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Golpes mais comuns que vigaristas cometem no Pix

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Economia

Golpes mais comuns que vigaristas cometem no Pix


João Paulo Chamon explica que maioria dos golpes aplicados no Pix é variação de outros, que já existiam antes (Foto: Leone Iglesias/AT)
João Paulo Chamon explica que maioria dos golpes aplicados no Pix é variação de outros, que já existiam antes (Foto: Leone Iglesias/AT)

O início do uso do Pix, novo sistema de pagamentos e transferências bancárias do Banco Central (BC), veio acompanhado do surgimento de novos golpes cometidos por vigaristas na plataforma.

O especialista em Segurança da Informação, João Paulo Machado Chamon, explica que a maioria dos golpes é variação de outros que já existem, adaptados para a nova tecnologia.

“Quando você digitaliza o dinheiro, como é o caso do Pix, os golpes também acabam sendo digitalizados. Um exemplo é o envio de mensagens falsas por aplicativos de mensagens ou o golpe do QR Code falso, que nada mais é do que uma variação do golpe dos boletos falsos, em que se modifica o código para mudar quem vai receber o dinheiro”.

Chamon explica que a vítima, em muitos casos, acaba enviando todos os dados para o golpista sem perceber. Por isso, todo cuidado é necessário quando receber mensagens estranhas.

“Os golpistas usam muito da engenharia social, que é realizar telefonemas se passando por funcionários de empresas ou enviam mensagens com links falsos para cadastros de dados pessoais, que são essenciais para o uso do Pix”.

Foi o caso de um empresário de 27 anos, morador da Grande Vitória. Ele recebeu telefonema de um golpista se passando por representante do Pix e acabou cadastrando seus dados em um site falso, perdendo R$ 70 mil com o golpe.

O especialista em tecnologia da informação e colunista de A Tribuna, Eduardo Pinheiro, explica que a pessoa nunca deve clicar em links suspeitos e precisa buscar os canais oficiais para obter informações.

“Na dúvida, ligue para a sua agência e fale com o gerente. Nunca clique em links recebidos pela internet e tenha sempre um antivírus atualizado em seu computador. Evitar redes de wi-fi públicas também ajuda a reduzir as chances de cair nesse tipo de golpe”.

Cabe ter atenção também para um golpe que não usa tecnologia: o do Falso Samaritano. Nele, o golpista oferece ajuda em bancos para quem está com dificuldades para usar o Pix e transfere o pagamento para outra conta.

Banco Central diz que sistema de pagamentos tem segurança

O chefe-adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Brandt, afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix é extremamente seguro, com uma plataforma robusta e marcadores de possíveis fraudes, além de operações rastreáveis, o que dificulta a aplicação de golpes.

A declaração foi durante evento realizado pela Valor. Segundo ele, os poucos casos que têm acontecido são os chamados golpes de engenharia social, em que os bandidos criam histórias para convencer as vítimas a passar informações sensíveis.

“As pessoas precisam tomar cuidado de não passar informações sensíveis e ter certeza que não estão caindo em golpe”, afirmou.

Brandt ressaltou que o BC tem trabalhado para evitar esse tipo de crime, com campanhas de orientação aos usuários e colaboração com outras autoridades, inclusive com a Polícia Civil de São Paulo, com quem o regulador deve se reunir nos próximos dias.

Dicas para não ser enganado pelo caso dos boletos falsos

A sofisticação dos bandidos tornou o golpe dos boletos falsos mais perigoso, porque os criminosos estão montando “call centers” e conseguindo informações de contratos para enganar devedores.

O advogado Afonso Morais, especializado em Direito Criminal, dá dicas para fugir desse golpe. Ele cita, primeiro, que é essencial conferir se a empresa cobradora está autorizada a negociar o débito.

“Nenhum credor, seja banco, financeira, loja ou outro, concede redução do débito de uma dívida em 80%. E é esta estratégia que usam os estelionatários para convencer os consumidores a pagarem boletos falsos sem o devido contato”.

Além disso, é importante checar os dados do boleto, para ver possíveis fraudes, verificar a origem da cobrança junto ao banco ou à financeira e preferir a leitura automática do código de barras.

“Também é importante baixar o boleto no site do credor e nunca por e-mail, bem como verificar se o site é seguro antes de qualquer coisa”, completou Morais.


OS SEIS GOLPES MAIS COMUNS E COMO EVITÁ-LOS


1 QR Code Falso

  • Neste golpe, o cliente recebe um QR Code falso para realizar um pagamento a quem se diz ser seu conhecido ou comerciante. Porém, o código direciona o pagamento ao golpista, de forma semelhante ao funcionamento de um boleto falso.
  • A dica para não cair neste golpe é verificar sempre a procedência do QR Code e se faz sentido você ter recebido aquele pedido de pagamento.

2 Falso samaritano

  • Golpistas, ao perceberem um cliente com dúvidas ou dificuldades em realizar a transação, se prontificam a ajudar. Esses supostos bons samaritanos podem ser, na verdade, golpistas desviando o dinheiro do pagamento para a conta deles.
  • A dica é não aceitar ajuda de estranhos. Se não conseguir usar o Pix, tente outra forma de pagamento e depois, com algum conhecido ou em sua instituição financeira, tire suas dúvidas sobre o sistema.

3 Falso funcionário

  • Neste golpe, o bandido liga para a pessoa se identificando como funcionário de uma instituição ou mesmo do Pix, como aconteceu com o empresário que perdeu R$ 70 mil.
  • Na ligação, o golpista diz que precisa fazer algum tipo de operação com urgência e solicita dados como CPF, senhas ou então pede que seja feito o cadastro da chave em um determinado site falso.
  • A Dica é jamais passar dados como esses por telefone ou e-mail e nunca fazer o cadastro do Pix com base em solicitações por telefone. O seu banco tem seus dados e não precisa pedir para você. Além disso, funcionários da instituição financeira não podem ter acesso às suas senhas.

4 Cadastro de chaves

  • Os golpistas podem cadastrar chaves como CPF, e-mail ou celular de alguém como se fossem suas. Com isso, os pagamentos para os verdadeiros donos dos dados são direcionados aos criminosos.
  • Quando os golpistas cadastram os dados, um código é enviado ao celular ou computador do dono das chaves, para confirmação do cadastro, o que leva o golpista a ter de entrar em contato com o usuário para obter o código, fingindo ser outra pessoa.
  • A dica é nunca confirmar suas chaves com ninguém, nem clicar em links estranhos.

5 Falso SMS/WhatsApp

  • Golpistas usam mensagens de texto com links, nos quais o cliente deve clicar para resolver problemas.
  • Também existe a variação que solicita que o cliente ligue para um telefone falso, no qual o golpista atende se identificando como funcionário.
  • Como nos casos anteriores, a dica é não clicar em links ou passar seus dados em situações que você não tenha certeza de que sejam verdadeiras.

6 Invasão de dispositivos

  • Golpistas ligam para clientes das instituições financeiras dizendo que precisam realizar ajustes em seus computadores ou celulares para que eles estejam aptos a fazer as transações. Com isso, o criminoso invade os aparelhos e rouba senhas, chaves e dados pessoais.
  • Nenhuma instituição pode acessar seus aparelhos para fazer ajustes.

Fontes: Eduardo Pinheiro e João Paulo Machado Chamon.


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