search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Fernando Cabeção estava há sete meses fora da cadeia

Notícias

Publicidade | Anuncie

Polícia

Fernando Cabeção estava há sete meses fora da cadeia


Juiz Alexandre Martins (esq) e Fernando Cabeção (dir). (Fotos: Arquivo AT)
Juiz Alexandre Martins (esq) e Fernando Cabeção (dir). (Fotos: Arquivo AT)
Condenado em 2005 pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 2003, Fernandes de Oliveira Reis, o Fernando Cabeção, de 42 anos, morto na tarde de domingo (28), estava solto desde novembro de 2019, quando foi liberado mediante decisão judicial.

Fernando Cabeção foi executado no banco do carona de uma BMW prata dirigida por sua mulher. O casal acessava a Terceira Ponte, em Itapuã, sentido Vitória, por volta das 16h30, quando parou em um semáforo. Nesse momento, um Voyage prata parou ao lado da BMW e um dos ocupantes abaixou o vidro e atirou contra Fernando Cabeção.

Segundo a polícia, no corpo de Fernando Cabeção ficaram 12 perfurações: três no tórax, quatro no braço direito e cinco nas costas. Testemunhas contaram que ouviram mais de 15 tiros.

Fernando Cabeção foi executado dentro de uma BMW prata, quando acessava a Terceira Ponte, em Itapuã. (Foto: Fábio Nunes/AT)
Fernando Cabeção foi executado dentro de uma BMW prata, quando acessava a Terceira Ponte, em Itapuã. (Foto: Fábio Nunes/AT)

A mulher de Cabeção, que não teve nome nem idade divulgados, não foi atingida pelos disparos, mas sofreu ferimentos no braço direito por conta dos estilhaços do vidro. Em estado de choque, ela conseguiu dizer para a polícia que ela e o marido passaram o domingo na casa dos pais dele, em Guaranhus, e que o casal voltava para casa quando foi cercado pelos bandidos.

No local, a perícia da Polícia Civil recolheu cerca de 15 cápsulas, mas não informou de que tipo de arma.

Em 2005, Fernandes de Oliveira Reis foi condenado a 23 anos de prisão pela morte do juiz. Passou oito anos em presídios federais, até que em 2014 conseguiu o direito de cumprir pena no Espírito Santo. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), ele foi liberado em novembro de 2019 mediante decisão judicial.

Saiba mais

Crime em 2003

• Alexandre Martins de Castro Filho tinha 32 anos quando foi morto a tiros, em 24 de março de 2003, ao chegar a uma academia de ginástica, em Itapoã, Vila Velha. Ele integrava a missão especial federal que, desde julho de 2002, apurava ações do crime organizado no Estado.

• O coronel da reserva da PM Walter Gomes Ferreira foi condenado, em 2015, a 23 anos de prisão como mandante da morte do juiz. Já o ex-policial civil Claudio Luiz Andrade Baptista, o Calu, foi absolvido.

• O juiz Antônio Leopoldo Teixeira, também acusado de mando, ainda não foi julgado porque recursos em instâncias superiores aguardam ser analisados.

• Ferreira, Calu e Leopoldo foram acusados de fazer parte de um esquema de venda de sentenças investigado pelo juiz assassinado.

• Odessi Martins da Silva Júnior, o Lombrigão, e Giliarde Ferreira de Souza foram condenados por executar o juiz. Lombrigão está no semiaberto e Giliarde está em liberdade.

• Outros quatro acusados de serem intermediários no crime foram condenados.

• Fernandes de Oliveira Reis, o Fernando Cabeção, foi acusado de ter indicado os pistoleiros para a execução do juiz. Foi condenado a 23 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha e pelo roubo da arma do magistrado, levada pelos executores. Estava solto desde novembro de 2019.

• Em 2003, Cabeção foi apontado pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRCO) como mandante de, pelo menos, 13 assassinatos.

• Também foi denunciado como sendo o chefe do Primeiro Comando de Guaranhuns, em Vila Velha.
 


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados