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Tribunal de Justiça Desportiva diz não ver prova suficiente para denúncia após ofensa racista a Gabigol

De acordo com André Valentim, procurador do TJD-RJ, o material disponível ainda é inconclusivo

Agência Folhapress | 07/02/2022 15:34 h

Atacante Gabigol, do Flamengo
Atacante Gabigol, do Flamengo |  Foto: Arquivo/ Tribuna Online
 

Após o atacante Gabigol, do Flamengo, ser agredido verbalmente por um torcedor do Fluminense que o chamou de "macaco" no domingo (6), o TJD -RJ (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro) ainda não vê elementos suficientes para oferecer uma denúncia.

De acordo com André Valentim, procurador do TJD-RJ, o material disponível ainda é inconclusivo. Ele diz aguardar novas provas que ajudem a identificar eventuais envolvidos. O episódio ocorreu ao fim do clássico entre Flamengo e Fluminense, quando o artilheiro já se encaminhava para o vestiário do estádio Nilton Santos. O ato racista foi flagrado pela jornalista Isabelle Costa.

"Sem imagem não tem como denunciar. Gritaram 'macaco', mas como vou denunciar sem ver de onde veio? Vou esperar para ver se aparece mais alguma informação nova", disse Valentim à reportagem.

Por meio de nota, Flamengo e o artilheiro se manifestaram em suas redes sociais, assim como a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro).

"O Clube de Regatas do Flamengo repudia veementemente o episódio lamentável ocorrido na partida deste domingo com o atleta Gabigol, que foi vítima de racismo. O clube presta total solidariedade ao nosso atacante. Estaremos sempre ao seu lado, Gabi", postou o clube.

"Até quando? Até quando isso vai acontecer sem punição? Jamais vou me calar, é inadmissível que passemos por isso!! Orgulho da minha raça, orgulho da minha cor!! #RacismoNão", escreveu o camisa 9.

O time tricolor também se posicionou e afirmou estar apurando os fatos para agir. "O próprio autor da divulgação do vídeo diz que teve a impressão, sem certeza, de ter ouvido as supostas ofensas e, neste sentido, o Fluminense informa que está buscando as imagens do estádio a fim de auxiliar na apuração da existência ou não do fato e na identificação de eventual autoria."

"O clube reitera que considera intolerável qualquer tipo de preconceito e se orgulha de manter como lema o 'Time de Todos', de respeito ao próximo, independentemente de raça, gênero, credo ou orientação sexual", escreveu o Fluminense.

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