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Em seis meses, 1.400 passaram por cirurgias após abortos no Estado

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Saúde

Em seis meses, 1.400 passaram por cirurgias após abortos no Estado


Médicos durante cirurgia: perfuração uterina é um dos riscos da curetagem   (Foto: Arquivo / AT)
Médicos durante cirurgia: perfuração uterina é um dos riscos da curetagem (Foto: Arquivo / AT)
De janeiro a junho deste ano, o número de mulheres atendidas em todo o Estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer curetagem em razão de abortos provocados ou espontâneos foi de 1.400, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A curetagem é um processo necessário para limpeza do útero após um aborto incompleto. No mesmo período do ano passado, foram 1.857 procedimentos, e em todo o ano, 3.821.

A Sesa não detalha as curetagens: se foram feitas por abortos espontâneos após o terceiro mês, por uma abortagem tardia ou, até mesmo, por ordens judiciais de abortos como o da menina de 10 anos, vítima de estupros em São Mateus, no Norte do Estado.

No caso da garota de São Mateus, a menina foi amparada pela Lei 12.845, de 2013, que regulamenta o atendimento obrigatório e integral a pessoas em situação de violência sexual e determina todos os meios para interrupção da gravidez em decorrência de estupro.

Não é necessário que a mulher apresente boletim de ocorrência, nem que faça exame de corpo de delito.

RISCOS

No caso dos abortos espontâneos, o diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Espírito Santo, o médico Yulo Césare Castro Alves explica que a curetagem pode ter complicações, como a perfuração uterina.

“O útero é muito mole na gravidez. O endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fica muito flácido, podendo ocorrer perfurações. Se ocorrer, o útero costuma estancar o sangramento naturalmente”, disse. Porém, segundo ele, há casos mais graves, quando a perfuração acaba alcançando a alça do intestino.

“Outro risco é sinéquia, quando as paredes do útero acabam se unindo”, acrescenta.
A maioria dos abortos espontâneos acontece entre 7 e 11 semanas. Os tardios podem estar relacionados a fatores genéticos, má formação uterina, infecções ou por causas imunológicas.

“Há abortamento natural. Há o que tem necessidade de cirurgia, com anestesia, e de indução, com medicamento, mas no hospital”, acrescenta ainda o médico.

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