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“Vingança só traz amargura”, diz a atriz Clarissa Pinheiro

| 12/02/2020 13:08 h | Atualizado em 12/02/2020, 13:29

Clarissa: “Embora não se possa negar que o desejo de vingança seja humano, acho que sua prática alimenta a destruição interna”
Clarissa: “Embora não se possa negar que o desejo de vingança seja humano, acho que sua prática alimenta a destruição interna” |  Foto: Sérgio Baia / Divulgação
Há quem rejeite a ideia da vingança como um “prato frio” e queira devorá-lo na hora. Ou seja: bateu, levou!

Mas, para a atriz Clarissa Pinheiro, dar o troco não é a melhor opção. “Não acredito que a vingança resolva um mal sofrido. Vingança só traz mais amargura para a vida da pessoa”, afirma ao AT2.

Aos 37 anos, a artista – que interpreta a empregada doméstica Penha que quer vingar a morte do marido na novela “Amor de Mãe” – defende que há sempre outro caminho. “O mais importante é aprender a lidar com o sofrimento, trabalhando, dentro de nós, a superação”, defende Clarissa, que tinha focado sua carreira até então em séries de TV (“Justiça” e “Onde Nascem os Fortes”) e cinema.

Capixaba

No seu currículo, a recifense de 37 anos, também coleciona trabalhos com o cineasta capixaba Rodrigo Aragão, como o terror “A Mata Negra” (2018) e o novo “Cemitério das Almas Perdidas”, que estreia no segundo semestre e onde a atriz interpreta a beata Imaculada.

No filme, ela lidera um grupo de mulheres religiosas que entra em conflito com artistas recém-chegados à cidade. De aparência sombria, a personagem promete aterrorizar os viajantes.

Em entrevista ao AT2, Rodrigo Aragão fala sobre a atriz: “Acho Clarissa uma mulher admirável, extremamente forte e talentosa”.

E o que Clarissa diz de trabalhar com o capixaba? “É uma honra! Na tela, vemos a grandiosidade do resultado de uma aparente brincadeira de gente grande. Fazer filme de terror foi uma experiência incrível”, afirma ela.


ENTREVISTA | Clarissa Pinheiro, atriz “Rodrigo Aragão se diverte”


No terror “Cemitério das Almas Perdidas”, Clarissa faz o papel de uma beata
No terror “Cemitério das Almas Perdidas”, Clarissa faz o papel de uma beata |  Foto: Divulgação
AT2 - Você já atuou em séries de TV e no cinema. Agora estreia na novela “Amor de Mãe”. Como tem sido a experiência?
Clarissa Pinheiro - Maravilhosa! Já havia trabalhado com muita gente que está na novela e isso traz uma tranquilidade a mais.

Não é a primeira vez que interpreta uma empregada doméstica. Chegou a ganhar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Cinema de Paulínia em 2014 pelo papel de Rita no filme “Casa Grande”. O que acha dessa coincidência?
Engraçada e curiosa. Ambas são empregadas domésticas, mas são tão diferentes uma da outra!
O percurso e a personalidade de cada uma são distintos, e isso é o mais interessante de se perceber e vivenciar. Porque essa é a realidade: somos o que somos, e não é a profissão que nos define.

Penha já foi vítima de diversas situações abusivas. Mas isso não acontece apenas na ficção. Na vida real, há profissionais que vivenciam isso diariamente. Como vê esse fato?
Isso reflete as profundas desigualdades sociais e econômicas a que a grande maioria da população está submetida.
Os nomes podem ter mudado, a escala pode ter diminuído, mas vemos, ainda hoje, em muitos casos, a reprodução da relação existente entre a aristocracia e a escravidão.

Parte do público deseja que Penha se vingue de quem fez mal para ela. Também há quem pregue que ela mate Belizário (Tuca Andrada). Acredita que a vingança seja uma alternativa?
Acho difícil uma atitude movida pelo ódio trazer recompensas positivas. Realmente, não acredito que vingança resolva o mal sofrido. Vingança só traz mais amargura para a vida da pessoa. O mais importante mesmo é aprender a lidar com o sofrimento, trabalhando, dentro de nós, a superação.
Acho que o desejo de vingança acomete qualquer e todo ser humano em algum momento de sua vida. Quando nos sentimos injustiçados, muitas vezes queremos devolver na mesma moeda. Mas, realmente, não acho que este seja o caminho. Embora não se possa negar que o desejo de vingança seja humano, acho que sua prática alimenta a destruição interna.

Você está no filme “Cemitério das Almas Perdidas”, do diretor capixaba Rodrigo Aragão. Como foi trabalhar novamente com ele?
Foi uma honra! O Rodrigo se diverte enquanto grava. Ele se empolga com os efeitos especiais e vibra a cada banho de sangue que tomamos. (Risos) E, na tela, vemos a grandiosidade do resultado de uma aparente brincadeira de gente grande.

Quais seus projetos?
Estou estudando algumas propostas no audiovisual, mas também pretendo voltar ao teatro com o espetáculo “Isso Que Você Chama de Lugar”, do Daniel Herz.

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