Porto Central prevê a contratação de 1.200 trabalhadores na 1ª fase de operação
Com previsão de início das operações em 2028, Porto Central já impulsiona contratações e deve ampliar empregos e investimentos na região
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A implantação do Porto Central já começa a movimentar o mercado de trabalho na região. A previsão é que as primeiras operações tenham início em 2028, inicialmente com o Terminal de Líquidos.
Para essa fase, a estimativa é de abertura de cerca de 1.200 empregos diretos, concentrados principalmente na área de construção pesada, segundo José Maria Vieira de Novaes, membro do Conselho de Administração do Porto Central.
“Estamos falando de atividades como movimentação de terra, transporte de rochas e produção de concreto, que exigem mão de obra tanto operacional quanto técnica”.
Já foram feitas contratações nas áreas de controle ambiental, planejamento e operações ligadas à produção e transporte de rochas. Porém, segundo ele, o volume mais expressivo de vagas deve surgir a partir de 2027, com o avanço das obras de infraestrutura.
Para o diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira, o sucesso da ZPE de Aracruz e do ParkLog tende a impulsionar novos projetos no Estado. A expectativa é que indústrias se instalem tanto no entorno quanto dentro da área do porto, aproveitando a infraestrutura logística disponível.
Segundo ele, o avanço desse processo depende também da atuação do poder público. “Há um interesse convergente entre empresários e sociedade, e o governo do Estado deve atuar de forma intensa para viabilizar essa expansão”.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado, Fernando Otávio Campos, destacou que, embora as ZPEs sejam voltadas à exportação, com suspensão de impostos diretos, elas são motores de arrecadação indireta e desenvolvimento social.
“O impacto real acontece no entorno: a criação de empregos — de prestadores de serviços a academias — e o fortalecimento da cadeia de suprimentos local elevam salários e melhoram a vida na região”.
Outro ponto-chave, segundo ele, é o chamado “magnetismo empresarial”. “Grandes investimentos âncoras reduzem a percepção de risco e atraem naturalmente novos investidores. Isso pode ampliar a onda industrial para além da ZPE”.
Para o setor hoteleiro, esse movimento deve se refletir no aumento da ocupação por meio do turismo de negócios.
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