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Mulheres são maioria entre os aprovados na Ufes

| 05/02/2020 17:46 h

Amigas Ana, Natália, Victória, Sarah,  Eduarda e Clara foram aprovadas da Universidade Federal do Espírito Santo
Amigas Ana, Natália, Victória, Sarah, Eduarda e Clara foram aprovadas da Universidade Federal do Espírito Santo |  Foto: Beto Morais / AT

A presença feminina vai aumentar ainda mais na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Dados divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que as mulheres são maioria entre os aprovados para o primeiro semestre deste ano na instituição de ensino. A média de idade entre elas é de 20 anos.

“A conquista de espaço na sociedade tornou a presença da mulher mais igualitária, e isso está se refletindo no ensino superior. As mulheres estão se sobressaindo mais, com maior desenvolvimento na carreira”, avaliou a pró-reitora de Graduação da Ufes, Zenólia Campos.

Segundo o MEC, foram 1.389 classificadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), contra 1.354 homens. Cresceu também a presença delas nos cursos tradicionalmente ocupados pelo público masculino. É o caso da Engenharia Civil, curso em que a estudante Clara Batista Biasutti, de 17 anos, vai ingressar no próximo mês.

“Será um alívio saber que outras mulheres estarão comigo. É satisfatório, pois estamos chegando mais perto da igualdade, ocupando lugares que antes pertenciam somente aos homens”, afirmou a estudante formada no Centro Educacional Leonardo da Vinci.

“Escolhi fazer Engenharia Civil para pensar em construções de maior sustentabilidade e harmonia com o meio ambiente. Tragédias como a ruptura de barragens e a enchente de Iconha me incomodam muito, e eu gostaria de encontrar saídas”, ressaltou.

Já a estudante Ana Almeida Barros, 17, foi aprovada para Engenharia Mecânica. “Minha avó foi a única mulher na turma dela de Engenharia Civil. Acredito que ainda seremos minoria, mas esse aumento já é um avanço. Somos tão pertencentes a essa área de estudo quanto os homens”, disse.
Colegas de escola de Ana, as estudantes Victória Campos, Eduarda Merçon, Natália Littig e Sarah Vecci também foram aprovadas e estão com vaga garantida na Ufes.

Mesmo com toda essa presença das mulheres no ensino superior, a doutora em Educação Edna Tavares ressalta que ainda há mais vagas preenchidas por homens no mercado de trabalho.

“Homens sem ensino superior têm taxa de emprego maior do que mulheres sem essa formação. Com isso, o incentivo para eles trabalharem ao invés de cursarem uma faculdade é maior”, afirmou.



Direito é o curso mais procurado

O curso de Direito foi o mais procurado este ano na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ao todo, foram 2.762 candidatos interessados, seguido por Psicologia (2.436) e Administração (2.024).

Educação Física (1.857) e Enfermagem (1.659) completam a lista dos cinco mais procurados na instituição federal de ensino.

A pró-reitora de Graduação da Ufes, Zenólia Campos, explicou que esses cursos ficam na frente de graduações como Medicina e as engenharias por conta de características da inscrição do Sisu.

“Cursos como Medicina e Engenharia Civil não deixaram de ser bastante procurados, só que a nota mínima para entrar pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é alta, assim como a nota de corte. O estudante, quando vê que não é possível passar, vai para a segunda opção”, afirmou.

Nesta segunda opção, muitas vezes, estão os cursos mais procurados, como Direito, Psicologia e Administração, o que explica a procura maior.

Antes da adesão da Ufes ao Sisu, em 2016, Medicina era o mais procurado. O curso, este ano, teve a maior nota de corte na universidade: 793,05 pontos no Enem. Já o curso de Direito, que foi o mais procurado, teve nota de corte de 747,59.

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