Batalha de rap e poesias em Vitória
Competição de slam acontece no Centro de Referência da Juventude de São Pedro, com direito a prêmios em dinheiro
Rap, hip hop e poesia falada vão fazer parte da batalha de slam que acontecerá neste sábado, no Centro de Referência da Juventude (CRJ) de São Pedro, a partir das 14h30.
O evento é realizado pelo Território de Palavras, projeto do Coletivo Zacimba Educa, e tem como objetivo empoderar jovens da periferia de Vitória através da arte, segundo destaca o coordenador do projeto, João Paulo dos Santos.
“O evento dá voz à juventude periférica do território da Grande São Pedro, os empodera a partir da arte do slam, que é poesia falada. Esperamos 100 pessoas no evento, que será gratuito para quem quiser assistir e terá 12 apresentações de artistas”, disse.
Quem tiver interesse em declamar poesia e competir na batalha, deve chegar com antecedência para se inscrever. Todos os competidores receberão R$ 120, e os três primeiros colocados ganharão, cada um, R$ 300. O evento terá ainda apresentação do DJ Uncle Wender durante os intervalos.
“Teremos outras duas batalhas, em fevereiro e março, e todas são promovidas por integrantes de coletivos de slam. Essas batalhas acontecem como extensão do projeto Território de Palavras, que oferece oficinas de escrita criativa, expressão corporal e de sentimentos”, destacou João Paulo.
Os temas abordados durante uma batalha de slam são a cultura da juventude periférica, enfrentamento ao racismo e machismo, violência institucional, amor romântico e fraternal, entre outros.
Nennã, nome artístico de Lorenna Andrade dos Santos, 20 anos, vai se apresentar na batalha. A jovem é cantora, compositora e poetisa e já participou de eventos de slam.
“Tenho o costume de falar de amor, porque é algo que eu cultivo em mim, então gosto de falar sobre. Vou recitar poesias autorais e também fazer referências a outros colegas do slam, e artistas como Racionais MC's e Flora”, disse.
“O slam e o hip hop são minha vida, é a família que adquiri com o tempo. É um espaço onde as pessoas têm voz”, destacou.
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