Ano letivo de 2026 começa para cerca de 4 mil detentos no Espírito Santo
Aulas são ofertadas em 33 unidades prisionais nos ensinos Fundamental e Médio
O ano letivo de 2026 teve início nesta quarta-feira (4) para cerca de quatro mil alunos privados de liberdade no Espírito Santo. Na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), as aulas são ofertadas em 33 unidades prisionais, atendendo estudantes dos ensinos Fundamental e Médio.
A educação no sistema prisional capixaba é ofertada pela Secretaria da Justiça (Sejus), em parceria com a Secretaria da Educação (Sedu), e integra o Programa de Ressocialização voltado à população carcerária.
Uma das novidades para este ano é o fortalecimento da EJA Profissional, modalidade que integra a educação básica à formação técnica.
Além do curso de Logística, que já faz parte da grade curricular, serão ofertadas 225 vagas em novos cursos, como Técnico em Administração e Técnico em Modelagem do Vestuário.
As medidas visam ampliar a qualificação profissional e favorecer a inserção dos internos no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
O secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, destacou que a educação é uma política pública estratégica dentro do sistema prisional e um instrumento importante no enfrentamento à reincidência criminal.
“Investir em educação no sistema prisional é investir em segurança pública. Cada aluno que retorna à sala de aula amplia suas chances de romper com o ciclo da criminalidade. O conhecimento é a base para novas conquistas e para o acesso a oportunidades no retorno ao convívio em sociedade”, afirmou.
Já o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, ressaltou que a EJA integrada à educação profissional amplia o papel da escola dentro das unidades prisionais.
“Os cursos técnicos oferecem uma possibilidade concreta de recomeço, ao permitir que esses estudantes retornem à sociedade com mais autonomia, novas perspectivas e melhores condições de inserção profissional”, disse.
Balanço de 2025
O ano de 2025 foi encerrado com resultados expressivos na oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema prisional. Ao longo do último semestre, 367 estudantes concluíram o Ensino Fundamental e 429 finalizaram o Ensino Médio, evidenciando o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas.
Também houve incentivo à continuidade dos estudos por meio da participação em exames nacionais. O Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) registrou 3.334 inscrições. Já o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) contabilizou 5.324 inscritos, sendo 2.794 para o Ensino Fundamental e 2.530 para o Ensino Médio.
No ensino superior, foram contabilizados 45 internos cursando graduação em dezembro de 2025.
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