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Atleta mais novo a disputar mundial de canoa havaiana é capixaba

Victor Brasil, de 16 anos, embarca sábado para Inglaterra onde vai representar o País no Campeonato Mundial

Roberta Bourguignon, do jornal A Tribuna | 01/08/2022 19:45 h

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- |  Foto: Reprodução/Instagram
  

Aos 16 anos de idade, o estudante e atleta capixaba Victor Brasil embarca no próximo sábado (06) para a Europa, onde vai representar o Brasil no Campeonato Mundial de Canoa Havaiana.

O evento acontece na cidade de Windsor, na Inglaterra. Ele é o atleta mais novo do País a disputar o Campeonato Mundial nesse esporte. 

Ele conta que a vaga foi conquistada com muito esforço no Campeonato Brasileiro realizado no mês de abril em Niterói, no Rio de Janeiro. O atleta, que é morador de Guarapari, começou no esporte em 2019 e já coleciona títulos como vice-campeão brasileiro de velocidade e também de maratona. 

A expectativa é trazer mais um título. “Estou determinado para atingir meu objetivo porque sei que tive treino, foco e disciplina. Foram muitas madrugadas para conquistar essa vaga”, revela ele. 

Para a preparação de campeonatos, Victor conta ainda com a assessoria esportiva do atleta Rogério Mendes, que treina atletas do Brasil inteiro. 

E as conquistas do adolescente não param. Nas últimas semanas, ele recebeu a notícia de que foi convocado para representar o Brasil também no Panamericano no Chile no mês de novembro.

Incentivo

Foi nas águas de Setiba que o atleta deu suas primeiras remadas e hoje faz seus treinos diários, sempre acompanhado pelo seu pai e também atleta Elpídio Diogo.

Ele conta que Victor sempre teve aptidão esportiva e chegou a fazer vários esportes incentivado por ele e por sua mãe, Priscilla Anderson, porém nunca deu continuidade a nenhum deles. 

“Foi no remo que ele demonstrou maior interesse e teve seu grande destaque. Acredito que o exemplo dos pais contou para essa trajetória”, diz Elpídio.

A mãe, Priscilla, também rema há alguns anos. Movidos pela paixão ao esporte, ela e o marido comandam clubes em Guarapari e são responsáveis por propagar a canoa havaiana para os moradores e turistas que frequentam o balneário e querem conhecer melhor a cidade pelo mar.

“Nosso litoral é fantástico e possui particularidades únicas, como estar no mar e visualizar as montanhas de Buenos Aires. Ver o amanhecer do dia no mar é algo fascinante e te dá uma energia inexplicável”, conta  Priscilla.

“O mar virou nossa segunda casa”, diz mãe do jovem

Para Victor Brasil, 16, e seus pais, Elpídio Diogo e Priscilla Anderson, o mar é como se fosse a segunda casa, principalmente depois que a família entrou para o esporte e abriu uma escolinha para ensinar outras pessoas a remar. Para eles, o dia começa às 4h30. 

“O mar virou nossa segunda casa. Acredito que a educação será a grande responsável pela mudança em nosso País, mas o esporte tem efeito imediato. O poder público não investe nesses pilares e depois cria programas assistenciais para estancar o caos”, disse Priscilla.

Mesmo sendo grande no esporte, Victor ainda não tem patrocínio ou algum tipo de apoio além do dos pais. 

“Tentamos de todas as formas, tanto na esfera municipal quanto estadual, e não tivemos nenhum incentivo. Como iremos levar o esporte a outros jovens se não temos investimento suficiente para esse setor? Isso é desanimador”, desabafou  a mãe. 

Ela disse ainda ter conhecimento de atletas de outros estados que tiveram suas passagens aéreas e hospedagens pagas pelas prefeituras das cidades que irão representar.

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