1º dia de Desfiles do Carnaval do ES exalta a ancestralidade, fé e resistência
Noite também foi marcada por intercorrências técnicas no som e protesto com robôs referente ao caso do cão Orelha
A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, realizada na sexta-feira (7), levou ao Sambão do Povo enredos marcados pela ancestralidade, pela fé e pela resistência cultural. Cinco agremiações cruzaram a avenida em apresentações que exaltaram a identidade popular e a força das comunidades, mesmo diante de imprevistos técnicos.
A abertura ficou por conta da Pega no Samba, que apresentou um desfile com forte simbologia espiritual e referências à proteção da natureza, reunindo elementos indígenas e afro-brasileiros em uma narrativa de conexão com os saberes ancestrais.
Na sequência, a Novo Império enfrentou problemas no sistema de som da avenida logo no início do desfile, o que dificultou a audição do samba-enredo. Apesar da falha técnica, a escola manteve a evolução e contou com o canto dos componentes e o ritmo da bateria para sustentar a apresentação até o fim.
A Unidos de Jucutuquara levou à pista um enredo marcado pelo protagonismo feminino, com alas e alegorias que exaltaram mulheres como símbolos de força, resistência e transformação social.
Já a Mocidade Unida da Glória (MUG) apostou em um desfile com viés ambiental e histórico, conectando memória, território e preservação da vida. Encerrando a noite, a Imperatriz do Forte apresentou um espetáculo centrado na fé e nas tradições de matriz africana, celebrando rituais, orixás e a ancestralidade como pilares da cultura popular.
Mesmo com intercorrências técnicas ao longo da noite, o público acompanhou apresentações que reafirmaram o Carnaval de Vitória como espaço de expressão cultural, identidade comunitária e superação coletiva. Os desfiles do Grupo Especial continuam no sábado (8), com as demais escolas entrando na avenida.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários