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Julia Konrad: Bela conectada com a natureza

| 23/03/2021 15:56 h

Julia: “Acredito que nosso corpo tem essa conexão e escuto os sinais, o que ele me pede”.
Julia: “Acredito que nosso corpo tem essa conexão e escuto os sinais, o que ele me pede”. |  Foto: Dêssa Pires/Divulgação
Fã de astrologia, a atriz pernambucana Julia Konrad, 30, diz ser uma mulher que está conectada à natureza. “Acredito que nosso corpo tem essa conexão e escuto os sinais, o que ele me pede”, afirma a bela em entrevista ao AT2.

As mudanças da lua também influenciam na sua rotina. “Como mulher, sinto muito a influência da lua, especialmente em relação ao ciclo menstrual, à flutuação hormonal que se dá e como isso impacta na nossa disposição e energia”, continua a artista, que está na série “Cidade Invisível”, da Netflix.

Além de atuar, Julia canta, tem a fotografia como hobby e é uma defensora do “skin positivy” ou “pele livre”, movimento que busca provar que há beleza nas imperfeições, mesmo com acne e manchas.

“Precisamos tomar cuidado para o skincare não virar mais uma prisão, obrigação ou mercantilização do autocuidado”, critica ela, que costuma pedir aos fotógrafos que não tratem as suas fotos.

E não é só a transparência e o engajamento de Julia que chamam a atenção. A coragem de compartilhar dores e inspirar outras mulheres também é algo dela.

No ano passado, publicou uma carta na revista Claudia revelando que foi vítima de violência sexual. “Só anos depois entendi que sofri estupro conjugal”, escreveu.


“Existe muito mistério”


AT2 Viveu muito tempo fora do Brasil. No que essa experiência moldou a sua vida?

Julia Konrad Muita coisa, sem dúvida. Morei parte da minha infância e adolescência na Argentina e depois fui estudar Cinema em Nova Iorque (EUA). Foram experiências incríveis. Pude absorver muitas culturas diferentes e isso acaba nos enriquecendo como pessoa e profissional, sem dúvida. Essa troca cultural, acredito que tenha sido fundamental para meu desenvolvimento como pessoa e artista.

Durante o período na Argentina, você levou consigo as histórias infantis brasileiras? De certa forma, elas serviram como uma ligação com o Brasil?

Sim, com certeza. E era legal fazer a correlação com histórias e folclores de lá. Por exemplo, a nossa Cuca lá é “el Cuco”, o bicho-papão deles. Sempre gostei de procurar essas correlações e conexões entre as duas culturas.

De todas as histórias presentes na tradição oral brasileira, qual mais te emocionava ou te amedrontava?

Eu morria de medo do Curupira quando criança! E era fascinada por lendas de sereias, tanto as brasileiras quanto as estrangeiras.

Há um movimento no País de valorizar o Dia do Saci. A série “Cidade Invisível”, da qual você faz parte, levanta a questão de que não podemos renegar essas tradições. Concorda?

O folclore brasileiro é uma tradição oral, e, como toda tradição oral, corre o risco de se perder com o passar do tempo. Acho muito importante mantermos isso vivo, tanto através de registros ou adaptações, como também por meio do estudo das origens de cada lenda.

Como foi participar da primeira temporada da série?

O projeto foi um grande presente para mim. Participar de uma produção que aborda as lendas, a cultura, as raízes brasileiras e que levanta pautas tão importantes como a preservação ambiental é muito especial!
Sobre lendas, eu tive a oportunidade de me aprofundar mais e relembrar um pouco do que foi contado para mim na minha primeira infância, e, claro, conhecer lendas novas, como a do Tutu Marambá.

A segunda temporada foi confirmada pela Netflix. O que espera da série?

Pois é, fiquei tão feliz com a novidade! Mas, infelizmente, não sei de mais detalhes. Eu acho que tem muita coisa que pode ser explorada na Gabi ainda e tem muita gente que me escreve perguntando sobre a personagem, sobre quem ela era exatamente. Existe muito mistério e curiosidade em relação à personagem. Vou torcer por isso.

Certa vez, você se identificou com uma “mulher latino-americana”. Qual a potência que há por trás dessa definição?

Acho que essa palavra me define bem. Tenho raízes no Brasil, mas uma conexão muito forte com a Argentina, devido ao tempo vivido lá e a língua espanhola.

Inclusive, acho que essa diferença no idioma acaba, às vezes, segregando os brasileiros dos nossos irmãos latino-americanos. Sinceramente, acho que deveria ser obrigatório aprender espanhol no Brasil.
Temos muito que agregar culturalmente como um todo, e tento trabalhar isso nos meus projetos musicais.

É atriz, modelo, cantora, fotógrafa e também influencer. O que da Julia os fãs podem acessar ao acompanhar cada uma dessas facetas?

(Risos) Fotógrafa? Que é isso?! Só amadora! A fotografia é um hobby mesmo, ainda tenho muito que aprender. Mas acho que, em relação às diferentes facetas, elas fazem parte de um todo. Está tudo ali, em diferentes meios de expressão.

Publicou uma carta aberta revelando que sofreu estupro conjugal em antigo relacionamento. Esse tema é ainda tabu ou há dificuldade de ser abordado pelo fato de muitas mulheres não terem assimilado que sofrem violência doméstica?

Acho que um pouco dos dois. Como sociedade, ainda normalizamos muitos tipos de violência, a ponto de não conseguirmos identificá-las tão facilmente. Por isso, é importante abrir esse debate, de trazer esses temas pra conversa.

Há novidades vindo por aí?

Há sim novidades por vir, mas ainda não consigo falar sobre, mas estou bem animada com esses projetos.

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