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Gol e paixão
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira


Gol e paixão

Aos 37 anos, Fred marcou na quarta-feira o oitavo gol em seu sétimo jogo na temporada. Ainda que quatro deles tenham sido contra adversários de menor expressão, um foi contra o Vasco e outros três em duas partidas da Libertadores. Ou seja: não dá para dizer que ele está mostrando serviço contra um adversário qualquer.

Aliás, com os dois gols da vitória de 2 a 1 sobre o Santa Fe, da Colômbia, ele chegou não apenas ao posto de segundo maior artilheiro da história do Fluminense, com 185 gols (atrás de Waldo, que tem 319), como passou a ser também o quarto maior goleador brasileiro na Libertadores, com 21 gols - Luizão é o líder deste ranking com 29.

Para quem o tem como ex-jogador em atividade, aviso também que Fred marcou sete gols nos cinco últimos jogos do torneio sul-americano — três pelo Cruzeiro, em 2019, e dois agora, pelo tricolor.

O que me faz concluir que o Fluminense faz bem a Fred e Fred ainda tem tudo para fazer muito bem ao clube que lhe veste com o manto da genuína idolatria.

Porque um ídolo tem o poder de se regenerar unindo seu talento à santa proteção dos deuses do futebol. E um artilheiro como Fred renasce mais ídolo a cada gol marcado — seja ele fácil ou difícil, previsível ou improvável. Ainda mais num momento em que o clube se vê economicamente mais frágil do que alguns dos seus principais rivais.

Força

Dos sete clubes brasileiros na disputa da Libertadores, os tricolores hoje são, em tese, quarta ou quinta força. E esta análise não é feita apenas pela qualidade técnica ou intensidade de jogo. Ela vem da combinação entre isto e a experiência dos jogadores nesta competição.

E a última vez que o Fluminense disputou o torneio foi em 2013. Por isso, e por não ter caixa para grandes investimentos, buscou no mercado jogadores rodados e vitoriosos que agregassem eficiência. Mas ainda está atrás, pelo menos, de Flamengo, Palmeiras, Atlético/MG e São Paulo.

Lutando com Internacional e Santos. Nada que seja limitador. O trabalho de Roger Machado pode dar ao time em outro nível de atuação. Principalmente se souber aproveitar a longevidade de Fred, como já faz com o “quarentão” Nenê.

O camisa 9 não é mais determinante para mobilidade e intensidade do time na fase ofensiva, hoje entregue a jovens com Kayky e Luiz Henrique. Mas é a “torcida” em campo e a referência do time para as bolas de ataque.

Como o futebol é feito da entrega do jogador e da paixão do torcedor, essa relação entre Fred e o Fluminense tem mesmo que ser valorizada: ele faz os gols que o clube precisa e a torcida retribui com carinho e devoção de quem se sente representado...

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