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Presidente do Bandes anuncia realização de concurso até março

O executivo destacou o papel da instituição na manutenção de empregos na fase mais crítica da pandemia e prometeu mais recursos

Rodrigo Péret, do jornal A Tribuna | 27/12/2021 09:12 h

“O Bandes está recuperando seu papel de protagonista. Por isso, há a necessidade de aumentar o quadro. Teremos concurso público em 2022”. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente  do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), Munir Abud de Oliveira, em entrevista exclusiva para A Tribuna.

Além da divulgação do concurso público, Oliveira fez um balanço de sua gestão em 2021, destacou projetos para o próximo ano, incluindo três produtos do Bandes para ajudar na retomada da economia do Estado. 

Munir Abud citou linhas de crédito para ajudar na recuperação da economia capixaba com a melhora da pandemia
Munir Abud citou linhas de crédito para ajudar na recuperação da economia capixaba com a melhora da pandemia |  Foto: Divulgação / Assessoria Bandes
 

 A Tribuna -  Que balanço o senhor faz deste primeiro ano de sua gestão no Bandes?

Munir Abud de Oliveira - O Bandes  assumiu em 2021 um protagonismo na retomada da economia capixaba.  O governador criou o maior fundo de reconstrução econômica  do País, gerido por nós, com o objetivo de emprestar dinheiro a empresas afetadas pela pandemia. Recebemos um aporte de R$ 250 milhões para isso. 

E quantos empregos foram preservados graças a esses recursos?

Foram mais de 2 mil empregos preservados aqui no Estado justamente pela atuação e distribuição desses recursos, somente em 2021. 

Quais são os planos e desafios para 2022?

Agora, nós voltaremos nossa atenção para a reconstrução e recuperação da economia do Estado. Já evitamos demissões e fechamentos, agora nosso objetivo é, com os novos produtos do banco, gerar crescimento na nossa economia e criar mais empregos e renda. 

E que produtos são esses?

Há o  Bandes Retomada, focado no empreendedor que já conseguiu atravessar a crise e precisa de um “empurrão” para melhorar a empresa. É um capital de giro que dá conforto ao empreendedor. 20% desta linha é destinada exclusivamente a empreendedoras mulheres, que é um mercado no qual apostamos. 

Há outros?  

Sim, há mais dois. O primeiro é o  Fundo de Investimento em Participação, que é abastecido pelo Fundo Soberano, com aporte de R$ 250 milhões. É um recurso para transformar o Estado numa espécie de “Vale do Silício”.

Por que esse nome? 

É uma referência a região dos Estados Unidos onde há muitas empresas de tecnologia. Os recursos  deste fundo vão dar condição de alavancar empresas da área de tecnologia que estão surgindo e precisam de investidores. Sabemos da dificuldade que as startups têm de conseguir seus primeiros recursos para tocar o negócio, e a ideia é dar esse apoio necessário. 

E o outro produto? 

Já o último é o programa de PPPs que criamos para municípios capixabas. O objetivo é  fornecer aos municípios, sem custos, projetos estruturados de iluminação publica, saneamento básico e qualquer outro equipamento que o município opte por delegar a iniciativa privada, o Bandes é parceiro na estruturação deste projeto.

E como o Bandes está tendo condições de oferecer essas linhas de crédito?

Com os números de hoje, que o Bandes tem, podemos afirmar que em março do ano que vem teremos o maior lucro da história do banco. Por isso, há total viabilidade de fazermos esse trabalho de apoio à retomada da economia local. Temos condições de dar essas linhas de crédito mais “adocicadas” para o empresariado neste momento tão importante. 

O quadro funcional precisará de mudanças?

Unidade do Bandes: concurso com vagas imediatas e também cadastro
Unidade do Bandes: concurso com vagas imediatas e também cadastro |  Foto: Arquivo/AT
 

Claro. E já está nos nossos planos realizar ao menos um concurso para 2022. Estamos recuperando nosso papel como protagonista na economia capixaba. O crescimento natural dos recursos e produtos oferecidos cria a necessidade de aumentar nosso quadro. Por isso, a ideia é publicar um edital de contratação de profissionais até o primeiro  semestre de 2022.

E já há detalhes sobre esse concurso?

Ainda não temos informações sobre número de vagas ou salários, mas a certeza é que haverá vagas para profissionais de Tecnologia em Informação (TI). Isso é certo. Áreas como economia, contabilidade e administração poderão ter cadastro de reserva ou vagas, dependendo do que ficar definido.

Por que  a prioridade em TI?

Porque iniciamos um processo de digitalização do banco. Estamos acabando com o papel no banco, para facilitar o acesso ao crédito, e fazer as coisas de forma digital, sem a necessidade do empreendedor estar presencialmente no banco.

E como está a relação atual do Bandes com o governo federal?

Recuperamos nossa relação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que havia sido perdida em governos passados. O BNDES nos liberou R$ 150 milhões para trabalhar em parceria conosco. Temos o Finepe que é uma linha de crédito própria advinda do governo federal.  

Quais as perspectivas do estado para 2022? Haverá dificuldade com a pandemia?

Somos um Estado organizado. Estamos com as finanças em dia e somos o único do País com um Fundo Soberano. Também temos o maior fundo de reconstrução do País. Vejo um descolamento do Espírito Santo da economia nacional. Mesmo com a pandemia, vamos largar na frente do resto do Brasil na recuperação econômica.   

Em 2020, o nome do senhor chegou a ser cogitado para disputar a prefeitura de Guarapari, mas não se lançou como candidato. E em 2022? Está nos seus planos se candidatar a algum cargo?

Eu não tenho pretensão de largar o mandato do banco. Vou cumprir meu mandato, meu compromisso é com a gestão Casagrande e não pretendo me licenciar para disputar cargos públicos em 2022. Pretendo cumprir meu mandato e assumir o compromisso na recuperação econômica.  Estamos focados nisso e não tenho finalidade eleitoreira. Não é o meu foco neste momento. 


Quem é


Munir Abud de Oliveira

  • Advogado, antes de chegar ao Bandes, Munir Abud atuou como diretor-presidente da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado do Espírito Santo (ARSP). 
  • Foi procurador-geral de Anchieta e conselheiro da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Espírito Santo OAB/ES.
  • Mestrando em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV), ele é pós-graduado em Direito Administrativo (2020) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG).
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