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Professor vira rei do frango frito

| 14/06/2020 20:50 h

Rafael criou a empresa, 100% capixaba, com amigo de adolescência
Rafael criou a empresa, 100% capixaba, com amigo de adolescência |  Foto: Antonio Moreira/AT - 23/06/2019

A trajetória do capixaba Rafael Matos, de 29 anos, no mundo dos negócios teve as suas peculiaridades, ao mesmo tempo que se parece muito com o caminho traçado por muitos jovens empreendedores da nova geração.

O ex-professor da rede pública e privada de ensino abriu mão do magistério para abrir a maior franquia de frangos fritos do País, a Number One Chicken, que em três anos já possui 140 franquias em 20 estados e no Distrito Federal, além de duas unidades em Portugal.

A empreitada teve início ao lado do amigo de adolescência e hoje sócio Victor Abreu, e a ideia surgiu logo depois que um problema familiar fez com que ele tivesse que deixar as salas de aula.

Ao longo do caminho novos companheiros foram aderindo ao projeto, como o amigo Thiago Salla e o casal Luciana e Felipe Sarres, e mais recentemente os consultores Jorge Gonçalves e Newton Jr. O grupo liderado por Rafael forma uma empresa 100% capixaba, e ele faz questão sempre de ressaltar.

A Tribuna – O que te levou a deixar o magistério e se tornar um empreendedor?
Rafael Matos –
Trabalhava em três horários, manhã, tarde e noite, isso nunca foi um problema pra mim, pois sabia da oportunidade e da necessidade daquele momento. Meu sonho era trabalhar no meio acadêmico o resto da vida. Mas minha mãe ficou doente na época e, por ser filho único, precisei estar mais presente, então precisei me desligar da escola. Foi quando me juntei ao Victor e começamos a tocar o nosso próprio negócio.

Como surgiu a ideia da franquia?
A gente queria abrir uma franquia, mas para entender melhor o negócio resolvemos primeiro nos tornar um franqueado de uma grande rede de alimentos. Ficamos um ano e meio nessa situação, aprendendo todo o processo, como funcionava, mas com o objetivo de ter a nossa própria marca.

Quais lições e desafios vocês tiraram no período que vocês eram franqueados?
A principal barreira que impediu nosso crescimento foi o modelo de negócio da franquia. Era muito oneroso com alto custo fixo e uma grande folha de pagamento. Outro desafio marcante foi o fato de termos ficado um ano de portas fechadas devido a todas pesquisas que fazíamos para obter o melhor frango frito crocante do Brasil.

E como chegaram a ideia da rede de frangos fritos?
Pensamos em pizzaria, hamburgueria, churrascaria... a única ideia consolidada é que atuaríamos no delivery. Até que um dia o Victor visitou um estabelecimento de um amigo que trabalhava com frangos fritos, e gostamos da ideia.

Como todo início de negócio, vocês devem ter enfrentado muitas dificuldades. Como foram os primeiros meses?
Alugamos um ponto e ficamos um ano de portas fechadas ao público, só pesquisando e testando tudo para criar o melhor frango frito crocante e a melhor gestão delivery do Brasil. As sessões de teste foram tão intensas que durante esse tempo fritamos mais de uma tonelada de frango. Após essa fase, nossa unidade piloto foi finalmente aberta ao público.

E após abrir oficialmente ao público, como foi a aceitação?
A aceitação foi grande, fomos elogiados pelo produto, atendimento e tempo de entrega. A partir daí, Victor, eu, Luciana, Felipe e Thiago formamos uma sociedade e criamos nosso próprio modelo de franqueadora, totalmente facilitador e empático ao franqueado, e focada 100% no delivery.

Em época de isolamento social, o delivery passou a ser mais explorado. Acredita que existia um potencial mal aproveitado?
Há um grande potencial no mercado delivery, isso explica a grande aceitação por onde nossa franquia chega e o nosso grande crescimento por todo o Brasil. O mercado de delivery nunca foi bem explorado, o setor alimentício sempre teve o delivery como algo a acrescentar nas vendas, mas nunca como foco.

Qual conselho você dá para quem deseja abrir um negócio?
Pesquise bem sobre o negócio que deseja investir e busque oportunidades de investimento que tenham uma gestão simples, de baixo custo fixo e com um quadro de funcionários enxuto, sem necessitar de mão de obra especializada.

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