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Escolas de samba do Rio acreditam ser impossível Carnaval sem vacina para Covid

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Escolas de samba do Rio acreditam ser impossível Carnaval sem vacina para Covid


Representantes de algumas das 12 escolas do grupo especial de escolas de samba do Rio dizem não haver segurança para o desfile em 2021 sem que haja uma vacina para a Covid-19. O temor foi tratado em reunião da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) na terça-feira (14).

O encontro terminou sem uma definição sobre a realização do evento.

"Imaginamos que, até meados de setembro, a gente tenha definição. Foi uma reunião de avaliação. Todo mundo entendeu que o projeto do Carnaval teve atraso, e vamos aguardar os órgãos públicos", disse Jorge Castanheira, presidente da Liga. "Não podemos nos antecipar na frente da ciência. Só imaginamos o desfile em fevereiro com a vacina. O desfile não pode acontecer sem aglomeração dos desfilantes ou de quem está assistindo".

Os carnavalescos lembraram que já deveriam estar ocorrendo às eliminatórias para a escolha dos sambas.

"Sem uma vacina, não é possível ter aglomeração para as disputas nas quadras. Também não podemos pensar no enredo sem saber qual será o formato do Carnaval", afirmou Marco Aurélio Fernandes, diretor de Carnaval da Imperatriz.

Dirigentes da verde e branco de Ramos acreditam que apenas com os componentes e o público vacinados contra a Covid-19 será possível fazer o desfile.

Desfiles no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil)
Desfiles no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil)

A prefeitura do Rio informou que, neste momento, ainda não é possível falar em definição sobre o Carnaval em 2021 em função da pandemia. O poder público diz que segue "concentrando os esforços para salvar vidas e controlar a pandemia na cidade."

Ainda de acordo com a prefeitura, a festa reúne milhões de pessoas e, durante o período da folia, há uma intensa movimentação pela cidade, incluindo o aumento do uso do transporte público durante um extenso período de tempo.

Por meio de nota, a Riotur informou que mantém conversas com o Ministério Público para o desenvolvimento do Caderno de Encargos do Carnaval de Rua, com vigência para os carnavais de 2021, 2022 e 2023.

Em caso de adiamento para o próximo ano, o Caderno de Encargos será válido também por três anos, que seriam os subsequentes (2022, 2023 e 2024). Concluída a etapa da produção do Caderno de Encargos, ele será enviado ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, para avaliação da viabilidade do evento junto de seu Gabinete Estratégico e Científico. Concluídas todas as etapas, a Riotur publicará o Caderno de Encargos.

Quanto à precificação dos ingressos do setor turístico, de acordo com a prefeitura, a Liesa solicitou formalmente à Riotur que não fosse divulgada a venda de ingressos até que houvesse a reunião da assembleia da Liga Independente das Escolas de Samba que anualmente define as questões do próximo Carnaval.

"Após o comunicado do resultado desta reunião poderemos prosseguir para a etapa que cabe à prefeitura do Rio", disse a Riotur.


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