Mercado de trabalho: controle emocional se torna prioridade
O conhecimento técnico já não basta: empresas buscam habilidades interpessoais e inteligência emocional
O conhecimento técnico não basta mais para as empresas: é preciso ter habilidades interpessoais como controle emocional, criatividade, resiliência e pensamento crítico.
É isso que relatam especialistas da área de Recursos Humanos e CEOs de empresas. “Há uma tendência de contratações 'skill-first' no mercado, valorizando a capacidade prática em detrimento de diplomas tradicionais”, afirma o CEO da Globalsys Eduardo Glazar.
Essa tendência também foi observada em estudo realizado pela consultoria PageGroup.
“A contratação por conhecimento técnico continua sendo importante, mas já não é suficiente. Habilidades como gestão de conflitos, comunicação assertiva, capacidade de escuta ativa e aprendizado contínuo passam a ser mais valorizadas do que anos de experiência em uma única função”, diz o relatório publicado pela empresa.
Tem sido cada vez mais comum gestores contratarem profissionais com ótima capacidade técnica, mas que acabam sendo demitidos por questões de comportamento, afirma a CEO do Base27, Michele Janovik.
“Resiliência, flexibilidade, agilidade, autoconsciência, liderança, pensamento analítico e pensamento criativo são algumas das habilidades essenciais que um trabalhador deve ter atualmente”, afirma.
“Isso ocorre porque são habilidades que ajudam profissionais a lidar melhor com um ambiente de trabalho em constante mudança, gerando valor em contextos complexos e colaborativos”, completa.
Segundo estudo da Universidade de Stanford e da Fundação Carnegie Melon, 75% do sucesso profissional a longo prazo depende do domínio dessas habilidades, que são chamadas de “soft skills”.
Isso foi, segundo o estudo, potencializado pelo avanço das inteligências artificiais generativas no ambiente de trabalho, que estão transformando profissões e exigindo cada vez mais dos trabalhadores capacidades analíticas e interpessoais.
Dados da Deloitte revelam que profissões intensivas em habilidades interpessoais crescem a uma taxa 2,5 vezes superior às demais ocupações. A projeção é que, até 2030, as funções que exigem alta capacidade humana representem dois terços de todos os postos de trabalho.
O que é inteligência emocional?
O termo foi cunhado pela dupla de pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer. Em 1990, eles publicaram o artigo “Emotional Intelligence”, inglês para inteligência emocional, no periódico científico Imagination, Cognition and Personality.
Lá, eles definem a inteligência emocional como “um conjunto de habilidades que aparentam contribuir para a avaliação e expressão precisas das emoções em si mesmo e nos outros, a regulação eficaz das emoções em si mesmo e nos outros, e o uso dos sentimentos para motivar, planejar e alcançar objetivos na vida”.
Ou seja: inteligência emocional é a habilidade de gerenciar suas próprias emoções e de entender as emoções das pessoas ao seu redor.
Análise
“Grande procura por especialistas em IA”
“A procura por profissionais especialistas em IA e em segurança da informação permanece no topo, ao lado de profissionais experientes de desenvolvimento.
As empresas tem dado atenção para implementações de IA que realmente transformam os negócios, geram valor mensurável, retorno concreto com impacto na última linha do balanço.
Ao mesmo tempo, na segurança, a IA tem virado o principal motor tanto de ataque quanto de defesa. Os ataques ficam mais rápidos, precisos e autônomos e ao mesmo tempo as empresas estão investindo pesado em defesas proativas para conseguir responder as ameaças de forma rápida e automática.
É a guerra da automação, e os dois lados usam IA. Quem domina segurança da informação não é mais o cara que bloqueia coisas no firewall — é o que entende IA como ferramenta e como risco, implementa governança em escala e protege o negócio usando IA.
Você não consegue bloquear um ataque que leva 40 segundos do inicio ao fim, precisa de um robô fazendo isso para você”.
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