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Preço do petróleo dispara após invasão da Rússia na Ucrânia

Agência Folhapress | 24/02/2022 10:44 h

Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (24) após a Rússia invadir a Ucrânia por terra, ar e mar, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O brent subiu acima de US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014. O conflito também derrubou as bolsas da Ásia e do Pacífico.

Extração de petróleo.
Extração de petróleo. |  Foto: Pixabay
 

Os Estados Unidos e a Europa prometeram sanções mais duras à Rússia em resposta.

"Se as sanções afetarem transações de pagamento, os bancos russos e possivelmente também o seguro que cobre as entregas russas de petróleo e gás, interrupções no fornecimento não podem ser descartadas", disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

O petróleo brent subia US$ 8,24 dólares, ou 8,5%, para 105,08 dólares o barril às 7h45 (horário de Brasília). O petróleo bruto dos EUA (WTI) saltava 7,78 dólares, ou 8,5%, para 99,88 dólares.

O Brent e o WTI atingiram seu nível mais alto desde agosto e julho de 2014, respectivamente.

"A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo e o segundo maior exportador de petróleo. Devido aos baixos estoques e à diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento", disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

"As preocupações com a oferta também podem estimular a atividade de estocagem de petróleo, o que sustenta os preços."

A Rússia também é o maior fornecedor de gás natural para a Europa, fornecendo cerca de 35% de sua oferta.

As Bolsas de Valores da Ásia e da região do Pacífico despencaram nesta quinta-feira (24). O Hang Sang Index, índice da Bolsa de Valores de Hong Kong, registrou forte queda de 3,21% na sessão. Já o Nikkei 225, de Tóquio (Japão), e o SSE Composite Index, de Xangai (China), caíram 1,81% e 1,7%, respectivamente.

Na Austrália, as perdas do ASX All Ordinaries Index chegaram a 2,95%.

"As tensões russo-ucranianas provocam um possível choque de demanda [na Europa] e um choque maior no abastecimento para o restante do mundo, em vista da importância da Rússia e da Ucrânia para [o setor de] a energia", declarou Tamas Strickland, do National Australia Bank.

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