Artista capixaba com deficiência visual monocular lança websérie sobre dança
Série combina depoimentos e videodança para construir um retrato da cena local
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A artista capixaba e pesquisadora em dança, Endi, lançou no último dia 1, a websérie 'Sou um corpo que dança', que aborda a história de quem faz da dança sua forma de existir. Neste neste domingo (15), será lançado o terceiro episódio da websérie documental “Sou um corpo que dança”, dedicado a artistas da dança que atuam na capital capixaba.
Na websérie, Endi, que possui visão monocular, estrutura sua trajetória a partir de uma investigação contínua sobre o corpo como território político, simbólico e sensível.
Dirigida por Endi em parceria com Marcus Supeleto, a série combina depoimentos e videodança para construir um retrato da cena local sob a perspectiva dos próprios artistas. A proposta é registrar, por meio de palavras e movimento, fragmentos da história da dança capixaba e as identidades que a constituem.
Nestes três primeiros episódios, o projeto inicia a construção de uma paisagem sobre a história da dança no ES. Os convidados desta edição são pioneiros da dança em Vitória, com trajetórias superiores a 20 anos e presença ativa na cena contemporânea do estado. Participam desta temporada Gil Mendes, Ivna Messina (episódios já lançados) e Lalau Martins, cujo episódio será lançado no domingo, 15 de fevereiro.
Os episódios são disponibilizados com recursos de acessibilidade no Youtube do projeto.
A artista
Desde 2016, Endi desenvolve uma pesquisa que compreende o corpo como campo de fricção entre opressão e liberdade. Sua investigação dialoga com temas como dissidências, espiritualidade e futuridades, entendendo o movimento como ferramenta crítica e meio de elaboração estética. A experiência como pessoa com deficiência atravessa sua produção e amplia o debate sobre acessibilidade e presença na dança contemporânea.
Além da websérie, Endi dirige o espetáculo “Célula”, em fase de montagem, com estreia prevista para o final de março de 2026, e codirige o curta-metragem “.zero” (ponto zero), atualmente em pós-produção. Os três projetos são realizados com recursos do Funcultura, mecanismo de incentivo da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES).
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