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Economia

Vendas caem com redução do valor do auxílio emergencial

22/10/2020 19:20:42 min. de leitura

Imagem ilustrativa da imagem Vendas caem com redução do valor do auxílio emergencial
Prateleira de supermercado: auxílio do governo deu fôlego ao setor Foto: Kadidja Fernandes — 17/03/2020
Os supermercados já começaram a sentir impactos nas vendas com a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300, somada à crise econômica em decorrência da pandemia do coronavírus.

Na primeira quinzena de outubro, as vendas caíram 5% em relação a setembro em todo o País, segundo o colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo. Conforme o superintendente da Associação Capibaxa de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, só no fim do mês será possível mensurar os impactos no setor no Estado, mas a expectativa é de redução nas vendas.

“Vamos ter uma avaliação mais precisa no fim do mês. Mas quando se tem a diminuição de R$ 600 para R$ 300, isso claramente afeta não só o nosso setor, mas todos os outros”, disse Hélio.

Em setembro, o governo oficializou a diminuição em 50% no valor das parcelas do auxílio emergencial, que começou a ser pago em abril. As primeiras parcelas tiveram valores de R$ 600 ou R$ 1.200 (para mães chefes de famílias). Até o fim do ano, as parcelas serão de R$ 300 ou R$ 600.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de varejo, impulsionado pelas medidas de isolamento social e pelo auxílio emergencial, vinha registrando recordes de altas nas vendas. Em agosto, o setor atingiu o maior patamar de vendas desde o ano 2000, após quatro altas seguidas.

Entretanto, segundo o superintendente da Acaps, também houve um aumento dos custos. “Recordes de vendas não significam rentabilidade. Houve aumento dos custos. Apesar dos subsídos do governo, o brasileiro de modo geral continua não se aquecendo economicamente. Os impactos disso, vamos sentir daqui para frente”, pontuou Hélio.

Inflação dispara para os mais pobres

O aumento de preços para as famílias mais pobres foi mais de dez vezes maior que a alta sentida pelos mais ricos de janeiro até setembro deste ano, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Nos nove primeiros meses do ano, a inflação para as famílias com menor renda (menos de R$ 1.650) acumulou uma alta de 2,5%. Já a taxa acumulada para a classe de renda mais alta (acima de R$ 16.509) foi de 0,2%.