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Cineasta grava série em Marataízes

| 09/08/2021 13:33 h | Atualizado em 09/08/2021, 15:36

Nascido em Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado, mas morando desde a infância no Rio de Janeiro, o cineasta Marcoz Gomez está gravando uma série que se passa em Marataízes.

Trata-se do drama “Só Eu e Ela”. A produção ainda não tem data de estreia. “Mas já estamos em negociação com uma grande plataforma de streaming”, afirma Marcoz.

De acordo com o diretor, a história se inicia em São Paulo e se desenrola toda no litoral Sul do Estado. “A série conta a história do Gabriel, interpretado por Alex Reis. Ele é casado com a Rebeca (Thaís Pacholek) e acredita que foi traído por ela”, resume o diretor, que estreou na direção com o longa “O Abajour” (2011).

Bastidores  da série “Só Eu e Ela”, que teve a sua primeira temporada gravada em Marataízes, no Sul do Estado.
Bastidores da série “Só Eu e Ela”, que teve a sua primeira temporada gravada em Marataízes, no Sul do Estado. |  Foto: Divulgação

Desesperado com a suposta traição, Gabriel pega a filha de três anos e vai para Marataízes.

“Há uma passagem de tempo de 15 anos e a filha agora tem 18 anos. Ela acha que a mãe morreu em São Paulo, pois o pai não conta a verdade”, adianta Marcoz sobre o conflito central da produção.

Essa não é a primeira vez que o cineasta escolhe o Estado para servir de locação dos seus filmes.

O curta “Não Me Deixe Sozinha”, que está disponível na Amazon Prime Video dos Estados Unidos e do Reino Unido, foi rodado em Soturno, distrito do município de Cachoeiro de Itapemirim.

O mais recente deles foi o curta “Ilhado”, que tem roteiro e atuação de Farid Sad, e deve estrear na 4ª edição do Fest Cine Pedra Azul. O evento, que neste ano acontece de 24 a 28 deste mês de maneira virtual, foi idealizado por Marcoz.

Os filmes selecionados serão divulgados amanhã e exibidos na plataforma disponibilizada dentro do site oficial do festival: www.festcinepedraazul.com.br.

Segundo Marcoz, a ideia de fazer um evento em Pedra Azul surgiu após se encantar com o local.

“Há cinco anos, a minha irmã se casou com um rapaz de Cachoeiro e levou minha mãe para morar com ela. Na cidade, conheci um fotógrafo e ele me apresentou Pedra Azul. Eu me apaixonei e decidi fazer um festival de cinema”, conta.

Para ele, tanto o festival quanto as suas obras podem servir para divulgar o Espírito Santo para o restante do País e do mundo.

“Quando, no ano passado, divulgamos que o evento seria online, muitos diretores ficaram frustrados, pois a intenção deles era conhecer Pedra Azul”, salienta ele.


“Aborda a questão da relação de pai e filho”


Marcoz: “O Espírito Santo é mãe de sangue”.
Marcoz: “O Espírito Santo é mãe de sangue”. |  Foto: Acervo Pessoal
AT2 Antes de se tornar cineasta, você era fotógrafo. Conta como o cinema entrou na sua vida?

Marcoz Gomez O meu pai era um apaixonado pelo cinema. Aprendi a gostar de cinema por causa dele e do meu irmão mais velho. 

Na década de 1950, em Jerônimo Monteiro, o meu pai era quem projetava os filmes no pequeno cinema que havia lá. Era uma coisa quase “Cinema Paradiso”, filme de Giuseppe Tornatore.

Como foi sua trajetória até começar a dirigir?

Eu fotografava muitos atores. E atores famosos, como Bruno Gagliasso, Luana Piovani, Henri Castelli... Praticamente todos os atores da Globo. E muitos também que queriam um espaço ao sol. E, no meio, há uma paixão e vontade de todos os atores fazerem cinema.

Aí, da noite para o dia, eu estava cansado da fotografia de moda e resolvi escrever um roteiro e dirigir meu primeiro filme. Pensei que precisava de algo diferente para me destacar. Então, reuni um grupo de atores novos e criei “O Abajour”, filme que foi premiado dentro e fora do País.

A experiência com fotografia ajudou muito na hora de dirigir os seus filmes?

Muito! E me ajudou pelo seguinte: tenho um cuidado muito grande com a fotografia. Hoje, eu trabalho com Adrián Guajardo, que é argentino e mora no Estado.

Além de “O Abajour”, dirigiu seis curtas. Alguns se passam no Espírito Santo. O que te fez ter esse olhar para o Estado?

Aconteceu há cinco anos. Para se ter uma ideia, fui para o Rio muito novo. Mas nasci em Jerônimo Monteiro. Costumo dizer que o Espírito Santo é minha mãe de sangue e o Rio foi quem me criou. Eu aprendi a falar no Rio de Janeiro, foi a cidade que me viu crescer. Fui conhecer o Espírito Santo aos 18 anos e a minha cidade natal com quase 20 anos. 

Está finalizando a série “Só Eu e Ela”. ´É um drama?

A série é um drama. A minha ideia era fazer na praia. Se eu jogo ela para o interior ou para uma capital grande, fica um drama muito profundo. Levei para a praia para oferecer um colorido, até porque existe um elenco muito jovem. Ao todo, são 24 atores.

Quais temas você deseja discutir com essa série?

Para mim, a série tem algumas vertentes. De entrada, a questão da relação de pai e filho. O pai, por ele ser muito ciumento, quer ter a filha sob os olhos dele. Por isso o nome da série 'Só Eu e Ela”.

O nome é sugestivo. A vida dele se resumiu à filha.  Ele não se relacionou com mais ninguém e viveu em função da filha. E ele ainda é apaixonado pela ex-mulher...

Em quantos episódios, toda essa história estará dividida?

Na verdade, criamos um longa de uma hora e meia que vai dar início à série, que terá sete capítulos.

Neste ano, o Fest Cine Pedra Azul rola virtualmente de novo e homenageia o ator Paulo Betti.

O Paulo tem uma história muito forte no cinema. E é um ator muito inserido politicamente. A gente sabe que o cinema tem uma ligação muito forte com a política. E o Paulo simboliza o momento atual pelo qual o País passa. Acho ele um ator muito preparado, com uma biografia artística irretocável.

É um cara que tem 46 anos, se não me engano, de carreira. E um ator que, apesar de ter feito muita novela, também fez muito cinema. Gosto muito do trabalho e da sua história.

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