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“Amor não justifica atitudes desesperadas”, diz atriz Arieta Corrêa

| 05/02/2020 13:35 h | Atualizado em 05/02/2020, 14:34

"Acho fácil amar. Deus nos deu os maiores dons da vida, que é poder amar na hora que a gente quiser e quem  a gente quiser. Ele não nos deu o dom de deixar de amar”
"Acho fácil amar. Deus nos deu os maiores dons da vida, que é poder amar na hora que a gente quiser e quem a gente quiser. Ele não nos deu o dom de deixar de amar” |  Foto: Divulgação / TV Globo
O amor é lindo. Ok. É lindo mesmo. Mas até mesmo quando ele se torna o motivo que leva as pessoas a perderem a linha?

“Para mim, o amor não justifica as atitudes desesperadas, nem dose de maldade. Acho que o amor é o que tem de melhor no ser humano e no mundo. Então, não vale a pena estragar esse sentimento. O amor é algo bom”, afirma, ao AT2, a atriz Arieta Corrêa, de 42 anos, que defende que se viva o sentimento com ética, respeitando a si e ao próximo.

Uma questão sensível, que exige da atriz de Botucatu, em São Paulo, uma energia extra ao interpretar Leila, na novela “Amor de Mãe”. “Digerir todo o estado emocional dessa mulher me dá mais trabalho. A Leila tem uma autoimagem muito boa. Ela acha que está certa. E é difícil fazer isso, nesse contexto”, completa.

A atriz, mais atuante no teatro, está de volta à telinha após 23 anos de seu papel como Chiquita, amante do senador Caxias (Cláudio Vereza) em “O Rei do Gado”, e de participações em novelas e telefilmes.

Desta vez, a mochileira de paixão e mãe do Gael, 9, interpreta a Leila, uma mulher que acordou de um coma de oito anos, encontrando o marido nos braços de outra.

Desesperada, usa todas as armas para recuperar seu posto no coração de Magno (Juliano Cazarré). “Ela não quer abrir mão da família de jeito nenhum. Ela é só estratégia de como realizar seus desejos, se perdeu no sentido do que é certo e errado. Do que deve e não deve. A Leila não quer saber: vai numa linha reta e passa por cima de quem precisar”, afirma.

Em “Amor de Mãe”, Arieta acorda do coma e não aceita perder o marido
Em “Amor de Mãe”, Arieta acorda do coma e não aceita perder o marido |  Foto: Divulgação / TV Globo

Entrevista - Arieta côrrea, atriz “Fui ameaçada duas vezes”


AT2 Sua personagem, Leila, em “Amor de Mãe”, é uma ex daquelas!
Arieta Corrêa - Realmente, é uma ex que ninguém merece! (Risos). Muito complexo isso de julgar as pessoas, as personagens, mas temos que ter o senso mínimo de ética do que é certo e errado. Porque existe uma linha entre o que é ético, o que é bondoso, do bem. Eu acredito nisso.

E o público? Está dividido entre pena e raiva dela?
Sim, a Leila tem irritado muita gente na rua, no avião, no supermercado e até os amigos do meu filho! (Risos) E eu agradeço. Porque, de alguma maneira, isso é bom.
O público tem, sim, uma certa divisão. Eu mesma fico impressionada com tantos defensores da Leila, que falam: “Coitada! Ela quer a vida dela de volta”. Ou: “A família e o marido são as únicas coisas que ela tem”. Então, tem uma situação humana, delicada, que faz com que as pessoas se dividam.

Chegou a ser ameaçada por conta da personagem?
Fui ameaçada duas vezes. Foi de uma maneira irônica, mas achei um pouquinho agressiva. Não acho que foi de verdade, mas foi altamente forte: falaram bem alto, todo mundo olhou. E, pelo que já li dos capítulos, a coisa vai se intensificar nesse vilanismo.

Ela não aceita perder.
É fato. Não aceita não ter mais esse marido. Tem uma questão de obsessão mesmo. É uma pessoa que não mede esforços para ter o que quer. Acho que é para a gente pensar que não é legal ser assim. Não vale a pena. Não acho que é de qualquer jeito. O resultado é parte do processo. Então, não vale tudo. Mas a Leila não pensa assim.
Realmente, construir uma relação através da mentira, do fingimento, no caso, da pena, é construir um castelo de areia do mal. Tudo que tem mentira não vai dar certo. A verdade liberta.

Após oito anos em coma, ela acorda diferente. Traumas e determinadas experiências têm esse poder transformador?
Acredito que sim. Mas acredito que somos transformados o tempo inteiro. Acredito completamente na transformação do ser humano. O ser humano é sensível, bonito, tem sua beleza e seus horrores também! A gente tem como acordar todos os dias e pedir a ajuda de Deus para seguir no caminho do bem. Acredito muito nisso.

Ficou vários anos longe das novelas. Por quê?
Por duas coisas: porque não me chamaram e porque eu fazia parte da companhia internacional do Antunes Filho, e viajava muito. Foram 8 anos fazendo isso. TV, eu gosto de fazer. É um desafio diário. É bem difícil estar plena, inteira, com verdade, com aquela câmera que capta teu espírito, o que você está pensando. Você tem que ser muito puro, verdadeiro, sabe?

Em postagem recente, legendou: “Amar é tão fácil...” É isso?
Acho fácil amar. Deus nos deu os maiores dons da vida, que é poder amar na hora que a gente quiser e quem a gente quiser. Ele não nos deu o dom de deixar de amar. (Risos) Gosto disso. Acho fácil amar as pessoas.
Devemos contribuir para o ambiente, para as pessoas, para que tudo fique legal. Ajudar a superar traições, dificuldades, angústias, mortes. Viver no “sim”, na luz. Viver a vida da melhor maneira possível. Amar é fácil e necessário. É o que devemos fazer aqui na Terra: amar uns aos outros.

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