X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Contra homofobia, clubes brasileiros passam a promover camisa 24

| 04/02/2020 18:46 h | Atualizado em 04/02/2020, 19:07

Imagem ilustrativa da imagem Contra homofobia, clubes brasileiros passam a promover camisa 24

Na esteira do Bahia, que na semana passada anunciou uma campanha contra a homofobia no futebol, outros grandes clubes do país aderiram ao movimento nos últimos dias.

Na terça-feira (28), o jogador Flávio, 23, entrou em campo pela Copa do Nordeste com a camisa tricolor da equipe baiana e o número 24 às costas.

Após a ação, que coincidiu também com a morte de Kobe Bryant e uma série de homenagens ao astro do basquete usando a camisa 24 que ele eternizou, a revista Corner, publicação sobre futebol, criou a campanha "Pede a 24", para incentivar jogadores a usarem a camisa.

Tendo como principal difusor o jornalista Mauro Beting, a iniciativa ganhou destaque nos principais programas esportivos da televisão e teve repercussão internacional.

"24 não é só um número qualquer. Ele carrega as digitais criminosas do preconceito. Não mais! São dois dígitos que contam para quem precisa virar esse jogo", diz o texto assinado por Beting.

No Brasil, o número é associado à homossexualidade de maneira preconceituosa por ele representar o animal veado no jogo do bicho.

Antes da partida contra o Resende, o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, publicou um "24" nas suas redes sociais, acompanhado de hashtags contra a homofobia e em homenagem a Kobe Bryant. O flamenguista, que vestiu a 9 na vitória desta segunda (3), deve usar a camisa 24 no sábado (8), contra o Madureira.

O Santos também fez questão de anunciar que o atacante Tailson vestiria a 24 no clássico contra o Corinthians, no domingo (2). "O Peixe joga como #NúmeroDoRespeito!", publicou o clube. O atleta ficou no banco de reservas.

Os corintianos não se pronunciaram nas redes sociais ou fizeram referências à campanha. Ainda assim, decidiram dar na semana passada a camisa 24 ao volante Víctor Cantillo, que já a usava no futebol colombiano.

Em janeiro, quando o atleta foi apresentado no Corinthians, o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves disse "24, aqui, não". Mais tarde, desculpou-se pelo que chamou de "brincadeira infeliz".

O Fluminense, que nesta terça-feira (4) enfrenta o Unión La Calera (CHI) pela Copa Sul-Americana, divulgou que o meia Nenê, um dos principais nomes da equipe, será o camisa 24 durante a competição, entrando na corrente contra a homofobia. No torneio internacional, os clubes são obrigados a usar a numeração de 1 a 30.

Segundo levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo na semana passada, o número 24 é encontrado quatro vezes mais em ligas estrangeiras em comparação com o futebol brasileiro.

A ocorrência de camisas 24 no Campeonato Brasileiro representou 0,5% do volume total nos últimos cinco anos. Essa média é de 2,5% quando considerados torneios nacionais na Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal), Ásia (Japão, Coreia do Sul e China) e Argentina.

A análise também mostrou não se tratar de uma baixa preferência no Brasil por números altos em geral, já que as opções de uniformes adjacentes, 23 e 25, representam 2,26% e 2,34% do total, criando uma variação não encontrada em nenhuma outra comparação entre três números sequenciais.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

MATÉRIAS RELACIONADAS