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Daniel Boaventura estreia com show inédito no Festival de Inverno

Daniel Boaventura fala sobre a emoção de fazer sua estreia em Guarapari no próximo sábado. Ele é uma das atrações do “Esquina da Cultura”.

Flávio Carvalho e Roberta Bourguignon, do Jornal A Tribuna | 20/07/2022 14:05 h

"Adoro o povo capixaba e estou muito curioso para descobrir qual será
 a reação desse público tão especial", disse o ator e cantor ao Jornal A Tribuna
"Adoro o povo capixaba e estou muito curioso para descobrir qual será a reação desse público tão especial", disse o ator e cantor ao Jornal A Tribuna |  Foto: Divulgação
 

“Todo artista tem de ir aonde o povo está”. É utilizando um dos versos de “Nos Bailes da Vida”, clássico de Milton Nascimento, que o cantor Daniel Boaventura fala sobre a emoção de fazer sua estreia em Guarapari no próximo sábado. Ele é uma das atrações do “Esquina da Cultura”. 

“Cada vez que encontro com um público novo, seja em Moscou, Cidade do México, Buenos Aires, Curitiba ou onde for, é como se estivesse começando tudo de novo. Sinto como uma nova oportunidade de mostrar meu trabalho ao vivo para pessoas que ainda não tiveram esta experiência”, conta o artista de 52 anos.   

E não basta estar em novo local. Ele chega com show inédito! “Estou adicionando aos poucos novas canções com arranjos novos e músicas que gravei em estúdio há mais de 10 anos, mas que nunca cantei ao vivo”. 

Apesar de chegar cheio de novidade, o cantor carrega consigo alguns clássicos que não podem ficar de fora de seu repertório. 

“Nunca deixarei de interpretar as músicas que eu adoro e são sempre muito bem recebidas pelo meu público. Como, por exemplo, 'Hello Detroit', 'You're The First, The Last, My Everything', 'Can't Take My Eyes Off You', 'Corazón Partío', 'La Barca' e 'New York, New York'”, revela.

Daniel Boaventura ainda comemora a possibilidade do público ter acesso ao seu som, bem diferente dos ritmos que costumam ecoar no verão de Guarapari.  

“Isso é formidável! Sinto essa pluralidade musical na minha terra natal, Salvador. O brasileiro, em geral, tem uma forte ligação com a música, independente do estilo. Somos um povo com grande sensibilidade rítmica e melódica, por isso tem espaço para todo mundo. O público quer música de qualidade”.

“Meu público é a minha musa”

A TRIBUNA: Há quanto tempo que você não se apresenta no Espírito Santo? 

Creio que não me apresento em terras capixabas há mais de oito anos. Adoro o povo capixaba e estou muito curioso para descobrir qual será a reação desse público tão especial.

Guarapari bomba no verão com shows de ritmos como funk e sertanejo. Agora, no inverno, leva ao público shows gratuitos de representantes da música clássica, como é o seu caso e de Zizi Possi.  Qual a importância de tornar esse estilo acessível?

É fundamental que adultos, jovens e crianças tenham acesso aos estilos musicais e artistas dos mais variados. É importantíssimo apresentar da forma mais democrática possível todo o universo da música. Temos tantos artistas geniais, como Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, Toninho Horta...

A Zizi Possi, inclusive, tive o prazer de ter como convidada em um show que fiz em São Paulo. Foi uma grande honra para mim. Talento, voz, gentileza, experiência, inteligência, beleza... Tudo bem empacotado nessa grande intérprete.

É um cara romântico, assim como demonstra no palco?

Tenho meus momentos. Ultimamente estou em um caso de amor com meu público mesmo. (Risos) Acho que o meu público é a minha musa inspiradora.

Tem um público muito fiel no México, onde chegou a ter ingressos esgotados. A que atribui essa relação tão próxima com os mexicanos?

Não sei explicar. Foi amor à primeira vista, e é recíproco. Muitas vezes, quando começo um show no México, meu texto de abertura é algo como: “aqui, me sinto como em casa”. E é verdade.

Como ator, brilha no musical “A Família Addams”. Mas sente saudade de fazer novela?

Antes da pandemia, eu estava em turnê comemorando 10 anos de carreira como cantor. O que poucas pessoas sabem é que eu comecei minha carreira artística como cantor há mais de 30 anos.

Teatro e televisão surgiram depois. Adoro artes cênicas, amo exercer a função de ator, entretanto, não há nada igual ao prazer de cantar, estar à frente de uma big band ou de uma orquestra sinfônica, de um trio de jazz ou acompanhado de um violão ou piano somente. É uma sensação de poder e humildade ao mesmo tempo, é onde me sinto mais pleno.

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