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Ex-Cetaf relembra parceria com Kobe Bryant no Lakers

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Ex-Cetaf relembra parceria com Kobe Bryant no Lakers


Ex-Cetaf, Jeferson Sobral já atuou com Kobe Bryant (Foto: Luiz Pajau (21/08/2008))
Ex-Cetaf, Jeferson Sobral já atuou com Kobe Bryant (Foto: Luiz Pajau (21/08/2008))

A morte de Kobe Bryant e da sua filha Gianna, de 13 anos, em um acidente de helicóptero na Califórnia, nos Estados Unidos, no último domingo, pegou de surpresa o mundo do esporte. No Brasil, um ex-jogador do Cetaf, time de Vila Velha, teve a honra de jogar com o ídolo no Los Angeles Lakers.

O paulista Jefferson Sobral, hoje com 39 anos, dois a menos que Kobe, teve passagem pelos Lakers na pré-temporada da NBA de 2002/03. No período em que jogou na Califórnia, Jefferson substituiu Kobe em uma partida de pré-temporada da NBA. Também disputou — e levou uma “surra” — em uma partida de “1 contra 1” com o astro.

Em 2008, o ala-pivô jogou por oito meses no Cetaf na última edição do Campeonato Nacional de Basquete, que viria a ser substituído na sequência pela criação do NBB (Novo Basquete Brasil).

Após deixar o basquete profissional, Jefferson criou um projeto social onde há três anos atende a mais de 40 crianças carentes com aulas de basquete, entrou para o time máster do Corinthians e se tornou pastor evangélico de uma igreja de São Bernardo, em São Paulo. E foi antes de um culto que ele recebeu a notícia no domingo (26).

“Foi muito triste. Eu estava entrando no culto e um dos nossos membros da igreja que gosta muito de basquete me procurou e contou. Fiquei em choque, totalmente sem reação”, descreve o hoje Pastor Jefferson, que só tem elogios para seu ex-companheiro de quadra.

“Ele falava pouco e fazia muito. As atitudes dele falavam por si. Ele não era um chefe. Kobe era o verdadeiro significado da palavra líder”, lembra Jefferson, que nos Estados Unidos entrou para a história como primeiro e único brasileiro a atuar no Harlem Globetrotters, famosa equipe de apresentações performáticas de basquete, onde participou de mais de 100 partidas.

A TRIBUNA: Como foi receber a notícia da morte do Kobe? Como você ficou sabendo?
JEFFERSON SOBRAL: “Foi muito triste. Eu estrava entrando no culto e um dos nossos membros da igreja que gosta muito de basquete me procurou e falou: ‘você está sabendo do Kobe Bryant?’, eu respondi que não e ele completou ‘acabou de morrer’. Fiquei pasmo, em choque, totalmente sem reação”.

Lembra de alguma situação em especial com ele no Lakers?
“Quando tive a notícia de ser cortado, eu estava retirando pertences pessoais do vestiário e vi que o Kobe, para variar, estava treinando na quadra. Pedi para fazer um ‘1 contra 1’ com ele. O resultado não poderia ser diferente. Jogo de 10 pontos, ele ganhou. Eu ainda consegui fazer dois pontos, mas tomei uma grande enterrada na cabeça, que eu me orgulho muito, e um toco sensacional, que eu também me orgulho de ter tomado do grande ídolo. Acredito que no Brasil ninguém pode falar que jogou um ‘1 contra 1’ com o Kobe. Fui o único”.

Teve uma partida que você estava no banco e acabou entrando justamente no lugar do Kobe. Como foi esse dia?
“Minha primeira aparição com a camisa do Lakers foi no Staples Center. Cheio de celebridades, Sharon Stone na plateia. Aí o Phil Jackson (técnico dos Lakers) olhou para o banco e me chamou. Eu já estava trêmulo com aquele ginásio lotado! Deu vontade de pedir para ficar ali quietinho só olhando nessa cadeira privilegiada (risos). Quando eu me dirigi à mesa de substituição e perguntei no lugar de quem eu entraria, vi que era no lugar do Kobe! Foi um peso e responsabilidade grande. Na hora da troca, tem aquele cumprimento que todos os jogadores fazem. Ele tocou na minha mão e disse ‘Good luck, boy!’ (boa sorte, garoto). Assim foi meu primeiro momento na quadra”.

Jefferson Sobral nos tempos de Los Angeles Lakers (Foto: Acervo pessoal)
Jefferson Sobral nos tempos de Los Angeles Lakers (Foto: Acervo pessoal)

Como era a convivência com o Kobe Bryant?
“Ele falava pouco e fazia muito. As atitudes dele falavam por si. Ele não era um chefe, Kobe era o verdadeiro significado da palavra líder. O chefe da ordem, ele não era assim. Ele se propunha a fazer o que era necessário e, automaticamente, todos seguiam o seu exemplo, sem precisar cobrar. Tudo que ele fazia dava tão certo que você tinha o desejo de tentar copiar, chegar o mais próximo do jeito dele, do seu comportamento”.

Como surgiu a chance de jogar na NBA?
“Eu tinha sido campeão brasileiro no Vasco da Gama. Tínhamos um timaço. Era eu, Nenê, Sandro Varejão, Vargas, Helinho, entre outros, o técnico era o Hélio Rubens. Tinha olheiros de times da NBA que acompanhavam os jogos e surgiu o convite. O Nenê foi o primeiro brasileiro a ser chamado, foi desbravador. Eu fui o segundo. Fui para o Cleveland Cavaliers. O LeBron James estava começando a carreira, ele ainda era um prospecto do craque que viria a ser. Fui sparring dele (risos)”.

E como você foi parar nos Lakers?
“Após o tricampeonato da NBA, antes da temporada 2002/03 começar, eles estavam atrás de um substituto para o Shaquille O’Neal tinha sofrido uma lesão no dedo do pé. Ai eu participei da seletiva, era para completar o treino deles, e eu acabei agradando. Ai eles me contrataram. Fui para melhor equipe no melhor momento”.

E sua passagem pelos Globetrotters? Como aconteceu?
“Eu estava no Denver Nuggets com Nenê, Carmelo Antony e outras feras, e acabei sendo cortado também. Fiquei muito triste e acabei não conseguindo. Fiquei sabendo de uma seletiva dos Globetrotters, tinha mais de 40 atletas tentando uma vaga, e acabei sendo selecionado. Eu era o único estrangeiro no time naquela época e até hoje fui o único brasileiro a jogar no time. Minha personalidade divertida, brincalhona, caiu direitinho com o perfil deles”.

Como foi sua passagem pelo basquete capixaba?
“Tenho ótimos lembranças de Vila Velha. O Espírito Santo é um lugar maravilhoso para se morar. Foi uma passagem que acrescentou muito na minha carreira e sou muito grato pela oportunidade que a família Azevedo me deu de representar o Estado. Outra coisa que me marcou foi a rivalidade entre Cetaf e Saldanha. São daqueles jogos que todo atleta gosta de participar. Conseguimos sair bem, com mais vitórias do que derrotas nos clássicos”.


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