Vinhos feitos no Espírito Santo valem até R$ 120
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A produção de vinhos no Espírito Santo vem superando diversas barreiras. Fora da zona dos vinhedos tradicionais, produtores vêm conseguindo resultados surpreendentes.
Como exemplo está a vinícola Tabocas, em Santa Teresa, de onde saíram vinhos premiados pelo concurso “Wines of Brazil Awards”, pela Vini Bra Expo, no Rio de Janeiro. Uma garrafa de vinho de lá já chegou a custar R$ 120.
Vinícius Coberllini, sócio-proprietário da Vinícola Tabocas ingressou na área na década de 90, quando cursava Administração de Empresas e foi estagiar em vinícolas para aprender sobre o assunto. Também fez cursos na Itália.
Ele começou com vinho de mesa e só em 2007 deu início à plantação da uva Cabernet Sauvignon. “Nós tivemos um resultado bem interessante na safra de 2014, com duas medalhas de prata e na safra de 2017 com a medalha de ouro”.
Mas de lá para cá já houve uma evolução. Para o sommelier Franklin Bittencourt, o vinho seco e fino produzido na vinícola Tabocas, safra 2019/2020, a partir da uva Cabernet Sauvignon, é o melhor produzido no Estado.
“É um vinho com cor rubi intensa, límpido, brilhante, transparente. Aromas de chocolate, frutas negras, pimentão vermelho. Na boca acidez média, bom volume de boca, taninos finos, é um vinho honesto, os aromas sentidos no olfativo se repetem no gustativo”.
Carlos Alberto Sangali de Mattos, extensionista do Incaper e coordenador do Escritório Local de Desenvolvimento Rural (ELDR) do Incaper de Santa Teresa lembrou que o clima não ajuda. “O Brasil não possui condições edafoclimáticas ideais que são clima mediterrâneo caracterizado por estações bem definidas, como verão quente e seco e inverno frio e chuvoso”.
Ele explicou que a região Sudeste, onde o Espirito Santo está situado, apresenta condições adversas à região ideal e potencial, com verão quente e chuvoso, o que permite maior incidência de pragas e doenças, maior utilização de insumos o que eleva o custo de produção, queda na produção e qualidade inferior da uva.
Mas com tecnologias, os produtores estão conseguindo se adaptar e ele detalhou como. “Efetuando a inversão de poda para o outono que é o período seco, com incidência menor de pragas e doenças, tendo como consequência menor utilização de insumos, menor custo, garantia de boa colheita e produção de vinhos e espumantes de qualidade”.
SAIBA MAIS Produção Capixaba
Preços
- Os vinhos mais caros produzidos no Espírito Santo custam em média, R$ 70. Mas um vinho da vinícola Tabocas já chegou a custar R$ 112.
- Para o sommelier e professor e Franklin Bittencourt, o melhor vinho produzido no Estado é o vinho Tabocas safra: 2019/2020. Ele é feito a partir da uva Cabernet Sauvignon, a garrafa tem 750 ml, é um vinho seco, fino.
Premiado
- O vinho Tabocas Cabernet Sauvignon (safra 2017) produzido em Santa Teresa, região serrana do Estado, ganhou a medalha de ouro no concurso “Wines of Brazil Awards 2020”, da Vini Bra Expo, no Rio de Janeiro. Já safra 2014, já havia recebido duas medalhas de prata.
Produção
- A atividade viticultura está presente em 600 propriedades envolvendo 1000 produtores e com 18 agroindústrias que elaboram vinhos de mesa, vinhos finos, espumantes e graspa.
Uvas utilizadas
- “Vinhos de mesa”, elaborados de cultivares oriundas de cepas americanas – Niágara Rosada, Isabel, Bordô e híbridos.
- “Vinhos finos”: elaborados de cultivares oriundas de cepas europeias , Cabernet Souvignon, Sirah, Tannat.
- Espumantes, oriundos das cultivares Lorena, Moscato Embrapa, e híbridos.
- Os produtores que se dedicam a vitivinicultura são na maioria agricultores familiares, onde a atividade entra como alternativa na diversificação cujo objetivo é o equilíbrio anual da renda.
Fonte: Franklin Bittencourt, Fernanda Pignaton, Elvécio Faé, Vanderlei Martins e Incaper
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