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Famílias dizem o que pensam sobre volta às aulas

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Cidades

Famílias dizem o que pensam sobre volta às aulas


As regras criadas pelo governo do Estado para o retorno das aulas presenciais, nas escolas públicas e particulares, têm feito com que muitos pais fiquem divididos sobre o assunto, ainda que a data não tenha sido definida.

A reportagem de A Tribuna ouviu pais de alunos de escolas públicas e particulares para saber o que eles pensam sobre a retomada, que pode ocorrer em setembro, conforme ventilou o Estado.

O médico Albert Bitran não vê problemas que a  filha Sara, de 11 anos, volte a estudar presencialmente na escola (Foto: Beto Morais/AT)
O médico Albert Bitran não vê problemas que a filha Sara, de 11 anos, volte a estudar presencialmente na escola (Foto: Beto Morais/AT)
O médico otorrinolaringologista Albert Velten Bitran, de 48 anos, é a favor da volta das aulas presenciais. Sua filha Sara Bitran, de 11 anos, estuda em uma escola particular.

“Estatisticamente, essa virose se comparada com outras, não tem um índice de mortalidade em crianças maior que de outras doenças. Quando a doença apareceu, fui o primeiro a tirar minha filha, agora que entendo melhor, não vejo problema de ela voltar”.

Opinião semelhante tem a dona de casa Daniela Oliveira, 43, que tem os filhos Lucas, 16, e Pedro, 10, matriculados em escola pública. “Seguindo as regras de segurança e sem o recreio, ficarei tranquila”.

A dentista Jane Nascimento, 48, afirmou que, apesar de não ter certeza se as aulas devem ou não voltar a ser presenciais, mandaria sua filha Clara, 10, para a escola. “A vida tem de seguir. Ela já está cansada de ter aula pelo computador. Tivemos até de fazer um óculos para ela”.

A empresária Mary Lúcia Capeleti, 41, disse que até mandaria a filha Adriely, 15, para a escola, porém, a outra filha, Ana Flávia, 9, não mandaria. “Não sou contra, mas essa volta não passa uma segurança, por melhor que seja a escola, porque os professores não conseguirão manter o distanciamento”.

O mesmo faria a dona de casa Fabiana Santana, 36, que tem duas filhas, Karen, 15, e Valentina, 5. “Caso seja obrigatório o envio das crianças para escola, enviaria somente a mais velha, reforçando o que já temos ensinado em casa. Enquanto for possível e necessário, elas permanecerão estudando em casa”.

A servidora pública Meyryely Lima também afirmou não se sentir segura para mandar para a escola o filho Ediel, de 7 anos.

“Não sou a favor porque não temos uma vacina e nem um protocolo de vacinação que funcione para todos. Enquanto isso, vou tentar proteger o meu filho”.

Opiniões contraditórias

Aguardar estabilização

Neymara Carvalho com sua filha Luna Carvalho, de 14 anos. (Foto: Leone Iglesias/AT)
Neymara Carvalho com sua filha Luna Carvalho, de 14 anos. (Foto: Leone Iglesias/AT)

A subsecretária de Turismo de Vila Velha, Neymara Carvalho, disse que não é a favor, neste momento, de sua filha Luna Carvalho, 14, voltar a ter aulas presenciais. “Confio nos protocolos das escolas, mas acho que temos de aguardar uma estabilização de casos”.


Convívio e socialização

Roberta Girelli, de 43 anos, com seus filhos, Arthur, de 10 anos, e Henrique, 6 (Foto: Leone Iglesias/at)
Roberta Girelli, de 43 anos, com seus filhos, Arthur, de 10 anos, e Henrique, 6 (Foto: Leone Iglesias/at)

A produtora de eventos Roberta Girelli, de 43 anos, é a favor do retorno das aulas presenciais. Seus filhos, Arthur, de 10 anos, e Henrique, 6, estudam em uma escola particular. “Levo em consideração que nas aulas presenciais há o convívio e a socialização”.

Educação domiciliar não é regulamentada no Brasil

Com receio de os filhos serem contaminados pela Covid-19, muitos pais não sabem se devem mandá-los ou não para a escola. Com isso, algumas dúvidas surgem quanto ao ensino domiciliar.

A prática não é regulamentada no Brasil, e a advogada Anne Brito explica que a situação provocada pela Covid-19 não é educação domiciliar. “Como dito, regra-geral, atualmente ainda temos a presença da escola, só a forma tem sido diferente: de presencial a virtual. Os pais ou responsáveis têm agido como intermediadores no processo de educação”.

André Rocha: justificar ausência (Foto: Thiago Coutinho - 19/04/2019)
André Rocha: justificar ausência (Foto: Thiago Coutinho - 19/04/2019)
O advogado André Rocha destaca que os pais que não se sentirem seguros em mandar os filhos para a escola devem justificar essas razões para a escola.

“Caso contrário, a referida falta poderá caracterizar infração administrativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (evasão escolar), com intervenção do Conselho Tutelar, do Ministério Público e do Poder Judiciário, bem como, se for configurada total ausência da família, poderá acarretar no crime descrito como abandono intelectual, previsto no art. 246, do Código Penal, que prevê pena de detenção, de 15 dias a um mês, ou multa”.

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