Viagem no tempo com Jackson Lima em Cariacica
O cantor capixaba grava hoje, no Matrix, seu primeiro DVD, “Atemporal”, com músicas que vão dos anos 80 aos 2000
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Após 25 anos na indústria da música, o cantor capixaba Jackson Lima tira do papel o sonho de gravar seu primeiro DVD, “Atemporal”. O registro será feito nesta sexta-feira (27), durante performance com duras horas de duração no Matrix Music Hall, em Cariacica.
O projeto nasce como uma homenagem aos clássicos que atravessam gerações, conceito que sempre acompanhou o artista em suas performances. Através da seleção musical, ele vai proporcionar ao público uma viagem no tempo que tem início na década de 1980 e vai até os anos 2000.
“Queríamos um título que tivesse a ver com o repertório que faço, que é retrô, voltado para a galera 30+. Às vezes, recebo jovens que estão com as canções na ponta da língua porque cresceram ouvindo elas por influência dos pais. 'Atemporal' é isso, algo que vai passando de pai para filho, que rompe a barreira do tempo”, justifica Jackson.
Sucessos de ícones como Bon Jovi, Tina Turner e A-ha estão confirmados na gravação, que vai contar com cenário exclusivo, banda completa e estrutura de iluminação cinematográfica.
“É uma estrutura digna de celebração dos 25 anos de carreira: com show de luzes, painel de LED e uma equipe com mais de 20 pessoas envolvidas”.
Apesar de não trazer nenhum convidado no DVD, Jackson não é a única atração da noite. A banda Sheep & Parafina e o DJ Flavio Nunes também animam o público.
“Quando tivemos a ideia de trazer uma participação, o repertório já estava fechado. Mas, no futuro, quem sabe? O Espírito Santo tem muitos talentos”.
Serviço
Jackson Lima
O quê: Show de gravação do DVD “Atemporal”. A noite ainda conta com a banda Sheep & Parafina e o DJ Flavio Nunes.
Quando: Sexta-feira (27), às 20h.
Onde: Matrix Music Hall, em Rio Branco, Cariacica.
Ingressos: A partir de R$ 50 (Pista/1º lote/meia).
Venda: Site lebillet.com.br.
Classificação: 16 anos.
Jackson Lima cantor
“A música era muito marginalizada”
A Tribuna — Você sempre viveu da música?
Jackson Lima — Sim. Meu primeiro contato com um instrumento musical foi aos 8 anos. Era um violão, que ganhei dos meus pais. Venho de uma época em que a música era muito marginalizada, em que a música não era encarada como profissão. E, graças a Deus, tive pais muito acolhedores que desde o começo me apoiaram.
Quando começou a carreira profissional?
Quando criança, participei de festas pequenas de comunidade e a coisa foi crescendo. Aos 18 anos, comecei a cantar em barzinhos e depois passei por bandas de baile, que é uma faculdade, aprendi muita. Fiquei muito tempo nesse meio até decidir seguir com meu projeto solo em que toco pop rock, há 12 anos. Nas bandas de baile você não tem muito controle sobre o repertório.
Sempre gostou de música retrô?
Na minha época não tinha internet. E o que mais tocava na rádio era praticamente o repertório que faço hoje nos shows. É gratificante poder cantar essas músicas hoje e o público se identificar.
Até que década vai essa viagem no tempo que você proporciona?
A gente chega nos anos 2000. Rola até uns Backstreet Boys.
Agora, após 25 anos de carreira, vai gravar seu primeiro DVD. Por que demorou tanto tempo para colocar esse projeto em prática?
Pois é, estou fazendo bodas de prata com a música já. Acho que o perfeccionismo acaba congelando a gente e você vai postergando. Mas o trabalho vai amadurecendo, as oportunidades vão aparecendo e, agora, o projeto sai do papel!
Por que gravar no Matrix, em Cariacica?
Sou nascido e criado em Cariacica. Mas quando uma coisa tem que acontecer, é a vontade de Deus mesmo que se sobressai. Durante uma conversa com o Everaldo, do Matrix, falei sobre o desejo de gravar um DVD e ele sugeriu o espaço. Ele comprou a minha ideia e o show começou a tomar forma.
Numa época de tanto imediatismo, principalmente na música, o que torna uma canção atemporal?
O que eu percebo hoje é que as músicas têm uma tendência de serem cada vez mais descartáveis. É o contrário do que Michael Jackson e Bon Jovi faziam e eles têm fãs até hoje. Parece que antigamente os artistas tinham mais cuidado com a mensagem a ser passada. 'Atemporal' é você marcar a vida das pessoas.
Preparou novidades para esse show?
Me mantive fiel ao repertório que costumo fazer porque são as músicas que o público se identifica. Mas os arranjos são diferentes. O ineditismo está na roupagem das músicas, nas interpretações. Todo o projeto foi feito pensando no público que me acompanha.
Vai ter alguma música autoral? Se não, é algo que pretende fazer no futuro?
Tenho desejo, sim. Pretendo lançar uma música autoral em novembro, durante uma festa muito tradicional que acontece aqui no Estado. Vai ser um pop rock, mantendo a pegada do meu trabalho, e em português.
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