Ancestralidade e a força do mato em 1° disco de Eloá Puri
O título do disco também carrega muito de sua origem. Este era o jeito que a artista era chamada por seu avô
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O primeiro entendimento de som da cantora e compositora Eloá Puri, 26, se deu no Caparaó capixaba. Não à toa que ela se apresenta como uma artista que canta e compõe sobre a força do mato e a ancestralidade.
“Meu aprendizado musical veio bem antes de qualquer teoria. Nascer e crescer nas montanhas atravessa a vida da gente de um jeito peculiar. A sinfonia que a mata faz durante a noite é um universo inteiro. A gente aprende que pra falar tem hora e que os ouvidos precisam permanecer atentos. E que o som da montanha se escuta com o corpo inteiro”, escreveu na internet.
É essa experiência sensorial que a cantora traz em seu 1° álbum, “Luare”. Tanto nas músicas quanto nas letras, as entidades naturais podem ser contempladas em sua mais pura narrativa: o assovio dos sacis, o trovão, a cachoeira, o vento.
O título do disco também carrega muito de sua origem. Este era o jeito que a artista era chamada por seu avô. “Pronunciar ‘Eloá’ não era tarefa fácil para o Seu Veredino, então ‘Luare’ era como ele me chamava. Me sinto mesmo conectada ao luar e de certa forma ele entendia isso”.
Produzido por Daniel Silva, o trabalho foi precedido por dois singles. O primeiro foi “Você Não Me Conhece”, com Gessé Paixão, e que traz a presença de tambores afro.
Já “Não é Pecado” é um dos deliciosos xotes do projeto e conta com duas participações: o acreano Chico Chagas na sanfona, e a forrozeira paulista Janayna Pereira, na voz.
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