém toca com frequência as pessoas mais velhas? Elas sentem falta...” Perplexa e chocada, entendi e jamais esqueci aquilo.

Acordando com Dercy – Alguns anos mais tarde, entrevistei Dercy Gonçalves na TV, no dia em que comemorou 86 anos e ela explicou que seu ritual matinal consistia em ficar cerca de duas horas se automassageando. E tascou:

“Se você não se tocar, ninguém vai fazer isso do jeitinho que você gosta ou precisa! Então, passo creme; depois, óleos; escolho os aromas, esfrego nos pés, no peito, nas mãos... eu me amo”, completou.

Sábia Dercy. Viveria mais 20 anos e ainda desfilaria de seios à mostra com um invejável colo liso, aos mais de 90 anos, em carro alegórico. Por que estou falando isso? Porque nessa pandemia, vejo muitas pessoas reclamando de angústias do isolamento e do quanto faz falta o “toque”.

Faz, claro. Mas, falando em pós-pandemia e no momento da velhice, que é inexorável e chega, resolvi encarar o assunto hoje!

Passando mais tempo dentro de casa (e com muito mais tarefas), me obriguei a uma rotina rigorosa de pausas. Para tudo: café, regar as plantas, pensar e, claro, cuidar de mim mesma. E vai além do banho, tingir cabelos etc.

Pausa como remédio – Sim, e de uma hora ou mais –, que divido ao acordar e antes de dormir.
Nesse momento, passo muito creme e óleo, massageio os pés, com direito até a “autodo-in”... estimulo o couro cabeludo (com a escova adequada e massagem com as pontas dos dedos), alongo os dedos das mãos – aos 61, é uma delícia, além de necessário.

Enquanto faço isso, sinto meu corpo, ouço as sensações, percebo o que falta, etc. E também me regozijo por estar viva. Agradeço e me reenergizo.

Nesse momento, estou me amando. De uma maneira que apenas eu saberia fazer. E olha que, sinto-me suficientemente amada na vida em geral.

Mas, sem essa pausa, esses cuidados, estaria abandonada a uma permanente carência que, fatalmente, acabaria me fazendo mal.

Amadurecer (e envelhecer) dá trabalho. Se a gente não exercitar isso, deteriora. Sim, a palavra é essa – temos que encarar. De modo que, arrume tempo. Ame-se mais do que a filhos, marido, companheiros, amigos. Vale para homens e mulheres: pense nisso.


 

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