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Famosos

"Não precisa gostar da minha música, mas não mente", diz Supla sobre haters

Cantor conversou com a reportagem do Tribuna Online antes de seu show em Vitória


Imagem ilustrativa da imagem "Não precisa gostar da minha música, mas não mente", diz Supla sobre haters
Supla durante show em Vitória, no último dia 23 |  Foto: Gustavo Forattini

Ao chegar ao camarim em Vitória, Supla pega o celular das mãos da repórter e, antes de morder o aparelho, brada um de seus novos hits com a banda “Punks de Boutique”: “Ratazanas de iPhone! Ratazanas de iPhone!”.


Depois de arrancar boas gargalhadas de todos, inclusive da reportagem e dos integrantes de sua banda, Ale Iafelice (bateria), Henrique Cabreira (guitarra) e Edu Hollywood (baixo), o Papito sentou ao lado de nossa equipe, antes de seu show na capital capixaba, e falou sobre o movimento punk, sua carreira, vida, os novos fãs que chegaram com a internet e como lida com os haters. "Podem até não gostar da minha música, mas não mintam".

Supla demonstrou ser um artista solícito, educado, que sabe falar sério, além das brincadeiras de duplo sentido que rendem boas risadas dos fãs em suas redes sociais.

TribunaOnline - Supla, esse nome “punk de boutique” foi um dos diretores da Banda Tokyo que você fazia parte que te atribuiu.

Supla - Sei que falaram isso, pessoal sempre falou: “Ah, você é um ‘punk de butique” pejorativamente. Aí, eu falava assim: “Pô, o punk começou numa boutique e tem que ter estilo um punk de boutique, né?” E aí a gente tava conversando um dia, a namorada de um dos meninos (da banda) falou: “Por que vocês não chamam a banda de punks de butique?” Uma banda de boutique, né? Então, ah, é um nome que eu acho, particularmente, genial!

- Explica por que o punk começou numa boutique?

- Supla - É porque assim, em Londres, Malcolm McLaren (1946-2010), que se tornou empresário do Sex Pistols, namorava a estilista Vivienne Westwood (1941-2022). Eles administravam uma boutique chamada Sex. O estilo unia moda ao punk, muito parecido com esse que eu uso mesmo, sabe? Amarra aqui (aponta para a bota), aqui (aponta para o cinto). Fica meio preso. É mais estilo mesmo. É pra curtir, tá ligado? Então, é isso. Mas punk não é isso, né? Assim, se você for pensar, punk é muito mais do que isso.

- O que é ser punk?

Você se colocar já na sua vestimenta, seu estilo, já é uma atitude também. Eu acho muito importante, meu, tava pensando. Se você vai sábado à noite ou quinta ou sexta, em São Paulo, ali, mais atrás da galeria. Você vê pessoas assim que são da periferia, você vê uma galera muito, muito estilosa, mano. Muito estilo. Assim, do c* mesmo, sabe? Então, pra mim é tudo. Eu ando assim 25h por dia. Tudo bem, hoje eu tô mais emperiquitado porque é um show, mas eu tô sempre no estilo, tá ligado? Porque é a minha expressão, a minha atitude, ó, esse sou eu, mano, tá ligado? É assim que funciona.

- A sua carreira, ela não começou hoje, vi esta semana pessoas perguntando nas suas redes sociais quando você vai fazer outra versão da música “Garota de Berlim” que é um sucesso de 1985.

Supla - É, podia até ser, cara. Até poderia ser, né? Bem antigo. A gente que até hoje tem uma versão, é uma versão ao vivo, que ela já é outra pegada já, né? Mas acho, pra te falar a verdade, a melhor versão é a primeira. Que tem a Nina Hagen (uma das mais famosas cantoras alemãs e que namorou Supla) cantando é a melhor versão aquela, porque é isso cara.

- Eu falo assim, sobre ser um sucesso que ainda as pessoas lembram.

Supla - Ah sim. Acho que é a minha música mais conhecida. Japa Girl também é bem conhecida, Humanos, mas Japa Girl talvez seja a mais conhecida até do que Garota de Berlim. Acho que não, não sei. A Garota de Berlim é mais conhecida. A gente deixa ela mais sempre pro final do show porque ela é bem agitada. Então, eu acho que uma das coisas mais importantes que tem na nossa música, é que ela é muito energética, sabe? Então, é quando chega no auge mesmo.

Agora Supla, a gente tem uma geração que são jovens que estão te conhecendo a partir das redes sociais.

Sim.

- Você faz muito sucesso nas redes sociais. Que que você acha? Por que será? Que que você atribui? É sua linguagem? É seu estilo? É o que é?

Deve ser isso aí que você está falando. Eu vi CEO do Tiktok numa entrevista. Já faz um ano. E ele falava: “Olha, pra dar certo, você precisa ter sorte também, mas tem que tá sempre fazendo, postando e tudo”. Mas geralmente as coisas que dão certo, pelo que a gente, vê são as pessoas que são o que são, não tentam ser outra pessoa, entendeu? São elas pela personalidade delas mesmo.

Cê tem que ficar esperto com o que cê fala também. Eu não falo só besteira assim sabe? Porque é gostoso falar besteira, a gente escuta muita besteira né? Aquelas perguntas duplo sentido, tem umas puta sacada muito boa, sabe? Tem umas muito boas, é engraçado.

- Como você gerencia?

Então, eu vou colocando umas músicas no meio, sabe? Tanto que a gente tem tido bastantes visualizações. Das novas músicas, tipo um milhão, quinhentos mil, trezentos mil. Muito legal isso mesmo. Isso é devido a esse trabalho. É diário.

- É você que pensa nas postagens, ou tem alguém postando?

Não, eu que faço. Tá?

- Você que responde?

Eu faço tudo, lógico.

- Você responde?

Lógico. Até me travaram, eu não posso responder ninguém por 21 horas porque teve uma pessoa que falou que eu era “filhinho de papai”, que não trabalho. Falei: “Ó, mano, você não precisa gostar de mim, você não precisa gostar da minha música. Mas não fala isso, não mente!”.

Porque eu estou aí já há muitos anos tocando, mano, e eu sou um dos caras que mais trabalha! Não paro de lançar música. E quem mais pensar assim pode tomar bem *** Aí eu fui travado. Acho que foi isso. Porque não precisa ficar mentindo. Vou deixar você sair mentindo, não precisa gostar de mim, fala o que você quiser. Mas não mente, só não mente.

- Seu pai - o deputado estadual por São Paulo Eduardo Suplicy (PT) - revelou recentemente que foi diagnosticado com a doença de Parkinson.

Ah, cannabis, não é? Eu canto “Parça da erva” também.

- Como seu pai está, ele está bem?

Ele está bem. Está bem, é uma coisa que está funcionando pra ele (cannabis medicinal para fins medicinais e terapêuticos). Uma vez eu tive uma dor no lombar aqui, eu coloquei uma pomada de maconha, de cannabis. Não, em uma hora a dor foi embora.

- O que você achou da cidade de Vitória e o que espera do show? Como foi seu passeio?

Quero agradecer à banda Umbando, à organização, por terem me convidado para vir tocar aqui. Sou muito grato porque eu venho fazendo isso há trinta e sei lá quantos anos. E e, cara, é uma benção. É muito legal e vai ver o melhor show. Eu queria assistir Supla e os Punks de Boutique.

*Supla e os Punks de Boutique fizeram um show em Vitória, no último dia 23, para comemorar os seis anos da banda Umbando.

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