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Vale a pena se cadastrar e usar o Pix?

| 06/10/2020 15:30 h

Pix no celular: novo sistema do BC
Pix no celular: novo sistema do BC |  Foto: Divulgação

Vale a pena usar o novo sistema de transferências do Banco Central (BC), o Pix? Segundo especialistas, ele vai oferecer aos consumidores mais vantagens do que desvantagens.

Com o novo serviço, que começará a funcionar em 16 de novembro, será possível mandar dinheiro para outra pessoa ou empresa de maneira instantânea.

As transações poderão ser feitas 24 horas, sete dias por semana e acontecerão de forma gratuita para pessoas físicas e Microempreendedores Individuais (MEI), ao contrário do DOC e do TED.

É justamente esse o maior trunfo do Pix, aponta Bernardo Dietze, assessor de investimentos da Golden Investimento e economista.
“É uma revolução. O DOC demora um dia. O boleto pode demorar 72 horas para compensar. O Pix vai demorar de 10 a 15 segundos, qualquer dia da semana. Ele, portanto, permite uma maior agilidade para o consumidor e para o mercado financeiro como um todo”, diz.

O economista Eduardo Araújo acrescenta que o custo zero para pessoas físicas – transferindo de uma conta corrente para outra – é, certamente, um outro chamariz de peso. “Além disso, o Pix permite a transferência nos finais de semana, algo impensável hoje em dia”, completa.

O trabalho informal ou o pequeno comerciante, acrescenta Araújo, também sairá ganhando: “Ele passa a ter um dispositivo a mais de receber ou, quiçá, passar a contar com seu primeiro dispositivo para receber de forma rápida”.

Segundo Araújo, a desvantagem fica por conta do usuário que não possuir smartphone, dados móveis no momento da transferência ou até mesmo pouco manejo com a tecnologia.

Bernardo disse que a ferramenta vai proporcionar agilidade para o mercado financeiro como um todo
Bernardo disse que a ferramenta vai proporcionar agilidade para o mercado financeiro como um todo |  Foto: Divulgação
É nesse âmbito, aliás, que Dietze lembra que os bancos vão precisar se destacar pelo empenho de segurança digital, conferindo credibilidade.

“A curto prazo, lógico, os bancos vão perder alguma receita. Mas o Pix confere uma competição mais de igual para igual no mercado de bancos, fintechs e afins”, disse, em alusão aos bancos digitais ou modalidades que já conquistavam clientes com compra por códigos ou tarifas zero.

Os bancos têm autonomia do BC para estabeleceram suas próprias tarifas – nos casos de transferências para pessoas júridicas, por exemplo. Araújo acredita que as grandes instituições devem oferecer tarifas competitivas.

Aplicativos têm apagão em dia com 3,5 milhões de inscrições

Os aplicativos dos bancos apresentaram instabilidade na segunda-feira (5) no primeiro dia de cadastro do Pix. Clientes reclamam de dificuldades de acesso e erros nos sistemas. O Itaú chegou a ficar nos assuntos mais comentados do Brasil no Twitter. Houve também reclamações direcionadas ao Bradesco, Santander e Nubank.

O Banco Central confirmou que a quantidade de acessos simultâneos causou instabilidade nos aplicativos de alguns bancos e afirmou que os serviços estão sendo normalizados.

Procurado, o Itaú afirmou que o acesso ao aplicativo para clientes pessoa física já está sendo reestabelecido. O Nubank afirmou que as operações já foram normalizadas. Bradesco e Santander não responderam.

Às 18h30, o Banco Central afirmou que o número de chaves registradas havia chegado a 3,5 milhões. Entre às 9h, quando o sistema abriu para registros, e às 12h30, foram mais de 1 milhão de cadastros.


Saiba mais


Como funciona o Pix?
Como funciona o Pix? |  Foto: Arte: André Felix

O que é o Pix?

  • Desenvolvido pelo Banco Central (BC), é um serviço de pagamentos instantâneos que permite a realização de transações financeiras em poucos segundos, 24 horas por dia e sete dias por semana, inclusive em feriados. Poderão ser feitos pagamentos de compras e transferências de dinheiro.

  • De forma geral, qualquer transação de pagamento pode ser feita por Pix, independentemente de suas características, como valor, tipo do recebedor, do bem ou serviço comprado e horário, por exemplo.

Qual a diferença para o TED ou DOC?

  • Transferências por TED ou DOC são disponibilizadas apenas em dias úteis, entre 6h e 17h30, em geral – nos DOCs, o recurso só fica disponível na conta no dia seguinte – e podem ser cobradas por parte das instituições financeiras. Já o Pix será instantâneo, ou seja, a transferência acontece em poucos segundos, e é gratuito para pessoas físicas e microempreendedores individuais.

  • TED ou DOC exigem que o pagador conheça e digite dados completos do recebedor – como banco, número da agência, número da conta, o tipo de conta e seu CPF ou CNPJ. Já o Pix permite transferir os recursos tanto pela simples leitura do QR Code do recebedor ou pela informação de qualquer uma das chaves Pix cadastradas por ele.

Como se cadastrar?

  • O Pix não é um aplicativo específico, mas sim um serviço financeiro que será disponibilizado pelas instituições financeiras e de pagamentos em seus canais.

  • Qualquer pessoa física ou jurídica que possua conta corrente, poupança ou de pagamento pré-paga em um prestador de serviço de pagamento participante do Pix pode se inscrever.

  • Traduzindo: não é preciso baixar aplicativo, mas é necessário estar vinculado à alguma instituição financeira. Quem quiser se cadastrar deve ir ao aplicativo do seu banco e seguir o passo a passo.

Como funciona a senha?

  • A senha se chama “Chaves Pix”, que são como apelidos dados para a conta de recebimento pela instituição financeira. Podem ser usados como chave Pix: o número do CPF ou CNPJ, um e-mail e um número de telefone celular.

A transferência não tem tarifa, de fato?

  • O uso do Pix será gratuito para pessoas físicas e empreendedores individuais, tanto para enviar e receber transferências como para realizar compras.

  • Mas existem duas exceções para que a pessoa física ou o MEI sejam tarifados. A primeira é quando o usuário receber recursos via Pix para pagamento de venda de produto ou serviço prestado.

  • A segunda é caso ele use os canais presenciais ou de telefonia para realizar um Pix quando os meios eletrônicos estiverem disponíveis.

E para os PJs?

  • Já no caso de pessoas jurídicas, as instituições financeiras e de pagamento que ofertarem o Pix poderão cobrar tarifas tanto do cliente pagador quanto do recebedor. Também poderão ser cobradas tarifas pela prestação de serviços agregados à transação de pagamentos.

  • O BC permite que as instituições que prestem serviço de iniciação de transação de pagamento cobrem tarifas pelo serviço. No entanto, se a iniciadora do pagamento e a detentora da conta do pagador forem a mesma, a cobrança é vedada.

Os números 

  • 3,5 milhões já se cadastraram no Pix em todo o Brasil

  • 16 de novembro é quando começa a funcionar o Pix no País

Fontes: Banco Central, pesquisa AT e Agência Folha.

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