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Galã enfrenta zumbis em nova série da Netflix

| 09/06/2020 14:04 h | Atualizado em 09/06/2020, 14:15

Imagem ilustrativa da imagem Galã enfrenta zumbis em nova série da Netflix
Milhões de olhos observando tudo, cada fala, cada movimento, cada gesto. Cada treta! E julgando, claro! Difícil imaginar-se em um reality show? Então, acrescente alguns (ou muitos) zumbis na história. Oi? Sim, zumbis! É exatamente isso que Gabriel Canella enfrentará a partir de quarta-feira (10) no streaming. “Adorei participar de 'Reality Z', sobretudo porque é uma crítica ao individualismo e estreia justamente quando vivenciamos um momento de pandemia, momento no qual, mais do que nunca, precisamos de respeito ao próximo”, diz ele, sobre a série, uma produção original da Netflix, que conta com a participação de Sabrina Sato. Gabriel faz mistério sobre seu personagem, Marcos, que aceita participar de uma experiência de confinamento, sem saber que terá que enfrentar mortos-vivos. Mas garante uma coisa: é o oposto dele na vida real. No ar também na telinha, como o Vermelho de “Êta Mundo Bom”, o ruivo de 34 anos vive um momento de nostalgia, ao rever o trabalho. “Foi minha segunda novela com Walcyr Carrasco e, na primeira ('O Profeta'), fui indicado ao prêmio Contigo de Ator Revelação”, lembra. Mas, voltando um pouco o assunto, ele ri quando é questionado quem seria ele na fila do pão em um reality show. A “planta”? O “estrategista”? O popular? O “treteiro”? “De todas as opções, eu acredito que a única que não estaria dentro da minha personalidade como pessoa seria o 'treteiro'”, conta, em tom apaziguador, o galã e novo caçador de zumbis do pedaço.

Gabriel Canella | Ator “A vida é nosso bem mais valioso e isso está se perdendo”


AT2: O que tem em comum com Marcos? Quem é ele no reality show de zumbis?
Gabriel Canella: Marcos tem uma personalidade complexa e é o oposto de mim, em vários sentidos. Meu personagem exigiu um arco dramático complexo. Generosidade é a palavra-chave dos diretores e equipe nas gravações. Clima fundamental para que eu pudesse fazer a sofisticada curva dramática que meu personagem exige. Ao final, Marcos tem uma grande virada.

É especialmente divertido um projeto que mistura terror? É um fã do gênero?
Sou muito fã dos zumbis e, durante o processo de construção do personagem, procurei assistir, ao máximo, a filmes e séries desse gênero. Foi muito divertido, pois trabalhei com atores talentosos e produtores e diretores sensacionais.

Um reality show ou um apocalipse zumbi? Onde você teria mais chances de sobreviver?
Acredito que em um reality seja mas fácil, por você não correr tanto risco de morte. (Risos) Mas são dois lugares bem complexos, porque ambos testam o nosso limite, tanto psicológico quanto fisico.

Reality Z narra uma batalha pela sobrevivência. Nada mais atual, não? A ficção é pior do que a realidade?
Ambas têm em comum batalhar e lutar pela vida. A vida é nosso bem mais valioso e isso está se perdendo. Não gosto de comparar as coisas, mas acredito que tanto 'Reality Z' quanto o momento em que estamos vivendo são batalhas pela vida, em que a única solução para uma crise tão complexa seria a união e a generosidade entre as pessoas.

Vivemos em grupo onde não podemos nos comparar com os outros ou privilegiar alguns em detrimento de outros. Se conseguirmos transformar este momento ruim que estamos passando em um momento de generosidade, sairemos dessa crise mais rápido e melhores como pessoas.

O que tem feito para manter-se são neste isolamento?
Procuro ligar para meus amigos e familiares, me disponibilizando caso alguém precise de afeto. Também estou cursando Direito e produzindo meu espetáculo. Além de assistir a palestras pelo YouTube de grandes filósofos brasileiros, como Leandro Karnal, Clovis de Barros e Luiz Felipe Pondé.


O que ele diz


Talismã
“Essa novela é um talismã. Tive a sorte de ter trabalhado em uma novela de tamanho sucesso. 'Êta Mundo Bom' foi meu segundo trabalho com Walcyr Carrasco. Essa novela foi feita e veio em um momento de extrema relevância para nossa atual realidade. 'Êta Mundo Bom' tem como jargão a frase: 'Tudo que acontece de ruim é pra melhorar'. E isso já diz tudo”, diz o ator.

“A novela me trouxe um aprendizado, que foi a generosidade dos atores e diretores para que pudéssemos chegar a um resultado de tamanho sucesso até nos dias de hoje. Acredito que arte se faz para o outro e através do outro”.

Fama de galã
“Acho que todos nós somos vaidosos, e ser chamado de galã é um elogio para qualquer pessoa. Como ator, eu não busco o rótulo de galã, mas busco cada vez mais entender como o meu ser humano funciona, e usar isso através das minhas cenas. Quero me comunicar com as pessoas através dos meus personagens, para que elas se identifiquem de forma que não vejam um ator, e sim um ser humano com conflitos reais, lutando para vencer sua necessidade, seja ela qual for”.

Pés no chão
“Eu procuro estudar. Agora estou cursando faculdade de Direito e participo de um centro de pesquisa baseado no Method Acting no Brasil. Minha família também é minha raiz, pois com ela falo e faço coisas que fazem eu não me importar se eu estou em uma novela ou em uma série como 'Reality Z', que vai passar em 190 países”.

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