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“Sou uma bruta boazinha”, diz cantora Ana Castela

Chamada de “boiadeira”, Ana Castela chegou ao topo da parada brasileira do Spotify com “Pipoco”, parceria gravada com MC Melody e DJ Chris no Beat

Flávio Carvalho, do jornal A Tribuna | 02/08/2022 14:38 h | Atualizado em 02/08/2022, 15:10

Ana Castela aprendeu 
a pilotar trator na fazenda de seus avós, que fica no Paraguai
Ana Castela aprendeu a pilotar trator na fazenda de seus avós, que fica no Paraguai |  Foto: Divulgação/ Mauricio Antônio
 

Foi como um estouro que a carreira musical de Ana Castela deslanchou no último mês.  Com a mistura do tradicional toque do berrante, funk e letra que faz jus ao seu estilo de “garota agro”, a jovem de 18 anos chegou ao topo da parada brasileira do Spotify, principal plataforma de streaming do mundo.

A combinação que tem feito o público gravar  vídeos dançando para o TikTok é ouvida em “Pipoco”, sua parceria com a polêmica MC Melody e o DJ Chris no Beat.  Na letra, a “boiadeira”, como a cantora ficou conhecida, fala de bota, fivela e chapéu Karandá.

“Tudo que aprendi foi na fazenda, cresci lá. Andar a cavalo, moto, pilotar trator, cuidar do gado... Sou uma bruta boazinha, é só o estilo mesmo”, revela Ana Castela ao jornal A Tribuna.

 Natural de  Amambai, no Mato Grosso do Sul, a artista foi criada na vizinha Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai. A fazenda onde ela aprendeu a ser uma verdadeira garota do campo fica no lado paraguaio e pertence aos seus avós.   

Ana cresceu entre os dois países e aprendeu a cantar em um coral de igreja. Nas redes sociais, lembra de quando subiu no cavalo com o celular na mão e soltou a voz interpretando “Vaqueiro Apaixonado”, de Loubet. Antes de se jogar no mundo da música, ela ainda chegou a entrar na faculdade de Odontologia, mas largou.

Compositora

Uma das compositoras de “Pipoco”, a cantora não imaginava que essa seria a canção que mudaria sua vida. Além do topo do Spotify Brasil, Ana já conquistou 49 milhões de visualizações no YouTube e hoje possui 1,9 milhão de seguidores apenas no Instagram.

“O nome da música foi uma ideia minha, mas não tinha noção que seria esse absurdo, que chegaria ao primeiro lugar com ela, é um sonho”, conta.

Mesmo sendo mais ouvida que nomes como Luísa Sonza, Marília Mendonça, Zé Felipe e Gusttavo Lima, a artista sul-mato-grossense garante que a ficha ainda não caiu totalmente. “Estou começando a entender, porque de 15 shows por mês eu já estou fazendo 27. Estou dando bastante entrevista, então, fico muito feliz”.

“Podemos ser o que a gente quiser, um dia patricinha e outro boiadeira”

A Tribuna: Num momento em que a maioria dos artistas adota visual mais pop, você assume o visual boiadeiro. Por que ir contra a maré?

Ana Castela: Sou do agro, gosto de me vestir assim. Mas também sou patricinha, tenho meus dias de sair de vestido, saia, salto, toda maquiada. Esse é meu estilo mesmo. Não diria que estou indo contra a maré, só sendo eu mesma. 

Jamais trocaria a bota, o chapéu e o cinto de fivela para se render aos saltos e ao visual urbano? Trocaria totalmente o seu “agronejo” por outro som?

Moro em Londrina, né? Então, já estou acostumada com a vida urbana e, como falei, tenho meus dias que deixo o chapéu, a bota e a fivela e uso vestido, salto alto e maquiagem marcada.

Gosto de ouvir de tudo, sou fã do som de Anavitória, Melim, Luan Santana, Anitta, e outros nomes. Sou bem eclética, gosto de funk, sertanejo...

Sempre foi apaixonada por música? Quando surgiu a vontade de seguir carreira musical?

Sempre gostei muito de música, mas não me imaginava cantora. Eu me descobri na música quando vi minha mãe cantando e gostei desse “trem”, comecei a cantar também. 

Aí gravei um vídeo cantando em cima de um cavalo na fazenda e um dos meus empresários, o Rodolfo, que por coincidência é amigo de infância da minha mãe, assistiu a ele e me encontrou. Hoje estamos aí, fazendo parte do time da Agroplay.

Qual tem sido a sua principal inspiração? 

Marília Mendonça é uma das pessoas que mais me inspira, pelo que ela era no palco e fora dele. Era um talento sem explicação, uma alegria. Você via que ela amava aquilo que estava fazendo. Mas também gosto de MPB,  pop e música raiz, por causa da minha família que ouve muito. 

O que mudou na sua vida após a repercussão da música “Pipoco”? Como tem lidado com toda essa fama, com cada vez mais pessoas reconhecendo seu rosto e seu trabalho e novos projetos surgindo? Tem tido tempo de curtir uma vida como a que tinha na fazenda?

O que mais mudou é que agora eu não paro em casa, quase não tenho tempo pra dormir e ir à fazenda, mas isso faz parte e eu estou muito agradecida a cada um que me para e pede foto, curte minhas músicas e vai nos meus shows. É uma troca diária de emoções. 

Como artista, qual é o seu maior sonho? Tem desejo de gravar com alguém?

Meu sonho é gravar com o Luan Santana. (Risos)

Sonha em ver as patricinhas virando boiadeiras, como canta em “Boiadeira”? Quer também ser referência no mundo da moda?

Eu acho legal ser uma referência para outras meninas e mulheres se vestirem como boiadeiras, é um estilo lindo. Nós podemos ser o que a gente quiser, um dia patricinha e outro boiadeira, importante é a gente se sentir bem.

O QUE ELA DIZ 

Memes e polêmica

“Pipoco” rendeu memes sobre a dicção de MC Melody, cantora convidada da canção. Inclusive, o hit chegou ao topo do Spotify Brasil em meio aos conflitos virtuais entre a funkeira de 15 anos com a poderosa cantora Anitta. Diferente da parceira musical, Ana Castela diz estar fugindo de polêmicas! 

“Eu atribuo o sucesso da música ao trabalho que eu, o Chris e a Melody fizemos e estamos fazendo. Eu não me envolvo em polêmica e nem gosto de briga. Isso aí é assunto delas”, diz.

Tatuagem

O primeiro lugar foi muito comemorado pela “boiadeira” ao lado da família, empresário, amigos e compositores.

Entre as celebrações, parte do grupo tatuou “#1” no corpo. Isso mesmo, a jovem artista eternizou na pele um dos maiores momentos de sua carreira até agora! 

Esta é sua sexta tatuagem e a primeira de seu pai. “Estava de boa na minha casa mexendo no celular quando do nada minha mãe começa a gritar: 'top 1'. Aí olhei e falei 'bora tatuar'”, revela.

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