Prefeitura de Aracruz estuda ampliar o zoneamento urbano em áreas rurais
Prefeitura pretende ampliar o zoneamento urbano, modificando o enquadramento de áreas atualmente consideradas rurais
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Para permitir a construção de mais condomínios e casas, e dar suporte ao desenvolvimento industrial da cidade, a Prefeitura de Aracruz pretende ampliar o zoneamento urbano, modificando o enquadramento de áreas atualmente consideradas rurais.
Um projeto para revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) está sendo elaborado e deve ser encaminhado para a Câmara de Vereadores em meados de julho, afirma a secretária de Desenvolvimento Urbano de Aracruz, Laryssa Baroni. Distritos como Guaraná e Jacupemba devem ganhar novas características, com modificações da infraestrutura urbana, já em andamento.
Laryssa destaca que obras de saneamento básico estão sendo realizadas pela gestão, visando preparar o terreno para que empreendimentos sejam construídos. “Ainda não podemos cravar, mas poderíamos falar em 30% de ampliação do espaço urbano. Nesse espaço, temos de considerar áreas de preservação ambiental, por exemplo. O projeto está sendo elaborado”.
Desde o ano passado a prefeitura realiza encontros com a comunidade para ouvir sugestões para incorporarem ao projeto de revisão do PDM. O primeiro foi realizado em 17 de setembro.
Empreendimentos logísticos construídos no conceito de bairros planejados estão entre os projetos residenciais que têm se mostrado atrativos ao município. Três projetos do tipo já foram aprovados pela prefeitura na região de Barra do Riacho e entorno, diz a secretária.
Entre os projetos já em desenvolvimento estão o Villa Santi II e o Park Verde, ambos da CBL Lotes. Os dois empreendimentos somam 1.064 lotes, em uma área de 631.958,38 metros quadrados e capacidade para mais de 4 mil pessoas morarem.
A ampliação da área urbana vai permitir que novos moradores cheguem à cidade para trabalhar nas novas indústrias que estão se instalando, como a montadora GWM — e futuros fornecedores.
O Porto da Imetame, o terminal da Vports e a Zona de Processamento de Exportações (ZPE) também serão beneficiados.
Análise
Impacto além da indústria automotiva
“O anúncio da instalação de uma fábrica da GWM no Espírito Santo representa um passo relevante para a economia capixaba. Em um contexto internacional marcado por transformação tecnológica e reorganização das cadeias produtivas, a escolha do Estado indica que fatores como infraestrutura logística, localização estratégica e ambiente institucional competitivo estão sendo reconhecidos.
Trata-se de um investimento de grande escala que pode redefinir o dinamismo econômico da região, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando a diversificação industrial capixaba.
Um dos pontos mais relevantes é a estimativa de geração de cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos na fase operacional. Esse impacto vai além da indústria automotiva: alcança fornecedores, serviços, logística e o comércio regional.
Em outras palavras, cria-se um ambiente favorável para o empreendedorismo, emprego e renda, com efeitos positivos no desenvolvimento local e estadual.
Do ponto de vista estratégico, o Espírito Santo consolida sua vocação logística e avança fortemente para uma nova etapa, a saber, agregar valor por meio da produção industrial”.
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