Mocidade da Praia celebra tradição junina no Sambão
Escola leva para a avenida o enredo “Sob o Céu Junino, a Mocidade Faz a Festa!”, unindo samba, fé e cultura popular
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Com mais de 75 anos de história, a G.R.E.S. Mocidade da Praia traz neste sábado (14) o enredo "Sob o Céu Junino, a Mocidade Faz a Festa!", narrativa construída com base nos festejos juninos.
Conhecida como uma das mais tradicionais agremiações do carnaval capixaba, a Mocidade da Praia passou a desfilar oficialmente como escola de samba, a partir de 1972, mas já tinha ganhando o coração do povo desde os primeiros batuques.
Quem fala da agremiação, não pode deixar de lembrar do Mestre Antônio Flores, presidente da Escola por mais de uma década e um dos principais responsáveis a transformar a Mocidade da Praia em Escola de Samba.
Atualmente presidida por Luciano de Paula Pires e com o desfile desenvolvido pela Comissão de Carnaval, a agremiação apresenta em 2026 um enredo com tema junino. A proposta deu o que falar, mas ao explorar mais afundo, é possível se apaixonar pelo enredo.
A narrativa propõe a junção entre o mundo do samba e as tradições do interior, trazendo uma harmoniosa conexão. A escola leva para a avenida as festas juninas como expressão de fé, alegria e identidade cultural. Elementos como fogueira, bandeirinhas e comidas típicas se farão presentes.
Além disso, símbolos religiosos como Santo Antônio, São João e São Pedro também são parte do enredo. Quando a Mocidade da Praia valoriza a ancestralidade não só do samba, mas também dos festejos juninos, ela reafirma o compromisso com a memória afetiva e a devoção popular.
A linguagem visual, sonora e performárica no carnaval são uma forma de expressar cultura e história de todo um povo.
Samba enredo da Mocidade da Praia:
Puxa o fole, sanfoneiro, é festa de São João
Taca fogo no braseiro pra esquentar o coração
Embalado de alegria danço samba e arrasta-pé
Sob a luz das estrelas eu renovo a minha fé
Acende a fogueira
Faz a avenida virar roça
Olha o meu terreiro iluminado
Bandeira pra todo lado
É a cara do Brasil
O balão subiu, é tempo de amor
Santo Antônio abençoou
Na lida, da onde se tira o sustento da vida
Plantar esperança, fazer a partilha
A terra com o fruto se enfeita
Chegou o tempo da colheita
Pega o chapéu de palha, toma logo um quentão
Milho assado, canjica, como eu amo o sertão
Se tem zambumba e tamborim, me chama que eu vou
O arraiá começou
Com força e crença eu firmo a reza
São Pedro garantindo a fartura
Mandando chuva!
E a cada gota que cai eu agradeço ao céu
Feliz eu vou seguindo o cortejo
Vejo o milagre acontecendo
É a cultura de um povo sobrevivendo
A chama não cessa, ensaia a quadrilha
Eu sou caipira, toca um forrozão
A Mocidade vai manter a tradição
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