X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Economia

Vitória tem 69% das famílias endividadas

Pesquisa da Federação do Comércio aponta aumento no número de pessoas com débitos, como empréstimos e prestações de imóveis


Imagem ilustrativa da imagem Vitória tem 69% das famílias endividadas
Bergamin disse que o início do ano é mais problemático financeiramente |  Foto: Divulgação

O endividamento não para de crescer entre a população brasileira e, no Espírito Santo, não é diferente. Em Vitória, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apontou que, em dezembro de 2021, 69,6% das famílias da capital estavam em situação de endividamento.

O levantamento é feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A análise dos dados de Vitória – com uma amostra de cerca de 500 famílias – é realizada pela Assessoria Econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES).

A tendência é que esse número fique mais alto neste início de ano. “O primeiro trimestre é mais problemático, o endividamento tende a crescer, porque tem muitos gastos no início do ano, como impostos”, lembrou o diretor da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin.

Apesar do alto índice na capital capixaba, o número de endividados é menor que a média nacional, que chegou a 76,3% no mês passado. O município de São Paulo tem números ainda mais alarmantes: registrou 74,5% de endividados.

Mas o que significa “estar endividado”? Segundo o economista Ricardo Paixão, o endividamento é o compromisso que o cidadão assumiu, que vai comprometer parte de sua renda.

“Financiamento de imóvel, de carro, compras parceladas, tudo isso forma o endividamento”, explicou o especialista.

O também economista Eduardo Araújo ressaltou que esse endividamento é consequência direta da situação econômica do País.

“A renda continua sem aumentar, fazendo com que as pessoas acabem usando o crédito como complemento. A inflação reduz o poder de compra das pessoas, que buscam mais o crédito”.

É importante esclarecer que endividamento é diferente de inadimplência. “A inadimplência acontece quando a dívida venceu há mais de 30 dias e a pessoa não tem como pagar”, esclareceu Ricardo Paixão.

De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas, 762.408 pessoas no Estado estavam com pagamentos atrasados no mês passado.

Uma dona de casa, moradora de Vila Velha que preferiu não se identificar, já esteve com o nome sujo, mas conseguiu renegociar a dívida de mais de R$ 1.000 com uma operadora de telefonia. “Hoje, fico sempre atenta pra não ficar no vermelho, e cortei algumas despesas pessoais”, disse ela.

Maioria volta para o SPC depois de renegociação

Uma pesquisa nacional demonstrou que 64,3% das pessoas que renegociaram suas dívidas em 2020 acabaram ficando inadimplentes de novo. Esse é o resultado de uma investigação realizada pela Boa Vista, uma empresa especializada em análise de crédito. 

A taxa, intitulada de índice de “reinadimplência”, havia ficado em 51,8% e 53,1%, nos anos de 2019 e 2020, respectivamente. Acredita-se que o aumento nesse indicador tenha ocorrido devido à alta inflação, à queda na renda e ao desemprego ainda elevado no País.  

A pesquisa considerou as pessoas físicas que ficaram inadimplentes por deixarem de pagar qualquer tipo de conta (como luz ou mensalidade escolar, por exemplo) e não apenas as dívidas criadas com o sistema financeiro.

De acordo com o responsável pelo estudo, o economista Flávio Calife, o índice de reinadimplência sempre permeou entre 40% e 50%, o que se deve às características do mercado financeiro.

O economista atribui o aumento  recente à oscilação da renda do consumidor em 2021. Outro fator responsável é a inflação, que diminuiu o poder de compra no País.


SAIBA MAIS


Poupança de emergência com 20%

Anote  todas as despesas, tenha noção de quanto você ganha e para onde seu dinheiro está indo.

é importante reunir a família para fazer um planejamento financeiro. Tentem cortar gastos desnecessários com assinatura de planos caros de internet ou com TV por assinatura que nem são usados, por exemplo. 

Planeje-se  para poupar 20% do que se ganha por mês, criando assim uma poupança de emergência.

Se ficar inadimplente, procure órgãos como o Procon, que ajuda na renegociação de dívidas

Fonte: Economistas Eduardo Araújo e Ricardo Paixão

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: