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VITRINE DE NEGÓCIOS

R$ 143 milhões são disponibilizados para financiar inovação no Espírito Santo

Recursos podem ser usados em automação, IA, desenvolvimento de produtos e melhoria de processos; empresas tradicionais também podem acessar as linhas

Rodrigo Araújo | | Atualizado em
Vitrine de Negócios

Redação Multimídia


          Imagem ilustrativa da imagem R$ 143 milhões são disponibilizados para financiar inovação no Espírito Santo
Recursos são disponibilizados pelo Banco do Nordeste |  Foto: Divulgação

Empresas, empreendedores e produtores rurais do Espírito Santo têm à disposição R$ 143 milhões para financiar projetos de inovação. Os recursos são disponibilizados pelo Banco do Nordeste e podem ser utilizados em iniciativas voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos, modernização de processos, desenvolvimento de produtos e melhoria da competitividade.

O valor reúne recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). As linhas de crédito podem atender projetos relacionados ao desenvolvimento de produtos, serviços, processos e métodos organizacionais.

De acordo com as condições divulgadas, os recursos da Finep podem financiar projetos de até R$ 30 milhões. Nas operações com recursos do FNE, o percentual financiado varia conforme o porte da empresa e as características do projeto e pode chegar a 100% para microempresas e miniprodutores.

Os prazos de financiamento podem chegar a 15 anos, com até cinco anos de carência.

Entre os projetos que podem se enquadrar estão a automação de uma linha de produção, o desenvolvimento de um novo produto, a melhoria de processos e a utilização de inteligência artificial para aumentar a produtividade, reduzir custos ou aperfeiçoar operações.

Para Flávio Aguilar, especialista em captação de recursos, muitas empresas já realizam iniciativas que podem ser consideradas inovação, mas não identificam essas ações dessa forma.

“Muitas empresas já estão inovando, mas nem necessariamente chamam aquilo de inovação. Quando uma indústria automatiza um processo, quando uma empresa desenvolve um novo produto ou encontra uma nova forma de resolver um problema do negócio, existe um movimento de inovação acontecendo. O primeiro passo é entender qual transformação a empresa precisa realizar e se essa necessidade pode ser estruturada como um projeto para buscar recursos”, explica.

Recursos disponíveis

Os R$ 143 milhões fazem parte de um cenário mais amplo de oferta de recursos destinados à inovação. Além do Banco do Nordeste, instituições como Finep, BNDES e Embrapii possuem mecanismos voltados a projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, transformação digital, automação, sustentabilidade e desenvolvimento de produtos e processos.

A identificação da linha de financiamento mais adequada, porém, depende das características de cada projeto. Entre os pontos que precisam ser definidos estão o objetivo da iniciativa, o volume de investimento necessário e quais despesas poderão ser financiadas.

Segundo o texto, empresas especializadas em estruturação de projetos podem atuar nessa etapa, ajudando a transformar uma necessidade do negócio em uma proposta para buscar recursos.

O que pode ser financiado

Entre as possibilidades de aplicação dos recursos estão:

• desenvolvimento de novos produtos e serviços;

• automação de processos industriais;

• transformação e melhoria de processos;

• inteligência artificial e análise de dados;

• desenvolvimento de novas soluções;

• aumento da produtividade;

• redução de custos operacionais;

• soluções voltadas à sustentabilidade;

• pesquisa e desenvolvimento;

• criação de novos modelos de negócio.

Para Yuri Nico, sócio da Bbutton Ventures, a definição do problema que a empresa pretende solucionar deve vir antes da busca por financiamento.

“Primeiro a empresa deve identificar onde precisa avançar e qual transformação quer realizar. Depois avaliamos quais instrumentos de fomento podem fazer sentido para aquele projeto. Quando existe clareza sobre o investimento e uma boa estruturação, a empresa aumenta suas possibilidades de encontrar uma linha adequada”, afirma.

Empresas tradicionais também podem acessar

A inovação também pode estar relacionada a mudanças em empresas que já atuam no mercado há anos. Nesses casos, os projetos podem envolver redução de desperdícios, melhoria da experiência do cliente, lançamento de produtos, aumento da capacidade de operação ou mudanças na forma de produzir.

Para Flávio Aguilar, empresas tradicionais podem desenvolver projetos de inovação a partir do conhecimento que já possuem sobre seus mercados.

“Não é preciso ser uma startup para inovar. Uma empresa tradicional pode ter um excelente projeto de inovação justamente porque conhece profundamente seu mercado e os problemas que precisa resolver. O que muitas vezes falta é transformar essa necessidade em um projeto estruturado e entender que existem recursos disponíveis para ajudar a viabilizá-lo”, destaca Flávio.

Espírito Santo

O Espírito Santo também aparece entre os estados com participação na captação de recursos para inovação. Levantamentos baseados em dados da Finep apontam que o Estado ocupa a quarta posição nacional em recursos captados por empresa ativa, com média de R$ 1.210 por empresa, e lidera entre os estados do Sudeste.

Para Aguilar, a disponibilidade de novos recursos pode ampliar a participação de empresas capixabas em projetos de inovação.

“Existe dinheiro no mercado. A grande questão é fazer com que esse recurso encontre empresas preparadas para utilizá-lo. Esses R$ 143 milhões disponibilizados pelo Banco do Nordeste representam uma oportunidade concreta para o Espírito Santo, mas o impacto econômico será ainda maior se conseguirmos transformar esses recursos em novos produtos, processos mais eficientes, empresas mais produtivas e negócios mais competitivos”, conclui Aguilar.

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