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Escolha de especialistas ocorre com ou sem meritocracia?
Tribuna Livre

Escolha de especialistas ocorre com ou sem meritocracia?

Quando uma pessoa é considerada um especialista? Quantas pós-graduações tem de cursar? Precisa de quantos anos de experiência? Para respondermos a essas indagações, vamos narrar uma história ocorrida na vida real.

Um garoto que morava distante 800 quilômetros do mar tinha o sonho de conhecê-lo. O pai do garoto prometeu levá-lo, nas próximas férias, para conhecer as praias, desde que passasse de ano.

O menino não estava com notas boas. Mas a motivação do estudante foi maior do que as dificuldades, tendo sido aprovado com excelentes notas. O pai do jovem não mediu esforços para cumprir o prometido.

Quando a família chegou ao litoral, o garoto desceu do carro, sem colocar roupas apropriadas, correu afoitamente até a praia, molhou os pés e as mãos na espuma da água e saiu correndo e gritando: “eu conheço o mar, eu conheço o mar!”. Até que esbarrou em um pescador de mais de 70 anos de idade, que disse: “Eu também conheço o mar”.

Nessa história, podemos dizer que o garoto e o pescador conhecem o mar. Mas eles têm o mesmo nível de conhecimento do mar? Claro que não!

O menino conhece há alguns minutos, e o pescador por mais de 70 anos, além de ter recebido treinamentos, instruções, orientações de toda a família e comunidade de pescadores.

Qual é a essência da história? Para ser um especialista, não basta apenas molhar os pés no mar. É preciso experimentá-lo, vivenciá-lo por longos anos.

Algumas teorias, apesar de controversas, apontam que, para ser um especialista o indivíduo tem de praticar a atividade por pelo menos 10 mil horas. Salvo os casos de notório saber, o profissional tem de estudar, fazer pós-graduações e estar sempre se aperfeiçoando.

Trazendo o tema para o contexto prático, será que as funções públicas e privadas de especialistas estão sendo exercidas por garotos que molharam os pés na espuma do mar ou por pescadores de mais de 70 anos de profissão?

Será que nossos diplomatas, ministros de Estado e demais cargos públicos, especialistas de empresas privadas são todos pescadores com suficiente experiência ou são garotos que acabaram de se molhar no mar?

Será que, ao termos poder de decisão, escolhemos um verdadeiro especialista ou preferimos alguém que tem conhecimentos bem mais restritos da área, a quem priorizamos por razões pessoais?

Essa indagação é necessária, pois não é raro vermos a prática de nepotismo, apadrinhamento, influência de grupos sociais, “jeitinho”, “toma lá, dá cá”, viciando e corrompendo o processo de nomeação de cargos de especialistas.

Embora essas condutas e práticas não sejam ilegais, para alguns nem imorais, são extremamente prejudiciais, pois ferem os princípios da meritocracia e comprometem o desenvolvimento econômico e social da nação.

Então, se almejamos nos projetarmos como uma economia sólida e forte, é melhor ficarmos atentos e vigilantes para não permitir esse tipo de prática e muito menos reproduzi-la. Que os cargos públicos sejam ocupados por especialistas competentes!

Arildo Hungarato é mestre em Contabilidade e professor.

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