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ViihTube: “Existe vida fora das redes sociais”

| 18/06/2020 15:33 h | Atualizado em 18/06/2020, 15:53

Imagem ilustrativa da imagem ViihTube: “Existe vida fora das redes sociais”
Aos 12 anos, ela já produzia vídeos e ganhava milhões de seguidores. Parece nova? É. Mas, hoje, aos 19 anos, ViihTube lança seu primeiro longa-metragem para a internet e já está descolada com a vida virtual. “Existe vida fora das redes sociais. Existem família, amigos, namorado e estudos. E as pessoas precisam encontrar esta dosagem. Minha vida não se resume aos stories e ao Twitter. Ali é um recorte, parte de um todo. Infelizmente, alguns jovens não fazem esta separação”, salienta ela ao AT2. A paulista que escreveu e protagoniza “ViihTube: Amiga do Inimigo”, que chega nesta quinta-feira (18) a plataformas como Google Play, YouTube, Now, Vivo, AppleTV e Sky, conta sobre como mantém seus fãs cada vez mais conectados (são 10 milhões em seu canal oficial e 14,5 milhões no Instagram) e dá dicas para novos youtubers. “Temos a impressão de que já tem tudo na internet, mas não. Sempre tem uma maneira de inovar. É preciso se dedicar muito para ir construindo seu conteúdo e entendendo o seu público. E, acima de tudo, ser bem verdadeiro com você e com quem te acompanha”, diz. O filme é uma continuação da websérie “Em Prova”, que teve mais de 90 milhões de visualizações no canal oficial da artista. Na produção, de volta ao Colégio Recanto, no papel de Bia, ViihTube expõe um grande problema da nova geração: o anonimato nas redes sociais. Bia é difamada por uma página fake e tenta buscar o autor das postagens. Na vida real, ViihTube conta que não liga mais para críticas ou haters. “Antes, eu ficava muito mal com determinados comentários. Comecei muito nova. Conforme fui crescendo, entendi que não dá para absorver tudo que está ali”.

Viihtube | Atriz e youtuber “Aprendi muito com meus erros”


AT2: “Amiga do Inimigo” traz o Anônimo do Recanto como o vilão da história? É isso mesmo?
Viihtube: Eu não o vejo como um vilão. No colégio, fazemos coisas impensadas mesmo – e isso nos torna seres humanos. Acho que o filme consegue trazer personagens bem complexos, sem dividir em vilões e heróis.

Como acredita que o filme será recebido?
Espero que seja recebido da melhor forma possível. Fiz tudo com muito amor e carinho e abordo temas muito importantes. Espero fazer com que o público reflita sobre o que o bullying pode causar na vida de uma pessoa e também sobre as relações sociais. Também quero levar um pouco de entretenimento para as famílias neste momento tão turbulento em que estamos vivendo.

Lançar um novo projeto dá um frio no estômago?
Sempre. Cada projeto é diferente e gera um “buzz” diferente. Mesmo que seja algo feito com muito amor, sempre rola uma preocupação de como o público vai receber. Estou ansiosa demais para ouvir o que eles acharam, o que mais gostaram e também o que não gostaram.

Manter-se sempre em alta é uma preocupação?
Me preocupo mais em produzir um conteúdo com que meus seguidores se identifiquem. Procuro inovar sempre, pensando em novos formatos, debates e interações. Quando se tem este objetivo e foco, estar em alta se torna consequência.

Qual é o segredo do sucesso de suas séries?
Acho que o sucesso veio por ser um novo formato diferente do cotidiano no meu canal. Posso explorar meu lado roteirista e atriz. O enredo também cria uma aproximação com o público, pois aborda coisas do cotidiano, como relacionamentos, bullying, que é uma questão muito presente entre os jovens, vida na escola, relações sociais, familiares etc.

Tornou-se referência na produção de conteúdo. O que isso significa para você?
Significa que podemos realizar o que sonhamos. Sou muito grata por tudo que construí com o público durante esses anos. Comecei no YouTube em 2012, quando poucos se arriscavam nas redes. Quem diria que eu chegaria na produção de um longa-metragem?

Como lida com críticas ou haters hoje?
Enquanto tem meia dúzia de comentários ruins ali, tem outros milhões ótimos, de pessoas que, de alguma forma, estão sendo impactadas e ajudadas pelas minhas redes. São inúmeras mensagens do tipo: “Você está me ajudando a enfrentar a depressão”. “Você está me alegrando neste momento em que meus pais se separam”. Saber que posso fazer a diferença para milhares de garotas e garotos me impulsiona a enfrentar qualquer hater.

O que te ajudou a superar os momentos difíceis?
Como eu sempre digo, todos nós erramos. Começar nova na internet, tem esse custo. Minha família foi fundamental. Eu tenho uma relação de amizade muito forte com minha mãe.

Por incrível que pareça, o meu canal no YouTube me ajudou muito a superar os momentos difíceis. É um momento em que eu me desligo e me conecto com a minha criatividade e meus pensamentos. Então, às vezes, canalizava para a minha produção.

Aprendi muito com meus erros, posso garantir isso. Reflito sobre tudo e estou sempre buscando evoluir. A lição mais forte, para mim, é a escuta, a importância de sempre abrirmos espaço para ouvirmos o outro, o diálogo. E tenho feito isto.

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