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SBT lamenta morte de Jô soares: "nobre arte de fazer rir"

Carioca, José Eugênio Soares se tornou Jô Soares e ficou conhecido pelo humor inteligente e pelos bordões

Leone Oliveira | 05/08/2022 09:18 h | Atualizado em 05/08/2022, 09:40

Jô Soares com Troféu Imprensa
Jô Soares com Troféu Imprensa |  Foto: Gabriel Cardoso/ SBT
  

Em um comunicado oficial, o SBT lamentou a morte do ator, escritor, apresentador e comediante Jô Soares, aos 84 anos, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (5). Jô estava internado desde o dia 28 de julho no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por conta de uma pneumonia. 

O carioca José Eugênio Soares logo se tornou Jô Soares e assim ficou conhecido e também pelos bordões, o mais famoso, "beijo do gordo", era a despedida nos programas apresentados por ele. 

"José Eugênio Soares, foi um carioca que veio ao mundo para, dentre outras missões, a nobre arte de fazer rir. Desde pequeno, tinha em seus pais – Mercedes e Orlando – uma agradável companhia e grande incentivo na descoberta de sua verve artística", ressalta o SBT no comunicado. 

Jô Soares morreu aos 84 anos
Jô Soares morreu aos 84 anos |  Foto: Reprodução Instagram
 

Na década de 50, após estrelar inúmeros filmes de comédia, Jô estreou  na televisão escrevendo os textos de programas para a TV Rio. Em São Paulo, foi responsável pelos textos de humor do programa "Simonetti Show", na TV Tupi.

Leia também: Famosos fazem homenagens a Jô Soares, morto aos 84 anos

Velório de Jô Soares será restrito a familiares e amigos

Na década de 60, se transferiu para a RecordTV onde ganhou seu primeiro programa – "Jô Show" – e torna-se ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega, responsável por um dos maiores sucessos da década: "A Família Trapo".

 

Canal Memória
 

Na década seguinte, Jô foi para a Globo, onde estreou em "Faça Humor Não Faça Guerra", e também fez "Globo Gente", "Satiricom", "O Planeta dos  Homens", até ganhar seu humorístico "Viva o Gordo", em 1981, onde desenvolveu uma galeria de personagens que ficaram para a história do humor.

 

  

Foi em 1988, que o humorista chegou ao SBT com a proposta de renovar as noites de segunda-feira com o sofisticado humor no programa rebatizado de "Veja o Gordo", onde carregou consigo personagens de suas atrações anteriores, e criou novos que foram sucesso na emissora, dentre eles a economista Lilia Bife Quibe no jornal Gordo Economia.

Em agosto daquele ano, uma revolução aconteceu na carreira de Jô e também na história da televisão brasileira. Jô ganha de Silvio Santos a oportunidade de realizar seu sonho ao comandar um talk show que mesclasse entrevistas, música e humor, inovando com vanguardia os finais de noite da TV brasileira, criando uma fórmula inesgotável que até hoje reflete-se em sucesso absoluto. Estava lançado "Jô Soares Onze e Meia".

"Motivo de alfinetadas bem humoradas de Jô quando o programa começava mais tarde, Jô Soares Onze e Meia foi ponto de encontro dos telespectadores com personalidades da história recente do Brasil, em todos os setores, de empresários a pessoas comuns, de artistas a desportistas, passando por integrantes da política de todo o Brasil e lançando talentos", informa o SBT.

Além dos convidados, o elenco formado pelo Quinteto Onze e Meia, os garçons Felipe e Alex, os câmeras Juquinha e Eddie Murphy, o contrarregra Tião e o maquiador Charly entravam nas tiradas bem humoradas do apresentador. O bordão “Não vá pra cama sem ele” era o slogan de todo o brasileiro antes de se deitar, sendo obrigatória a passagem pelo SBT para saber quais eram os entrevistados da noite.

Durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, comandou uma mesa redonda direto de Los Angeles batizada de "Jô na Copa", com a participação de ex-jogadores, celebridades e, inclusivo e antenado, convida pela primeira vez mulheres para debater a performance da seleção.

Em 2000, Jô retornou para a TV Globo, mantendo o estilo de talk show criado no SBT, em "Programa do Jô", permanecendo no ar até 2016.

Assista ao último encontro de Jô Soares e Silvio Santos no Troféu Imprensa

 

SBT
 

Paralelo a televisão, fez sucesso nos palcos em shows de humor ao estilo “one man show”, shows tocando bongô ao lado do Quinteto Onze e Meia, na década de 90, e escrevendo e dirigindo importantes espetáculos teatrais. Como escritor, lançou best sellers de ficção como “O Xangô de Baker Street” e “O Homem que Matou Getúlio Vargas”.

Jô fora casado com a atriz Thereza Austregésilo, com quem teve o filho Rafael, falecido em 2014. Em 1987 casou-se com Flávia Junqueira.

"O SBT se solidariza com todo o público, que tinha em Jô Soares um grande amigo da televisão, e particularmente deseja que Deus conforte seus familiares e amigos", finaliza a emissora em nota.

 

SBT News
 

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