Tradição de 68 anos colore o mar de Manguinhos
Banho de Mar à Fantasia levou para Manguinhos diversas famílias, além de blocos como Expumar e Poderosas Peruas
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Ao som da batucada de 11 blocos e fantasias coloridas, o tradicional Banho de Mar à Fantasia de Manguinhos reuniu moradores e visitantes ontem, celebrando uma história que atravessa gerações.
A festa, que chegou à marca de 68 anos, transformou as ruas e a orla em um grande encontro comunitário, com a presença de diversas famílias, além de tradicionais blocos, como Poderosas Peruas, Nós e Passarinhos e Expumar.
Segundo Guilherme Lima, presidente da Associação de Moradores de Manguinhos, a tradição nasceu de blocos familiares que se fantasiavam com papel crepom e desfilavam pelas ruas até o mar.
“Com o tempo, os blocos foram crescendo e hoje continuam sendo guiados pela batucada de Manguinhos, que também tem 68 anos. É uma festa da comunidade para a comunidade e famílias”, explicou.
Quem esteve pela primeira vez e estava na expectativa pelo banho de mar era a aposentada Vera Lambranho, moradora de Vitória.
“Tenho uma amiga que mora aqui e sempre me convidava, mas nunca tinha vindo. Eu adorei!”.
Para muitos, participar do evento é um compromisso anual. A bibliotecária Fabiula Virgínio, 53, e o motorista Adson Virgínio, 50, participam há anos do encontro de blocos em Manguinhos.
“É o nosso dia de Carnaval. Todo ano pensamos em uma fantasia de casal e fazemos quase tudo em casa”, contou Fabiula. Adson é o responsável por idealizar e confeccionar as roupas. “É nossa tradição de Carnaval”.
Os psicólogos Daiana Queiroz, 44, e Sávio Queiroz, 65, também são assíduos na festa e aproveitam o Carnaval para resgatar memórias.
“A fantasia é uma forma de revisitar a infância e manter viva a cultura e todo ano confeccionamos a nossa própria fantasia”, disse Daiana, que neste ano homenageou seus animais de estimação com uma caracterização inspirada na Pantera Cor-de-Rosa.
Entre amigos, o sentimento é o mesmo. O cabeleireiro Fernando Zucolotto, 48, e a servidora pública Thais Eduão, 42, destacam o ambiente acolhedor.
“É um Carnaval tranquilo, familiar e sem estresse. A gente vem justamente por esse clima”, afirmou Thais.
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