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Princesa do forró mostra seu poder

| 18/08/2021 14:39 h | Atualizado em 18/08/2021, 17:03

O clima é de Velho Oeste, mas a mensagem do clipe de “Na Cama Maltrata” é bem atual. Pela porta do saloon, quem entra não é nenhum cowboy marrento, como aqueles dos filmes que retratam uma época em que as mulheres nem tinham o direito de votar. Muito pelo contrário. É a princesa do forró que está no comando: a cantora carioca Japinha Conde!

“A música coloca a mulher no local de poder”, explica a forrozeira de 20 anos. Contudo, a bela de traços orientais não tem mostrado seu poder só na letra e no vídeo do novo hit, que já ultrapassa 4 milhões de visualizações no YouTube, como também nas paradas musicais.

O primeiro sucesso da artista foi “Romance Desapegado”, cujo clipe atingiu a marca de 262 milhões de visualizações. A canção estourou nacionalmente depois que Japinha viralizou na internet dividindo uma garrafa de Corote com um homem em situação de rua na orla de Maceió.

Japinha Conde: "A música coloca a mulher no local de poder”.
Japinha Conde: "A música coloca a mulher no local de poder”. |  Foto: Ederson Lima/Divulgação

Em seguida, ela emplacou “Saudade de Mim”, e o sucesso foi tanto que lhe rendeu parcerias com astros da música atual. Ao lado da dupla Maiara e Maraisa, ela gravou “Vou Fácil”. Já com Felipe Araújo, interpretou “Você Não Vale”.

A forrozeira ainda colaborou com Tierry na canção “Arranhãozinho” e com Xand Avião em “Garrafa Virada”.

As versões em estúdio de ambas estão entre as 19 faixas de seu primeiro álbum, “Na Cama Maltrata”. O trabalho, que reúne sucessos da artista e canções inéditas, tem como carro-chefe a faixa-título.


“Mulheres também podem mandar”


AT2 Como uma garota do Rio se tornou um dos nomes mais estourados do forró em plena pandemia? E quando se tornou a Japinha Conde?

Japinha Conde O forró é um ritmo que traz muita alegria, acho que estamos em um momento muito complicado, as pessoas precisam de algo para animar, nada melhor do que a música! Me tornei a Japinha Conde no ano passado. O Conde foi se apresentar na Feira de São Cristóvão e eu não ia perder por nada! Escuto desde criança!

Durante a apresentação, fiz uma canja no show deles. O empresário gostou e me convidou para cantar na banda! Não foi fácil, mas Deus sempre tem um plano para nós. Antes do Conde, eu participei de outras bandas, cantei em alguns barzinhos, mas não deu certo. Sou muito grata pelo caminho em que estou agora!

Sempre cantou forró? Quais são suas referências e como se deu a paixão pelo estilo?

Eu canto de tudo um pouco, mas o estilo que me identifico é o forró! Eu cresci ouvindo Aviões do Forró e o próprio Conde do Forró. Minha mãe tinha um bar e sempre tocava forró. Sempre fui muito apegada ao ritmo.

Sua família sempre te apoiou no sonho de ser cantora?

Quando pequena, fiz teatro e fui modelo, mas a música que sempre me chamou. Minha mãe me apoia muito.

Entrou para a banda no meio de uma pandemia. Chegou a ter experiências com grandes shows antes do Conde?

Eu participei de algumas bandas antes do Conde, mas nossas apresentações eram pequenas, sabe como é... Tô doida para cantar para esse povo todo, quero sentir essa energia, ter essa experiência! Se Deus quiser, logo, logo estaremos juntos!

O sucesso de “Romance Desapegado” e “Saudade de Mim” abriu portas para que você gravasse com artistas sertanejos, como Felipe Araújo e Maiara e Maraisa. Vê o sertanejo hoje como um grande aliado para o forró e para a música nordestina?

Claro! São ritmos que te pegam e você não quer mais parar de ouvir. Nada melhor do que unir os dois, colocar esse povo para dançar com a gente!

Em “Garrafa Virada”, canta sobre um relacionamento que está prestes a acabar por conta da falta de valorização. Depois que perde, não adianta dar “show de ressaca”?

Adianta nada! (Risos) Tem que valorizar a pessoa que está aí do seu lado, não é verdade? (Risos)

Acaba de lançar o álbum “Na Cama Maltrata”, que mistura faixas inéditas com canções do projeto ao vivo que ainda será divulgado na íntegra. Qual é a sensação de lançar o primeiro álbum completo em um mercado dominado por singles?

Os singles são legais, mas eu sentia que faltava algo maior. O álbum dá a sensação de um trabalho completo. Cada música tem uma sequência, é massa!

Como foi a seleção do repertório?

Foi muito massa! A gente escolheu cada faixa com muito carinho para todo mundo curtir.

“Na Cama Maltrata” é o primeiro single do novo projeto e sai em um momento em que muito se fala sobre violência contra a mulher. Não tem receio que interpretem a música de uma forma equivocada?

A música coloca a mulher no local de poder. Ela fala exatamente o que quer para ele. Ela deixa muito claro que quem manda é ela. A gente precisa passar para as mulheres que elas também podem mandar, jogar a real para o cara, falar o que pensa!

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