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Rodrigo Novo: Musicalidade, ideias e reflexões em refúgio nas montanhas

| 01/03/2021 13:53 h

Após quase dois anos sem se apresentar ao lado de uma banda, o cantor e compositor Rodrigo Novo fez seu reencontro com o palco. Isso porque o capixaba de 29 anos acabou de gravar um show ao vivo e pretende lançá-lo ainda neste 1º semestre.

No repertório, estão seis faixas de “Sítio”, seu primeiro álbum cheio. O trabalho foi lançado em outubro de 2020.

Estiveram ao lado do artista na apresentação os músicos Jackson Pinheiro, Natália Arrivabene, Thayza Pizzolato e Felipe Duriez.

Já as filmagens aconteceram no fim de fevereiro no sítio Vale do Sol, em Biriricas, distrito de Domingos Martins, na Região Serrana do Estado. E a escolha da locação não foi por acaso.

“Fiquei morando lá de março a dezembro do ano passado. É um sítio da família da minha companheira”, explica Rodrigo.

Rodrigo fala sobre seu trabalho em Domingos Martins: “Ficamos 15 dias no sítio gravando e foi um sucesso”.
Rodrigo fala sobre seu trabalho em Domingos Martins: “Ficamos 15 dias no sítio gravando e foi um sucesso”. |  Foto: Barbara Bragato/Divulgação

Mas o bucolismo da região não foi a única razão que o levou a tomar essa decisão. Também pesou a questão de que foi no Vale do Sol que o artista gravou “Sítio”.

“Ficamos 15 dias no sítio gravando e foi um sucesso. Conseguimos chegar a uma sonoridade que gostamos muito”, diz ele sobre a experiência compartilhada com o músico e produtor Henrique Paoli e o engenheiro de som Ricardo Ton.

E como foi apresentar essas músicas novas pela primeira vez ao público no formato de banda? “Foi uma sensação muito boa. Claro, os profissionais que estão comigo são incrivelmente competentes. Eu sentia que ia vir um som bem feito. E a sensação é de completude”, afirma Rodrigo, que acredita ter encerrado agora um ciclo e está iniciando um novo.

“É a sensação de completar uma etapa. Fecha o ciclo das músicas prontas, e abre um novo espetáculo, de tocar as músicas com banda. Tomara que a pandemia melhore o mais rápido possível”, continua o capixaba.

Porém, em meio a todas essas novidades, Rodrigo também ocupa a cabeça com novos projetos. A ideia é dar sequência às suas composições e, quem sabe, lançar, ao menos, um single ainda neste ano.

“Tenho músicas que estou fazendo e gostando bastante. Não queria deixar a poeira abaixar. Estou me sentindo num ritmo de querer algo que saia neste ano”, diz.


“Meu disco fala muito da impermanência das coisas”


AT2 Lançou o EP o “Lá e Cá”, em 2017, e, no ano passado, saiu “Sítio”, seu primeiro disco cheio. O que mudou de lá para cá como artista?

Rodrigo Novo Naturalmente, teve uma maturidade tanto da produção do disco, em termos de qualidade, quanto na forma de compor. É uma coisa natural que acompanha todo artista.

Enxerga diferenças entre o seu primeiro EP e “Sítio”?

O disco fala sobre outras coisas. Ele tem uma proposta mais intimista, é mais reflexivo e mais profundo.

Como tem sido a resposta do público com essas músicas?

Tenho recebido bons feedbacks. Acho que as pessoas conseguiram entender as mudanças de um trabalho para o outro.

O “Sítio” é um trabalho que abraça, que faz você dar uma refletida. Ele tem momentos de relaxamento, algumas tensões... As próprias composições têm a ver com  as mudanças que estamos passando. 

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Fez duas lives sozinho tocando as músicas do novo trabalho e agora está prestes a lançar um show gravado com banda. Como foi esse momento?

Pô, foi muito massa. Tocamos na mesma sala onde o disco foi gravado. Foi bastante gratificante tocar essas músicas. E deu um gostinho para todo mundo, para mim e a para a banda, de quero mais. A vontade é fazer turnê com ele. 

Chegou a morar no ano passado nesse sítio em Domingos Martins. Qual a sua relação com aquele espaço?

É uma relação de um lugar que há um certo refúgio. É um lugar muito incrível. A relação com o sítio tem uma coisa interessante porque, como ele é um lugar de refúgio e tranquilidade, acaba que eu consigo acessar melhor, refletir melhor sobre coisas. Isso é externalizado de uma forma na música. E tem bastante a ver com as composições.

O ambiente quando é de natureza e a distância da cidade acabam nos deixando um pouco mais perto de entender algumas questões que a gente leva para a vida.

O meu disco fala muito da impermanência das coisas. E isso é uma coisa que a gente vê na natureza, nos animais, nas plantas, num rio que corre. É uma coisa que é real. Você acessa melhor as reflexões sobre essas coisas quando está num ambiente mais calmo. 

O que esse contato com a natureza te proporcionou?

Essa coisa de morar numa casa e poder ter um lugar para plantar e ver as coisas crescendo é lindo demais.
É algo que eu e minha companheira queremos para o futuro. Se pudesse, eu ficaria num lugar como esse para sempre. 

Também é praticante de ioga. Essa prática influencia na sua maneira de compor?

Acho que sim. É porque, na verdade, ioga é uma forma de terapia. É um lugar que eu consigo aquietar um pouco as ideias e deixar a mente fluir tranquila.

Além do vídeo, você tem planos de lançar mais músicas ainda neste ano. Pode falar um pouco desses projetos?

Tenho a ideia de lançar um single. Acho que é mais uma ideia que eu tenho sobre o que eu queria. porque eu gostei tanto de lançar esse disco, o “Sítio”. Mas eu sei que deve ser uma coisa menor, porque lançar um álbum é um projeto muito maior e trabalhoso.

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