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Mostra com 38 filmes de mulheres brasileiras

| 17/06/2020 17:24 h | Atualizado em 17/06/2020, 17:35

Cena de “E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão”, de Anna Muylaert
Cena de “E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão”, de Anna Muylaert |  Foto: Divulgação
Já está em cartaz, no INFF - Inffinito Film Festival, a “Mostra Mulheres do Audiovisual”, evento digital e gratuito que apresenta 25 longas e 13 curtas-metragens de realizadoras brasileiras, como Anna Muylaert, Rosane Svartman, Tizuka Yamasaki, Sandra Kogut, Mini Kerti, Sabrina Rosa, Flávia Castro, Tata Amaral, entre outras. Os filmes, alguns deles inéditos, representam a presença feminina no audiovisual. Todos eles poderão ser assistidos pela internet, na plataforma inff.online. Os longas passam em horários marcados e ficam disponíveis por quatro horas a partir da estreia. Além de clássicos dirigidos ou produzidos ou escritos por mulheres, os destaques são os longas inéditos “E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão”, de Anna Muylaert; “Quero Botar Meu Bloco na Rua”, de Adriana L. Dutra; e “Reviver”, de Patricia Niedermeier. Os curtas poderão ser assistidos a qualquer momento até o final da mostra, no dia 13 de julho. “A Mostra Mulheres do Audiovisual Brasileiro tem o objetivo de jogar luz nas profissionais do setor, reconhecer seus talentos e ampliar o debate da importância de um espaço igualitário no mercado”, diz a curadora do evento, Adriana L. Dutra, que realiza há 25 anos o Circuito Inffinito de Festivais, junto com as sócias, Cláudia Dutra e Viviane Spinelli. Ampliar “Ao longo da história da indústria audiovisual, a mulher por muito tempo não fez parte das funções por trás das câmeras, reflexo de uma sociedade machista que vem sendo questionada e reconstruída. Atualmente, a mulher vem conquistando posições mas sua participação ainda é ínfima”. diz Adriana Dutra. “Para se ter uma ideia, no Brasil, segundo a última pesquisa feita pela Ancine em 2016, as mulheres dirigiram apenas 19% dos filmes brasileiros lançados no ano e nenhuma mulher negra assinou a direção de um longa-metragem”, completa. Em roteiro, as mulheres representam 15% e o maior percentual da participação feminina está na produção executiva com 39%, enquanto em direção de fotografia elas ocupam 5% do mercado. O INFF - Inffinito Film Festival, que começou no mês passado com a Mostra Domingos Oliveira, faz parte do Circuito Inffinito de Festivais, que há 25 anos realiza mostras internacionais de cinema brasileiro, em cidades como Miami, Nova Iorque, Buenos Aires, Montevidéu, Londres, Barcelona e Canudos, no sertão da Bahia. A programação inclui também lives com produtoras, diretoras, roteiristas e atrizes com filmes que compõem a mostra: Thalita Rebouças e Lucy Barreto.

Confira alguns destaques


  • “Quero Botar Meu Bloco na Rua” Uma jornada afetiva pela história dos blocos do Carnaval de rua carioca, contando a saga desta manifestação popular que ultrapassa os séculos adaptando-se a toda sorte de transformações do Brasil. Direção: Adriana L. Dutra. Horários: Dia 20, às 12h30 e 21h30; e dia 3 de julho, às 12h30 e 21h30. Classificação: Livre.  
  • “E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão” A descoberta de um violão ajudará uma jovem brasileira estudante a enfrentar sua mãe inglesa com relação ao álcool. Direção: Anna Muylaert. Horários: dia 1º de julho, às 12h30 e 21h30. Classificação: 12 anos.  
  • “Reviver” O escritor Greg é contratado para escrever um roteiro sobre a artista desaparecida Maria Guaranis. Identificando-se com a artista, se perde no labirinto da criação. Direção: Patricia Niedermeier. Horários: dia 26 de junho, às 12h30 e 21h30. Classificação: 14 anos.  
  • “Mutum” Na companhia do irmão, Thiago precisa enfrentar as lições de vida, violência e maturidade. Sua infância é lentamente deixada para traz, vivendo na mata escura e assustadora, mas também repleta de cumplicidade e brincadeiras. Direção: Sandra Kogut. Horários: dia 5 de julho, às 12h30 e 21h30. Classificação: Livre.  
  • “João, o Maestro” A história de um homem obstinado pela música e sua luta para que as limitações físicas não o impeça de seguir sua vocação. Produção: Paula Barreto e Rômulo Marinho Jr. Horários: dia 18 de junho, às 12h30 e 21h30; e dia 10 de julho, às 12h30 e 21h30. Classificação: 14 anos.  
  • “Gaijin II – Ama-me Como Sou” Em 1908, a jovem Titoe viaja do Japão para o Brasil com uma promessa: enriquecer e voltar em cinco anos. Mas a realidade é de poucas esperanças. Direção: Tizuka Yamasaki. Horários: dia 6 de julho, às 12h30 e 21h30. Classificação: 14 anos.

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