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Homem do Carnaval é pivô de investigação sobre Crivella

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Política

Homem do Carnaval é pivô de investigação sobre Crivella


 (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)
(Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)

Após Marcelo Crivella (Republicanos) tentar por três anos manter, por razões religiosas, distância pública do Carnaval, é da festa que emerge o pivô de uma investigação contra o prefeito do Rio de Janeiro aberta pelo Ministério Público.

O empresário Rafael Alves, ex-dirigente do Salgueiro e da Viradouro, foi apontado em delação premiada de Sérgio Mizrahy como o responsável por criar um "QG da propina" na Riotur. A empresa municipal de turismo é presidida por seu irmão, Marcelo Alves.

Mizrahy, apontado como agiota da zona sul carioca, não entregou evidências do envolvimento direto do prefeito em seus anexos oferecidos aos procuradores e homologado pela Justiça. Mas a proximidade de Rafael Alves com Crivella colocou o bispo licenciado da Igreja Universal como um dos alvos da apuração. A apuração tem fotos dos dois caminhando e conversando na Barra, onde moram.

A investigação foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada.

Alves foi doador de campanha do PRB, antigo nome do Republicanos, desde 2012. Tanto a sigla como Crivella receberam do empresário R$ 745 mil nas eleições de 2012 e 2014.

Na eleição de 2016, quando Crivella foi eleito, ele não aparece como doador na prestação de contas do prefeito. Mas segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, atuou como arrecadador para a campanha.

Após a vitória, ganhou um afago: foi convidado por Crivella para uma viagem em Israel.

Na administração atual, a Riotur é sua área principal de influência. O órgão é responsável por organizar o desfile no Sambódromo, espaço no qual Rafael, ligado a escolas de samba, transita com facilidade. A empresa também organiza as festas de Réveillon.

Segundo relatos, Rafael se comporta como se fosse o verdadeiro presidente da Riotur. Ele tem uma sala na sede de empresa municipal, fica rodeado por seguranças na pista da Sapucaí e distribui para amigos coletes destinados para os que trabalham na supervisão do desfile.

A relação do empresário com o prefeito não é sempre harmônica. Ele tentou, sem sucesso, convencer Crivella a não retirar o apoio financeiro de R$ 2 milhões que o município dava a cada escola de samba. Ao mesmo tempo, conseguiu manter sob seu domínio a Riotur mesmo após a criação da Secretaria de Turismo entregue ao PP.

Mizrahy disse em sua delação que Alves também cobra propina de empresas contratadas pelo município ou que têm dívidas a receber do município de gestões anteriores. O agiota disse que recebia cheques do empresário recebidos como vantagem indevida para trocar por dinheiro vivo.

Influente nos bastidores, o empresário tentou costurar uma pré-candidatura à prefeitura de Angra dos Reis (RJ) em 2016. O ex-senador Eduardo Lopes (PRB), que foi suplente de Crivella, chegou a ser fiador das intenções de Alves. Ele articulou apoio com outros políticos, mas não obteve sucesso. O empresário era desconhecido.

Embora nos últimos anos seu principal contato com o mundo político tenha sido Crivella, ele circula há décadas no meio.

Rafael vem de uma família com intensa atuação em rádios no estado. O pai, Aldano Alves, patrocinava programas com debates políticos na década de 1990. Na ocasião, conheceu o ex-governador Anthony Garotinho, de quem tentou se aproximar.

No ano passado, ele se apresentou a empresários como responsável por arrecadar recursos para a campanha do ex-governador. Garotinho teve a candidatura cassada pela Justiça Eleitoral.

No segundo turno, se encontrou com o advogado Lucas Tristão, que coordenou a arrecadação da candidatura vitoriosa de Wilson Witzel (PSC) ao governo estadual.

O empresário também manteve intensa vida social pública. Figurou em colunas sociais principalmente graças ao namoro de sete meses com a atriz Carol Castro, foi empresário do cantor Belo e promovia churrascos para celebridades.

No mundo do samba, Rafael é ex-marido de Shana Garcia, filha do contraventor Waldomiro Garcia, o Maninho, assassinado em 2004. Um dos nomes ligados à família do bicheiro é do ex-capitão Adriano da Nóbrega, foragido desde janeiro que tinha dois parentes nomeados no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).

Ele também é dono de uma gama de empresas, que vão desde construtora até um bar em Foz do Iguaçu (PR). Neste negócio teve como sócio um homem condenado por tráfico de drogas.

O empresário Rafael Alves não foi localizado para comentar a reportagem.

Crivella negou ter envolvimento com cobrança de propina na prefeitura. "O doleiro não diz que eu teria conhecimento ou participado de qualquer tipo de suposta negociação. Não há qualquer prova dessa negociação", disse o prefeito, em vídeo publicado na segunda-feira (2).


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