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Estado registra 1.477 acidentes com bicicletas em um ano

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Estado registra 1.477 acidentes com bicicletas em um ano


Da costureira Maria de Fátima Soares, de 48 anos, que era conhecida por seu jeito alegre, ao cinegrafista Ricardo Duque, 50, um torcedor apaixonado pelo Vitória. Diferentes em suas personalidades e trajetórias de vida, mas unidos pela tragédia numa mesma estatística: a de ciclistas mortos no trânsito capixaba.

Maria e Ricardo morreram no intervalo de 10 dias. Ela, em Vila Velha, atropelada por um motorista embriagado; ele, em Vitória, atingido por um carro em alta velocidade. Ambos fazem parte de um número que só cresce: já são 32 ciclistas mortos em um ano no Espírito Santo.

Somente entre junho de 2019 e junho deste ano, 1.477 ciclistas foram vítimas de graves acidentes no Estado, segundo o Samu. A média é de quatro acidentados por dia, 70% a mais do que era registrado há cinco anos. Em 2015, foram 866 atendimentos, número que sobe a cada ano: 1.037 em 2016; 1.403 em 2017; 1.467 em 2018, até alcançar 1.682 no ano passado.

Ciclista Dionatan  fraturou  clavícula e coluna ao ser  atingido por um ônibus. (Foto: Dayana Souza/AT)
Ciclista Dionatan fraturou clavícula e coluna ao ser atingido por um ônibus. (Foto: Dayana Souza/AT)
O número real, no entanto, pode ser ainda maior, pois há uma subnotificação, segundo o cicloativista Fernando Braga, que trabalha em hospital com a reabilitação física de acidentados. “Muitos morrem após meses de internação e nem entram na estatística de mortos, pois aparecem como feridos. Além disso, alguns acidentes sequer são registrados”, ressaltou.

Os atendimentos aos ciclistas pelo Samu envolvem lesões consideradas graves, como fraturas nas costas, crânio, tórax, quadril, braços e pernas. São acidentes como o de Dionatan Lourenço, de 31 anos. Em abril, o morador de Cariacica pedalava pela Rodovia do Contorno quando se desequilibrou ao passar por um trecho irregular da pista, caiu e foi atingido por um ônibus. O impacto foi tão forte que Dionatan fraturou a clavícula e a coluna, além de ter o pulmão ferido.

“Fiquei um mês sem levantar da cama e até a semana passada estava usando ferros na clavícula. Já são três meses de tratamento e a partir de semana que vem começo a fisioterapia”, contou Dionatan.

Quem também sobreviveu foi o autônomo Josenir Gomes, 44, que caiu embaixo de um caminhão após ser atingido pela porta de um carro em Maria Ortiz, Vitória. “Levei 10 pontos entre o trapézio e o pescoço. O capacete trincou, mas salvou minha vida”, disse.


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