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Fera capixaba sobre duas rodas

Natural de Aracruz e com apenas 24 anos, o piloto Bruno Crivilin já conquistou 13 títulos na carreira, sendo 10 em competições nacionais

Marcos Barcelos, do jornal A Tribuna | 03/01/2022 18:33 h

Bruno Crivilin  é o atual tricampeão brasileiro de enduro nas categorias E1 e Enduro GP: no Mundial, ele representa a equipe Honda S2 Motorsport
Bruno Crivilin é o atual tricampeão brasileiro de enduro nas categorias E1 e Enduro GP: no Mundial, ele representa a equipe Honda S2 Motorsport |  Foto: Divulgação/ Honda
 

Moto e aventura combinam com a curta, porém vencedora carreira de Bruno Crivilin, capixaba natural de Aracruz. Aos 24 anos, sendo oito de trajetória na modalidade, Bruno já conquistou 13 títulos, sendo 10 de nível nacional no enduro, esporte radical praticado em trilhas.

Além de troféus e medalhas de campeão, Bruno Crivilin também coleciona participações de destaque em competições internacionais, elevando o nome do Brasil, do Espírito Santo e também de Aracruz no esporte.

“O mais legal desses resultados é perceber que tenho margem para melhora. Vejo que posso crescer bastante dentro da categoria e isso é bom demais”, afirma o piloto.

Bruno Crivilin conquistou uma medalha de bronze no Mundial de Enduro em 2020, na categoria J1, voltada para pilotos com até 23 anos de idade e com motos de até 250 cilindradas.

Ele também foi sexto colocado no Mundial de 2021  na categoria E1, que é para motos com 150 cilindradas no caso de motos de dois tempos e 250 cilindradas para quatro tempos.

Bruno Crivilin (último à direita) é piloto da  Honda S2 Motorsport
Bruno Crivilin (último à direita) é piloto da Honda S2 Motorsport |  Foto: Divulgação/ Honda
 

A paixão do piloto pelas motos teve início desde cedo, em Aracruz, no Norte do Estado.

“Sempre fui bem arteiro. Eu gostava de andar de bicicleta e aos 12 anos comecei a ajudar, a observar e aprender mais sobre motos em uma oficina. Um ano depois, eu consegui comprar uma moto baratinha. Depois disso, minha paixão só aumentou”, conta Bruno.

A sua primeira participação em um campeonato de enduro foi em 2013, quando conquistou o Campeonato Capixaba na categoria estreante, na qual venceu sete etapas em cidades diferentes.

O piloto capixaba venceu a 4ª etapa do Brasileiro de Enduro, em Aracruz
O piloto capixaba venceu a 4ª etapa do Brasileiro de Enduro, em Aracruz |  Foto: Fabricio Macedo/ MundoPress
 

No ano seguinte, com o incentivo de amigos e de uma concessionária de motos de Guarapari, disputou o seu primeiro  Brasileiro, sendo vice-campeão na categoria nacional, competindo de forma amadora. A partir daí que a sua carreira decolou.

“Com o 2º lugar, recebi proposta da equipe austríaca KTM, que tem sede em Belo Horizonte (MG). Assim que eu aceitei, me mudei do Espírito Santo para viver de enduro”, afirma Bruno, que é o atual tricampeão brasileiro de enduro nas categorias E1 e Enduro GP.

Atualmente, Bruno é membro da equipe Honda S2 Motorsport na Itália, pilotando a moto CRF 250RX. “É viver um sonho poder representar uma das maiores marcas de moto do mundo. Eles nos dão uma estrutura sensacional, que me ajudam a melhorar as minhas performances”.


Entrevista - Bruno Crivilin, piloto de enduro da equipe Honda S2 Motorsport: “Quero ir ao pódio e voltar ao Mundial”


A Tribuna –   Como você avalia o ano de 2021?

Bruno Crivilin –  Foi um ano muito bom. Conquistei mais um título com a Honda e fiz uma boa apresentação no Mundial.

Também foi um ano de aprendizado, pois foi meu primeiro nas categorias principais. 

Bruno durante a primeira etapa do Mundial de Enduro, em 2021
Bruno durante a primeira etapa do Mundial de Enduro, em 2021 |  Foto: Divulgação
 

O que espera para 2022? Quais serão as competições que pretende focar?

Em 2022, quero subir ao pódio nas provas que eu for disputar. Estou focado na disputa do Campeonato Italiano de Enduro e também em voltar ao Mundial e, para isso, tenho que competir em alto nível.

Quero elevar o nível do nosso esporte e torço para que outros pilotos brasileiros também possam correr aqui no Mundial.

Como foram as suas primeiras competições, ainda na época amadora?

Eu conquistei o Estadual de Enduro na categoria estreante. Foi o primeiro ano da modalidade no Espírito Santo e tinham uns 30 ou 40 concorrentes. Foi bem desafiador.

Em 2014, fui para o Brasileiro. Eu tive que fazer rifa, treinava em meio horário, estudava meio horário, foi bastante cansativo.

Na competição, tinham pilotos correndo para equipes de fábrica, com mais apoio, recursos e estrutura, isso conta muito em nosso esporte. Em dias de prova, eu não tinha muita gente para ajudar. 

Mesmo com todas as dificuldades, me destaquei sendo vice-campeão brasileiro na categoria nacional, aos 17 anos.

Quem são as suas referências atuais no enduro?

Na época, a minha referência era o Rômulo Bottrel (mineiro de 31 anos), um dos pilotos mais rápidos do Brasil.

Agora que estou na Honda é o Alex Salvini (italiano de 36 anos), meu companheiro de equipe na Itália. Ele é bastante experiente, campeão mundial. Ele me ensina muito nos treinamentos e nas provas também.

Bruno  teve que fazer rifa em 2014 para disputar o Brasileiro de Enduro
Bruno teve que fazer rifa em 2014 para disputar o Brasileiro de Enduro |  Foto: Divulgação/ Honda
 

Como são os seus treinamentos e qual é o foco dessas atividades?

Morando aqui na Itália, nós costumamos no começo do ano fazer uma pré-temporada mais intensa, com treinos de até 5 horas por dia.

Revezamos treinos com moto, treinos de resistência física na academia, na piscina e também na bike. Como as provas de enduro costumam durar de sete a oito horas, isso exige muito do nosso corpo.

Você sofreu um acidente em 2017 durante uma corrida importante de sua carreira. Como aconteceu?

Foi em uma prova na Romênia. No último dia da etapa, faltando duas horas para concluir, sofri uma queda e fui parar em um leito de rio. Bati com a costela em uma pedra, senti muita dor, falta de ar, custei a levantar.

Quando consegui, peguei a moto e segui até o fim da prova sem entender o que estava acontecendo, só sentindo as dores. Depois que venci a prova, os médicos examinaram e me encaminharam para o hospital para os exames.

Desmaiei lá e acordei em uma maca. Fiquei seis dias internado lá e depois voltei ao Brasil para operar.

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